Que pena que sinto das pessoas na rua
Sinto pena até das suas breves alegrias
Pois ninguém a não ser eu lhe vê nua
E viver sem te ver é ter uma vida vazia
Não ligo senão acreditam em mim
Pois o que sinto é quase palpável
Na verdade é melhor se seja assim
Se não veem o que vejo fica menos invejável
E como detesto cada olho que te vê
Cada minuto que sorri e não é comigo
Cada palavrinha que falam pra você
Todo mundo a te olhar é meu inimigo!
O ciúme não posso e não consigo controlar
Mas você amor é demais para minha “gaiola”
Me aperta o peito, mas procuro disfarçar
E finjo que lá fora qualquer homem é boiola!
Mas sei outro jeito de me sentir seguro
Algo mais fácil que te vigiar, seguir
Tento lhe completar em quase tudo
E ser seu melhor motivo pra sorrir
Não me importo de ser brega ou babão!
Não ligo de parecer o mais ridículo possível!
Porque no fim com você eu divido o colchão
E com você compartilho um amor impossível