Águas desoladas e sem caminho
Perdidas entre as lágrimas do meu olho
Este sou, perdido sem teu carinho
Com o coração fechado de ferrolho!
Sou intensa luz que se apaga
Calor que se esvai do corpo, da vida
Mentira mal-contada, uma adaga
Que parte o peito com essa saudade antiga
O tempo é contado por saudades, pela falta
Minhas dores, todos veem, ninguém entende
Só minhas lágrimas brilham a noite alta
Sem abraços penosos! Sua dó me ofende
Perdi, e no final aprendi que perdemos sempre
E segurar essa dor é como aprisionar água na mão
Mas por hoje vou só sorrir, esse sorriso que mente
Fingir que você não se foi… que é amor isso que foi paixão.
