18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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A pior história já escrita

14/04/2012 Gritos do Nada

Tem questões que são complicadas de não se pensar com o fígado. A questão do aborto é uma delas, e pensa-se com o fígado dos dois lados. Não tenho todas as respostas, normalmente sou bastante liberal e creio que as pessoas devam decidir o que fazer com seus corpos… mas quando um feto torna-se um bebê? Em outras palavras: quando a junção entre o óvulo e o esperma deixam de ser uma reação química para tornar-se humano?

Não sei… e nem mesmo tenho certeza se essa é a questão mais importante…

Na história que (talvez) lerão abaixo, resgatada de um antigo blog meu, eu só exponho duas histórias que podem ter acontecido de verdade, a conclusão fica a cargo de cada um…

Maria (sem sobrenome) e Antônia Vasconcelos, ambas 15 anos, ambas aflorando os hormônios, ambas namorando e, pela idade, cometendo todos os erros.

Maria mora longe, talvez o ultimo bairro da cidade, nem sempre o postinho tem camisinha, e nem sempre tendo camisinha ela lembra de pedir pra ele usar.
Antônia Vasconcelos mora perto, poderia ir a pé em shopping’s e restaurantes, mas ela tem motorista, e andar a pé só mesmo dentro desses lugares. Ela tem acesso a tudo, e nem sempre usa camisinha, afinal, ela pode tudo.

Maria fica com medo, 1 semana inteira de atraso, vai ao postinho e faz o teste. Não sabe como contar a mãe, que foi mãe aos 16 anos. Mas conta, apanha, choram juntas… sua mãe decide que sua filha não passará pelo mesmo que ela passou…
Antônia faz teste toda semana, a empregada compra os teste na farmácia pra ela, morre de medo de ficar grávida. Sua mãe não chora, fria, olha sua filha e lhe joga na cara: Vagabunda! Diz que jamais filha sua terá filho antes de casar…

Mãe de Maria, envergonhada, pergunta as vizinhas se sabem como pode resolver este problema… uma sugere à menina enfiar uma agulha de trico até sentir o sangue, outra comenta da Dona Cota, benzedeira que mora perto do córrego, ela vai lá…
Mãe de Antônia pega o telefone, liga pra clinica onde fez o tratamento para ter a Antônia, uma das mais caras e conceituadas da cidade. Prontamente atendida por seu médico, diz a ele: “Estou com um problema sério com minha filha… ela fez besteira.” Ele nada pergunta, marca para as 19hs a consulta e ainda diz: “Neste horário não teremos mais ninguém aqui na clinica. Melhor evitarmos perguntas.” Ele já fez bastante isso.

A casa de Dona Cota tem 9 gatos, 3 cachorros e parece que tem outros animais, tamanha é a sujeira que a senhorinha de 83 anos acumula e já não tem forças pra limpar. Maria brinca com o gato, por momentos esquece o porque de estar ali…
A clinica é mais que limpa, e mesmo a noite com a maior parte das luzes apagadas as coisas brilham. Dessa vez o motorista não foi, o caminho foi em silêncio, mãe e filha com o pensamento distante. Antônia a imaginar se sua mãe voltará a olhar pra ela sem ser com esse olhar de reprovação. Sua mãe segurando o choro, fazendo esse esforço para não ter que contar que já passou por isso… O médico as recepciona na garagem, vão até seu consultório sem trocar palavra, lá pede que as duas sentem, e espera, ansioso, ouvir a história. Podemos garantir que essa é a parte que ele mais gosta.

Dona Cota não quer saber de histórias, pergunta dos 200 reais, e se podem fazer tudo hoje. A mãe lhe mostra o dinheiro, com lágrimas nos olhos imaginando o mês que terão pela frente sem esses 200 reais. A menina está anestesiada, chorou tanto essa noite que acha que nunca mais terá forças pra chorar. Dona Cota a manda deitar. “Tira as carça menina. E fica queitinha que eu faço rapidinho.” Ao contrário do que pensava, Maria ainda tem forças pra chorar sim…
Antônia não tem tempo de falar nada, sua mãe a atropela, conta das saídas a noite da menina, que ela, agora se sentindo culpada, fingia não ver, conta como esses adolescentes são desgraçados, o quanto de vergonha que está sentindo. O médico pede calma, diz que isso é normal, abre sua gaveta e pega uma agenda. A cirurgia está marcada para sexta, assim ela fica o fim de semana em casa repousando e na segunda já volta a escola. Ele frisa bem: “Ninguém vai ficar sabendo de nada…” Na recepção passam o cartão de crédito: R$ 3.750,00…

Não foi tão rápido quanto Dona Cota supunha, e doía muito na menina quando ela introduzia em sua vagina uma peça de ferro que ela chamava de “salva meninas”. Era fria essa peça, e se Dona Cota nem a mão lavou, não deve ter lavado isso. Doía demais, ela esperneava, sua mãe segura em sua mão, enquanto rezava baixinho… Fingia não lembrar que o padre reprovaria tudo aquilo. Agora, era só o futuro dela que importava…
Antônia saiu da escola, esperava encontrar sua mãe quando abriu a porta do carro e não tinha ninguém. A entrada na clínica foi pelos fundos, o doutor a esperava, já sabia que viria sozinha. A acalmou: “Querida, vai acordar pra ver Malhação no quarto!” Sobem o elevador, ela finge não ouvir, mas ouve as enfermeiras comentando de sua carinha de santa, de sua pouca idade, também finge não sentir os olhares de reprovação… Anestesia geral, cirurgia limpinha, o doutor pensa “é como fazer uma cessaria”… e as coisas acontecem.

Um grito! Assim Maria dá o sinal de que Dona Cota finalmente acertou. O pedaço de papel imundo que ficava na boca da menina não foi suficiente para conter seu grito e seu choro… seu bebê escorre por suas pernas, não sabe se chora por ele ou por si… A mãe de Maria ajuda ela a se limpar e se vestir, Dona Cota sugere ir logo a um posto pra o médico receitar remédios, evitar inflamação e “essas frescuras de meninas novas…”
Antônia acorda, primeira coisa que faz é passar a mão sobre a barriga, morria de medo de ficar com cicatriz… Liga a TV e passa Malhação, no celular 4 chamadas não atendidas, 2 de seu “namorado”, 1 de uma amiga e 1 da mãe… sinceramente ela não sabe qual retornar… deita a cabeça no travesseiro, e chora imaginando se menino ou menina…

No posto o médico reprova a atitude da menina e de sua mãe, mas nem sente coragem de repreende-las, as duas choram tanto e ele percebe, por suas roupas e por onde moram, que mais uma criança ia tornar a vida impossível, receita alguns medicamentos, mas tem certeza que a menina corre o sério risco de ficar estéril…
A mãe liga novamente, ela atende espera um pouco de amor, a mãe diz que em 15 minutos estará lá para buscá-la, prefere esperar mais um pouco para que a clinica esteja vazia. Chega, vê a filha, os olhos vermelhos, semi-viva na cama, lembra de como ficou, se segura, vira para sua filha e diz: “Aqui estão suas malas, vamos pra casa de Bertioga. Vai ficar sem celular, não vai contar a ninguém o que houve!” Antônia não para de chorar…

Só uma delas ficou estéril, só uma dela sentiu dor, só uma delas sentiu o amor de sua mãe… nenhuma delas teve a vida normal depois, nenhuma delas esqueceu…

Será mesmo que nenhuma delas precisava passar por isso? Será mesmo que ao proibir ajudamos a não acontecer histórias como essas? Por que só uma teve o direito a não sentir dor, além da dor que já sentia?

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Fruto proibido

12/04/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Amor tem muito de fruto proibido,
Uma certeza que já nasceu equivocada.

Um carinho traído,
um passaporte de entrada e saída.

Amor tem disso,
impuro, roto, rasgado.

Quem não viveu isso,
só leva o pedaço sem graça do paraíso.

Amor, amor. Repetido aos ventos.
Infantil e perverso na mesma parábola.

E falo de amor e falo de sexo.
E pra ter isso precisamos mutilar alguém.

Se o papo ficar religioso,
medite nos amantes, nas revistinhas de romance, nas revistinhas de putaria.

Leve nossas costelas, nossos mundos perfeitos
só não roube esse amor, que tem muito de fruto proibido.

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Primeiro Amor?

11/04/2012 Gritos do Nada

Ela o puxou pra bem perto, e virou o rosto, rindo, quando ele tentou beijar
Ele beijou sua orelha e pescoço, sentou no sofá com ela em seu colo

Ele levantou a camisa e puxou ela para seu corpo
Ela correu as mãos por suas costas e beijou seu rosto

Ela desfez os nós do sutiã que ele não conseguia abrir
Ele beijou seu rosto e sorriu um sorriso que disse: “Te amo”

Ele levantou do sofá e com ela nos braços caminhou para o quarto
Ela sorriu alto enquanto ele a jogava deitada sobre a cama

Ela cruzou e descruzou as pernas, sorriu e mordeu os lábios olhando pra baixo
Ele abriu a calça e deitou bem devagar sobre ela

Eles abraçaram-se como se fosse sempre a primeira vez
Eles se olharam como se nunca tivessem se visto

Eles gemeram e gritaram como se o mundo fosse só deles
E naquela cama, naquela hora, de fato não importava mais nada

Deitaram-se lado a lado, entre-olhando-se e sorrindo
Não sabiam e não sabem pra onde vão…

Suas cabeças estão cheias das mesmas promessas
Mas suas vontades estão voltadas pra cumprir cada uma delas

Seus olhares estão presos
Nos seus rebolados, nos ombros… nos olhos.

Perderam-se e acharam-se
E nem sequer saíram da cama

O amor os levou pra onde não há lógico…
Onde mordem-se e arranham-se de propósito

Suas vontades deixaram a cama bagunçada
E seu amor deixou em confusão até o passado

Pois como podem viver seu primeiro amor
Depois de acharem que já passaram por vários?

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Dá uma licença aqui…

10/04/2012 Backstage

Hoje, dia 10 de abril, é aniversário da minha irmã. Sei que muitos pensam que este espaço não deveria estar aberto a esse tipo de sentimentalismo… mentira, dúvida que alguém pense assim!

Mas não vim aqui rasgar seca para ela, vim aqui na verdade postar um texto que daqui a pouco vai fazer 5 anos que escrevi: Ode aos 25.
É um texto sobre como foi pra mim fazer 25 anos… acho ele super gracinha (e mesmo assim não sou viado) e por isso, em homenagem a ela, eu o resgato:

Acordei hoje pensando como me sentiria, e de fato sinto-me mais velho, o que pode ter sido causado pela sempre persistente dor nas costas que me acompanha desde que troquei de travesseiro (ou será que me acompanha desde que me percebi envelhecendo??)

25 anos de idade. É, esse é um marco, como quando fazemos 13 anos, ou 18 anos, é uma idade emblemática, com ritos de passagem, 12 pra 13, começo da adolescencia, 17 pra 18, enfim a idade onde nos tornamos responsáveis por nossos atos, com direito a arrumar trampo, tirar o título de eleitor e o famigerado tiro de guerra.[quote_right]enfim começo a me dar conta que ser adulto é exatamente ser do jeito que você é[/quote_right]

Mas sabe, eu projetava um monte de coisas pra quando tivesse 25 anos, e fazia isso porque me parecia algo tão longinquo, me parecia que teria tempo pra tudo andes de chegar aos 25, e ele chegou e num sei se fiz tudo que deveria…

Tinha certeza que enfim me sentiria adulto, com a voz grossa, a barba por fazer e uma certa seriedade e severidade no falar e no agir, mas me sinto da mesma maneira que antes, enfim começo a me dar conta que ser adulto é exatamente ser do jeito que você é, e não como acha que deveria ser, que é o que acontece quando estamos na adolescência.

Estou bem mais seguro das minhas qualidades, mas tenho mais medo do por vir, e tenho mais medo porque a cada dia que passa as coisas dependem mais só de mim, estou me tornando o grande protagonista da minha vida e da vida dos meus pais, e isso apesar de ser uma vitória é também assustador.

1/4 de século ao mesmo tempo em que parece algo tão enorme olhando pra frente, parece tão pouco quando olho pra trás. Quando olho pra frente vejo que daqui 25 anos terei 50 anos, é muita coisa, me parece bem mais coisa que quando olho pra trás, acho que é porque não sou tão diferente do muleque que era, e sei que serei muito diferente do que sou quando estiver com 50.

[quote_left] estou me tornando o grande protagonista da minha vida e da vida dos meus pais, e isso apesar de ser uma vitória é também assustador.[/quote_left]Eu lí certa vez que até os 25 anos o ser humano evolui, forma as bases pra deteriorização dos anos seguintes, estou agora no topo da minha evolução, e mesmo assim sinto-me mais lento e mais cansado do que antes, e sei que vou ser mais esperto depois. Ter 25 anos é como estar no meio de um caminho, que não se pode voltar atrás, mas que nos assusta continuar. Uma saudade de ser menino, e uma vontade de ser homem…

Muitas coisas acontecem, engordamos, ficamos carecas, não temos mais tanto fôlego… Mas sabe, se engordo, engordo porque hoje em dia sei comer muito melhor que antes, se não tenho tanto fôlego, também aprendi a hora de correr e a hora de ficar parada, e se o tempo me leva cabelos da cabeça, também deixa muita coisa importante dentro dela.

Portanto no final das contas chegar aos 25 anos é bem mais feliz do que triste, e o único jeito de não envelhecer é bem pior do que envelhecer, pois só morrendo a gente para de ficar velho… e morrer sim é uma merda!

Parabéns!!

E pra você que curtiu, dá uma olhada nesse blog aqui: http://gritosdonada.wordpress.com

Tem bobagens minhas de muuuuuuuito tempo atrás!

 

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Vida singela

Ela tão despretensiosa que não importaria o fim
andava como um zumbi entre os seres maquiados
e você acha que ela se preocupava com o que falavam?
Ela ouvia tudo filtrado pelo system dela…

Suas noites eram dolorosamente apavorantes
deitava e gritava, gritava tanto…
Não era mais encenação, não era o típico teatro
era o corroer de uma vida que maltratava.

E chorava, chorava tanto e adormecia soluçando
os vizinhos nem mais ficavam curiosos ou ajudavam
era algo que quem sabe o tempo curasse ou um suicídio.
Nem tentava a arte do sorriso, pra quê? Doía-lhe mais.

Caminhava pelo sol quente das 13h e não sentia nada
além de uma vontade imensa de mergulhar em suas próprias
lágrimas, medos, intrigas, loucuras e futilidades,
mas o mundo não deixava, hora de voltar ao trabalho!

Na madrugada de hoje sorriu para o próprio quarto
que empregava lembranças de um passado bonito
que não permeava mais o presente momento melancólico
admirava uma adaga que ganhara do seu único amor
que colecionava-as e a deu como um símbolo do estranho amor.

Enfiou lentamente aquela pequena adaga em seu peito esquerdo
tão dormente estava que a dor de viver era pior do que aquela
retirou-a e enfiou mais uma vez, tão fundo que nem imaginava
eu intrigada com a falta de gritos naquela noite a encontrei
com as últimas lágrimas da sua existência e o sangue que coloriu
perfeitamente o cenário sombrio daquele quarto vazio…

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Recordar é viver

12/07/2009 Colunas - Sonhos Viciados

Não quero a violência do teu amor,nem meus olhos inexpressivos. Essa ânsia só mata o nosso bem querer.a falta dos lençois levam as nossas memórias,completas de um amor tremendo. Então, cale a boca.e me deixe assim distante. Só quero preservar,no meu melhor canto,as vibrações das nossas melhores noites. […]

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06/08/2012 Sonhos Viciados

Fê Fetiche

As estudantes de moda voltam a freqüentar os bares capengas que amargaram um mês de solidão. Elas voltam pra humilde companhia de breacos e seres sem luz que sempre pedem mais uma dose no final. As estudantes de moda trazem junto garotões sedentos por uma chance, uma noite e junto deles camisetas Abercrombie recheadas de […]

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24/05/2012 Sonhos Viciados

Acaríase

Hotéis baratos da praça da república. Escondem as minhas rugas e desvios de conduta. […]

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Um filme num cinema qualquer

Em foco As películas rolam As mentiras feitas que geram lucro Ou delas que sobrevém a grande história Vezes eu desfoco para não me iludir Uma maneira simples de fugir dos conflitos Fingindo que os problemas não existem O filme se desenrola, sua cabeça no meu ombro Recosto minha face nos seus cabelos escuros E […]

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14/03/2012 Gritos do Nada

Crescer

Me jogo na rua e lá me lava a chuva fina Gota por gota de encontro ao chão Escorrem dores por não ter a consciência limpa E clamo por coragem, chorando sem razão Lá nos longínquos anos deixei todas as certezas Pios não sou mais menino e já sei dizer não Por isso não me […]

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03/09/2011 Gritos do Nada

Gado!!

Eles entram e saem (berrando), sem entender nada, da escola O gado aprende logo a comer bastante e com gosto o capim Eles lutam pela grana e tem coragem de pedir esmola O boi, ao menos, não consegue entender que seu viver é ruim Eles acordam, comem e dormem, tudo sempre igual O boi pasta […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: