03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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12 anos

11/09/2013 Gritos do Nada

E de longe vemos as torres caírem… deixou de ser real
Real foi o cheiro de poeira que “vazou” da televisão…

O mundo inteiro sem palavras assistiu a fragilidade do gigante ao vivo
Que ficou mais feroz e faz todos pagarem pela audácia de arranhá-lo

Feio chamar de arranhão a morte de tantos inocentes, americanos ou não.
Que morreram em escombros, pelas ruas de NY, pelas ruelas de Bagdá

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Cata-vento cravado no peito (ontem eu tive um sonho)

10/09/2013 Sonhos Viciados

Cata-vento cravado em túmulos. Sugando os sopros de vida.

E nós na eterna insistência de se reciclar em medos.

Alma renovada em pequenos crediários, novos sapatos, eu estou vivendo com medo.

Uma névoa negra mancha toda minha cidade, tirando a cor dos sonhos, sufocando antigos sonetos (versinhos felizes de amor e esperança)

Cata-ventos cravados em túmulos serão inúteis (quando a vida for embora.)
Nosso corpo será inútil (quando a vida for embora)
Nenhuma memória será consolo (quando nossas consciências se apagarem)

Uma onda de medo tira o sono dos meus amigos.
Tenho uma vizinha que tem medo da morte.
Na minha rua muita gente dorme, levando a vida só com uma espuma e um agasalho.

Podia me sentir um cara de sorte, mas existe uma força que tira o sono da minha cidade. Estou vivendo com medo, não sei ao certo de que, talvez precise de um novo crediário.

Essa noite sonhei que encravava cata-ventos no peito de todos seres da minha cidade.
Sopro de vida no coração dos meus amigos, um fôlego pra minha vizinha que se assusta com a ideia da morte.

Acordei um pouco triste, escrever sobre medo não ajuda em nada.

Cata-ventos coloridos, meus amigos terão sossego.
Ainda temos tempo, de tirar a poeira e tomar jeito.
Ontem eu tive um sonho, vamos viver sem medo antes que qualquer sopro seja tristeza de túmulo com adereço.

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Recordar é viver

05/05/2014 Gritos do Nada
- Mas é R$ 30,00 e você faz completinha, né? Poliana respira fundo e fala com a voz grossa: - Amigo, sou travesti... completinha comigo é só se eu comer seu cu, né?

Poliana – Os medos da Noite

29/01/2013 Zumbido Fugaz

Imperfeição perfeita

Eu não quero dias de final de novela com você eu quero todo drama, toda emoção, todas as brigas para constantemente acabarmos nos atacando em beijos tão calorosos como de filmes adultos! Eu não quero toda perfeição de um lorde eu quero seus defeitos, seus deleites por cerveja sua queda por vídeo game com os […]

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30/06/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Haikai sem rima

Hakai sem “moral da história”. Nunca vi sexo sem sentido. Hakai sem rima Sexo de amor louco ou só porque deu vontade. Amar é mesmo democrático. Pra escrever precisa habilidade? Sei que pra amar só precisa estar disposto. Hakai sem “moral da história”? Nunca vi sexo sem sentido. […]

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27/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Ver-te no mar…

Verde é o marAo ver-te no marComo um musgo perdidoUma história conhecida Esperar, conhecerMe afogar, morrer!Me jogar, sem verFui até o fim, avancei Nas rochas molhadasEntre as ondas que batemOnde areia e águaé o mundo que vejo Perfeita sua falaQue me deu adeusNo mar, espatifadaMeu amor se perdeu Olho, me olha o marMolho, me molha […]

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14/01/2013 Sonhos Viciados

Confissão de amor

Nunca me senti tão jovem, mesmo chegando perto dos meus quarenta anos. Nunca estive tão certo, mesmo com minha estante repleta de diplomas de enganos e frustrações. Já não me encanta tanto meu trabalho, meus desenhos estranhos e esses textos mínimos, me empenhei nesses anos na doce tarefa de catalogar seus suspiros, pequenas variações de […]

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19/09/2012 Gritos do Nada

Prexeca

Trabalhava o dia inteiro num repartição qualquer Funcionário público de mais de 10 anos… Sua função é desconhecida, nem ele sabe o que é Xingava cada passo que dava pra ir ao trabalho Esmurrava o despertador as 7 da manhã Sobia a Cupêce aos gritos de “caralho”!!! O dia era uma lenta tortura, intensa e […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: