Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]
Sou ridículo!

Cada frase parece uma nova repetição
Tudo, ao que parece, foi dito e redito!
Reedito cada palavra com o coração
E no final troco o dito pelo não dito
Digo o que deveras sinto… ou não?
Olho a folha em branco e… me repito?

