18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Numa noite qualquer

22/08/2012 Gritos do Nada

É a porta suja de mais um cinema fechado, e é lá que ela esta esperando por algo que a faça correr dali sem pensar.
Lá tem papéis velhos, revistas velhas de ofertas do WallMart, papel higiênico sujo, camisinhas usadas, sujeira e mais sujeira, lá tem tudo que ninguém quer mais…
E ela está no meio disso de tudo, sorrindo com dentes amarelados, sorrisos falsos de uma falsa alegria convidativa, fumando cigarros contados, comprados por unidade em algum bar fétido do caminho e com suas roupas baratas de couro de plástico, que lhe exibem as pernas já cansadas e com decotes que denotam os seios já caídos…

Ela com certeza já esteve em lugares melhores, já pode usar roupas melhores e fumar cigarros sem se preocupar em quantos ainda tem na bolsa. Com certeza ela já pode se sentar em confortáveis sofás enquanto distribuía seus sorrisos aos “clientes”, ela já deve ter tido seu momento de glória tendo seu nome chamado para dançar a “pole dance” enquanto todos os homens aplaudiam e babavam por ela…
Ao invés de cigarros de maconha divididos com várias como ela, e garrafas de pinga baratas, ela usava cocaína, cheirava no banheiro pra poder encarar sem medo àquele cliente mais porco que tinha mais grana…

Mas tudo isso é passado, e ela retorna pra realidade quando mais um carro passa e buzina e ela não é uma das chamadas… Quase todos procuram travestis, e esse prazer ela nunca pensou que acharia ruim não poder dar…

Ela vê os senhores casados, que ficaram até tarde a trabalhar, eles saem dos bares, cambaleantes, e ela sabe que eles cruzaram a rua para não passar perto dela, nem mesmo seus galanteios eles querem ouvir…

Se sente uma coisa, um poste, uma parede, onde todos passam os olhos, mas ninguém vê…

De longe vê a porta do Hotel Marrakéxi, e vê outra amiga entrando com “cliente”, e ela tem inveja, ela que sempre sentiu nojo de “clientes” de rua, agora sente inveja da amiga que vai ganhar no mínimo 30 conto, pois se fosse só oral, que é 10 conto, não precisava subir pra um quarto…

Às vezes ela tem vontade de mandar tudo à merda, mandar à merda o cafetão que diz a proteger e bate nela quase todos os dias por não arrumar clientes, mandar à merda a dona daquela pensão suja, que foi assim como ela é e agora a olha como se fosse santa, tem vontade de mandar à merda o que lhe resta de dignidade e sair nua pela rua, não correndo e chorando, mas calma, se exibindo a todos os passantes…

Mas ela num faz nada disso, na real o que ela deseja ardentemente é um abraço, e pode ser de um maldito “cliente” sujo mesmo, que vai querer desconto na hora de pagar e dizer depois que ela num era tão gostosa quanto ele pensava…

Mesmo assim ela quer um homem, e suplica com o olhar pelo menos um sorriso daquele jovem que passa a pé com a mochila nas costas, e ele sorri de volta, faz um gesto pra ela como que perguntando se ela não está com frio… Ela não resisti, diz que tem muito fogo pra esquentar os dois… Ele sorri mais uma vez, bate a mão no relógio indicando que está sem tempo, e vai embora pegar o ônibus…

Ela não, ela fica, são ainda 23hs e a noite de quinta-feira é uma criança pra ela, criança que ela carrega pela mão, arrasta pelos becos mais escuros e sujos de qualquer cidade, ela imagina essa criança e lembra os 4 abortos que já fez… Uma lágrima ameaça correr de seu olho, e ela sorri percebendo que ainda tem lágrimas e pena de si mesma pra chorar…

Mas tudo pára, um carro chega, negocia, ela entra… Tudo que ela quer é um abraço, mesmo que não sincero, e poder dormir em paz, pois amanhã vai ter grana pro cafetão…

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Um poeta de merda

18/08/2012 Gritos do Nada

Meu amor escorre por seus dedos
Molha o chão do seu caminho…
Meu amor só não é maior que o desejo
De ter o seu amor e o seu carinho

Toda palavra e frase se torna brega
Piegas, é sempre assim o amor alheio
Só mesmo quem vive entende a entrega
De ter o coração batendo em outro peito

Eu um poeta bem raso, que converso com cada estrofe
Você uma musa que merecia poeta muito melhor
Um poetinha de merda que instrumentaliza a poesia
Pra impressionar uma musa quase impressionável

Com certeza alguém diria melhor tudo o que disse,
Pode ser mesmo que com mais qualidade e emoção
Alguém que colocaria em métrica, organizaria as estrofes
Só faltaria mesmo a verdade, de um cara que lhe segura a mão

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Recordar é viver

10/07/2013 Gritos do Nada

Pelas Escadas Rolantes – Estamos Todos Sozinhos

Eu peço perdão a cada vez que esbarro, como quem pede desculpas por existir Sem olhar nos olhos cada um segue calado. Olhos mortos em gente viva Sigo o corrimão e tomo cuidado, não quero tocar alguém e não poder sorrir Desço e queria soluçar, pois lembro que esse martírio é só o caminho de […]

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17/06/2013 Sonhos Viciados

As ruas estão tomadas [ou o dia que eu voltei a ter esperança]

As ruas estão tomadas. [meu armário aprisiona meus escritores preferidos.] Deixei meus sonhos esvaecerem. [em contas atrasadas, carnes da Renner e um sem fim de jornais opinativos que nunca formam opinião alguma.] Hoje as ruas estão tomadas e eu tomei duas doses de esperança. [troquei a comida quentinha e um sonoro boa noite do Bonner.] […]

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31/01/2015 Gritos do Nada
O amor é só perdão, mas cheio de raiva e briga

Injustiça é paciência?

05/08/2011 Sonhos Viciados

Gosto de Esperança na garganta.

Hoje conversei com meus desenhos, tentativa deseperada, esquizofrenica. Deve ter sido o susto, de ver os prédios distorcidos, as pessoas embriagadas e as ruas sujas. […]

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13/01/2009 Sonhos Viciados

Os métodos

Já disse sobre a temática, agora é sobre os métodos. Vou escrever sem pudor, sem nem ligar se tem qualidade. Como venho fazendo. Entendido que isso é uma parte. Corajosa. Uma verdadeira parte de mim mesmo. Então, foda-se. se ficar bonito ou feio. É como sou, as vezes tem acerto e outras tem erro. Tem […]

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02/12/2013 Sonhos Viciados
Gastando a hora, azeite e tempero. Depois tem a gorjeta, dentes amarelos e desespero.

Nosso jantar romântico é um desperdício

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: