03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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No vermelho do Farol

Ela vendia balas no vermelho do farol
No verde lembrava ser criança
E ninava a boneca suja da calçada

No balé terrível das balas e chocolates
A bailarina sujinha corre sorrindo entre carros
Não saber da sua desgraça deve ter a sua graça

Desvio o olhar enquanto alguns dão moedinhas
Se pudera dava-te o mundo todo sem pestanejar
Pra te ver correndo entre crianças e não entre fumaça

Mas…
É vida que segue, farol que abre… coração que aperta

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Café com carne e poesia

15/07/2013 Gritos do Nada

Você tinha gosto de poesia com café… contenta, mas não sustenta
Flutuava, como a fumaça que saia do copo… vejo mas não entendo
Sentia seu sabor no ar, quase morria… e seu toque é que me esquenta
Te sorvia como quem puxa o ar… estou cheio de ti, e não me contento

Esperei o fim de cada dia pra poder te beijar… onde estava?
E nos sonhos e devaneios você não me negava… eu só sorria.
Te beijava a face, o colo, as mãos e pernas… e acordava!
Na rua me ouvia e sorria… mas estava claro que fingia.

Me levou como quis pra onde pode… como pude?
Me deixar levar por seu cheio no ar… nunca lhe tive
Por que diabos me deixou acreditar… por que me iludes?
Barreira? Nenhuma. Só ouvi sua voz e não me detive!

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Sēx Mense

12/07/2013 Gritos do Nada

Não importa se o sol nasceu, se tocou o alarme ou não…
Começo meu dia mesmo é entre seus beijos e braços
E por mim tudo lá fora, bom ou ruim, é só uma ilusão
Eu quero é o aperto da nossa cama , não quero mais espaço

Eu a acho linda e ela diz que está com sua pior cara
Tossindo me conta das agruras do seu dia interminável
Espero que ela termine e diminua o espaço que nos separa
Pois no fim de cada história ela deseja meu abraço infalível

O dia a dia passa a impressão errada de repetição, de rotina
Mas nossos beijos e chamegos são únicos a cada novo dia
E nunca me acostumo com você, que docemente me domina
E a vejo também fazer minhas vontades, e a sinto minha

Há, sim, algo de eterno em chegar em casa e a beijar no canto do sofá
Sentir seu cheiro de banho tomado te ver com roupa de ficar em casa
Há algo de estupendo em não ter o que falar e não sentir nenhum mal-estar
E então te agarrar e cessar o silêncio com nossos corpos em brasa

Não tenho a menor ideia ou certeza de como será amanhã ou depois
A única certeza que me vem a mente é um misto de alegria e calma
Pois senão faço ideia de pra onde vou, sei que sempre seremos “nós”
E o que dá certeza não é a comunhão de nossos corpos, mas de nossas almas

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Pelas Escadas Rolantes – Estamos Todos Sozinhos

10/07/2013 Gritos do Nada

Eu peço perdão a cada vez que esbarro, como quem pede desculpas por existir
Sem olhar nos olhos cada um segue calado. Olhos mortos em gente viva

Sigo o corrimão e tomo cuidado, não quero tocar alguém e não poder sorrir
Desço e queria soluçar, pois lembro que esse martírio é só o caminho de ida

A porta abre, a manada entra, todos ficam grudados, mas em mundos distintos
Cada um no seu mundo, ignorando o próximo, mas perto pra ouvir a respiração

A porta se abre, a manada parte, a calma e a educação são conceitos extintos
As escadas sobem e descem, as pessoas se movem em qualquer direção

Eu digo boa tarde, mas é tão automático que ao me ouvir nem parece que fui eu.
Tem gente que balbucia uma resposta qualquer, a maioria só balança a cabeça…

A escada me leva pra cima, e lá a claridade machuca os meus olhos…
A garoa rasga a pele do meu rosto, mas não importa o meu deus é o relógio

“CHIIP DA CLARO, DA VIVO E TIIM!” Gritam umas moças com desânimo e tristeza
Aperto o passo, soco o fone no ouvido, me jogo pra dentro de qualquer canção

Como me jogaria pra fora disso tudo e por qualquer outra coisa, com certeza
É cansativo viver a vida servindo as vontades de todos e as minhas próprias não

Um mendigo grita pra cada pessoa e cada um finge sua surdez momentânea
Ele ri dos nossos sustos. Sua prisão é um mundo aberto e uma mente em desalinho

Prédios, crachás, horários, telefones e a tela: minha realidade subcutânea
No mundo lotado e nas milhares de ligações/e-mails me dou conta: estou sozinho.

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Recordar é viver

30/09/2013 Coletivo
Não se salva um condenado pelo destino de luxúria.

Coletivo Dois Um – Cafajeste com Sorriso no Rosto

06/12/2015 Gritos do Nada

Pelo que trocaria tudo?

Pelo que trocaria tudo? Qual seu maior desejo? Quem tem medo já perdeu Quem perdeu já não tem medo

10/08/2011 Gritos do Nada

Lamentamos!

“Perdoe-nos, mas queremos escrever!” Lamento muito se seus olhos não estão mais habituados, ou se de fato nunca foi do seu feitio, mas a verdade é que queremos escrever, e não me importa nenhum um pouco sua dificuldade ou não de entender. Desculpe senão falarmos pomposamente ou não usarmos palavras fáceis, perdão se não falar […]

18/02/2014 Zumbido Fugaz
Quase arde mas minha pele foi feita para a sua...

Poema azul

07/01/2012 Resenhas de Livros

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios – Marçal Aquino

Gosto dos livros por causa de cada história que eles carregam, essa frase parece óbvia demais não? Quase isso. Muito além das palavras impressas em cada encardenado temos um apego, uma dedicatória, um amor, um amigo. Cada livro vira um registro do espaço tempo das nossas vidas. Como músicas de infância, as trilhas sonoras dos […]

27/02/2014 Gritos do Nada

E agora, Peixe?

E agora, Peixe? O primeiro tempo acabou A virilha doeu A gente lutou E o empate permaneceu…

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: