Águas desoladas

04/04/2012 Gritos do Nada

Águas desoladas e sem caminho
Perdidas entre as lágrimas do meu olho
Este sou, perdido sem teu carinho
Com o coração fechado de ferrolho!

Sou intensa luz que se apaga
Calor que se esvai do corpo, da vida
Mentira mal-contada, uma adaga
Que parte o peito com essa saudade antiga

O tempo é contado por saudades, pela falta
Minhas dores, todos veem, ninguém entende
Só minhas lágrimas brilham a noite alta
Sem abraços penosos! Sua dó me ofende

Perdi, e no final aprendi que perdemos sempre
E segurar essa dor é como aprisionar água na mão
Mas por hoje vou só sorrir, esse sorriso que mente
Fingir que você não se foi… que é amor isso que foi paixão.

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: