03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Saiu a bagaça / Novos Ares

06/09/2011 Backstage

Opa!

Nem vou dizer que no fim fazer a tal resenha não foi esse monstro todo e que gostei de fazer, embora tenha acabado de dizer.

Quero tratar aqui do porvir… ah o futuro! Que monstro medonho! rs
Qual a cara desse monstro? Eu devo dizer que ele é assustador exatamente pela falta de rosto.

Conjecturações  fora de hora a parte, a idéia aqui é colocar no site uma discussão que é interna, acho que por isso é backstage né? rs

Estamos com mais colaboradores, logo logo deve pintar texto deles pelo site (né senhores?!?!) e colunas novas. Escreverão, um sobre música e o outro sobre cinema, logo teremos perfis deles no site e eles farão resenhas de estréia que contaram sobre o que e como eles vão escrever.

[quote_left]um crítico é apenas mais um leitor com espaço para escrever sobre o que achou de determinada obraBasicamente é o que somos, leitores, ouvintes, espectadores, enfim consumidores de cultura que, por sermos narcisistas o suficiente, gastamos nossa grana e tempo num site para expor nossas opiniões![/quote_left]

Mas não é só disso, a direção do site, embora anárquica, começa a tomar certa forma, afinal continuamos escrevendo nossos poemas/poesias, mas passamos a um patamar que embora possa parecer fácil é complicadíssimo: leitores que escrevem críticas!

Não coloquei aqui críticos porque acho muita pretensão, não a gente se autodenominar crítico, mas qualquer pessoa fazê-lo, eu acredito que um crítico é apenas mais um leitor com espaço para escrever sobre o que achou de determinada obra. Basicamente é o que somos, leitores, ouvintes, espectadores, enfim consumidores de cultura que, por sermos narcisistas o suficiente, gastamos nossa grana e tempo num site para expor nossas opiniões!

Portanto, agora (e sinto que só agora), deixamos de ser aquele blog que ficou pra trás para ser mais que ele, e isto está sendo muito foda!

Ah, a fotinha saiu daqui: http://caycepollardcoletivo.wordpress.com/porque/conversando-a-gente-se-entende/ muito bom!

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A Luz do Sul – Osvaldo Junior

Sabe aqueles textos que a gente escreve no calor de um amor, as vezes correspondido e as vezes não, que a gente tem vergonha ou receio de mostrar as pessoas por que as vezes não temos distanciamento pra saber se é bom ou ruim? Ai ficamos inseguros e lá se vão bons textos, cheios de significado e sentimentos, para uma gaveta… uma pena.

Porém aqui neste livro que chegou as nossas mãos, “A Luz do Sul”, Osvaldo Junior não teve disso! E ainda bem! Afinal não é todo dia que lemos um autor mais preocupado em passar o que sente (ou sentiu) do que manter métrica, ritmo, ou qualquer uma dessas definições bem quadradas e chatas para o que escreve…

  • Ficha técnica:

Editora: Above Publicações
Autor: Osvaldo Junior Pansera Waczuk
ISBN: 9788563080134
Número de Páginas: 116

Eu sou um grande leitor de livros de poesias, e pra mim não são livros que se lê numa tacada só, temos que ir lendo, pensando sobre o que lemos e aos poucos entendendo melhor o autor, sendo assim um livro de poesia é uma das coisas mais invasivas que um autor pode fazer a si mesmo!

No texto vai ler alguns trechos do livro.

E mais, não deve ser fácil escrever sem máscaras, sem estar escondido atrás de palavras que podem dizer várias coisas, ele é direto, e isso é ter coragem.[quote_left]Nas noites por não conseguir dormi, parece feiticeira a me encantar com seu brilho, me fazendo perder até mesmo o juízo, por imaginar o perfume de sua pele macia, envolto em longos cabelos negros, faz a escuridão do espaço parecer pequena na circunferência de sua pupila.

E para “A Luz do Sul” não é diferente, em cada um dos poemas e textos de Osvaldo está um pouco dele, do que sentiu, e de uma forma “crua”, isto é, simples, sem subterfúgios, sem fazer paralelos ou metáforas.[/quote_left]

O livro é fácil de ler, cada página é ocupada por um texto e uma diagramação diferente, as vezes é um fundo que imita uma folha de caderno, outras são desenhos, e assim como cada texto é único, cada imagem também é, e isso é de um cuidado e delicadeza que vale a pena prestar atenção na relação entre as imagens e o texto.
[quote_right]Anjos também choram, porque a dor é a razão de todo ser, sentidos temos em nossa vida, caminhos que fazem sangrar nosso peito.[/quote_right]
Para quem ainda não tem o costume de ler poesias e para os que, assim como Osvaldo, acreditam no amor sem ter medo dele, será uma leitura ótima.

Fiquei me imaginando com 17 ou 18 anos lendo essas poesias e tenho certeza que me veria em muitas delas. Quem teve a sorte de ainda não perder essa coisa maravilhosa que é ser adolescente para o amor, vai se sentir agraciado a cada linha.

Para adquirir é fácil, no site da Livraria Cultural (http://www.livrariacultura.com.br) é só buscar o livro “A Luz do Sul” que acha. Ou então pode entrar direto no blog do autor (http://osvaldoescritor.wordpress.com/) e ter mais informações sobre ele e o livro.

Recomendamos demais a leitura! E damos 8 corvinhos!!

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Kantinho, com K mesmo

04/09/2011 Resenhas de Bares

Estou aqui no bar, esperando não sei o que. Ou quem sabe não sei quem. Nem precisa falar, a posição de quem espera realmente não é das melhores.

Mas espero, num bar em frente ao metrô vergueiro, em São Paulo e eu sei que é triste, ou falta de habilidade na escrita, mas minhas histórias tem endereço. Quem conhece a região sabe que é cheia de faculdades por perto o que faz qualquer bar lotar com uma garotada que é muito boa em gritar. Quem não é bom, como eu, acaba entrando na onda depois da segunda dose.

Bom, o bar, não tem nada de surpreendente é lugar pra comer algo rápido e sair. Lanche, kibe, beirute. Eu bebo, espero, peço a Deus salvação. Logo na entrada a mensagem “Kantinho do pão de queijo”. Com K mesmo. Pintado nuns azulejos, uma coisa meio Brasil imperial.

O espremedor de sucos avisa. Esperar é desesperador. Mais uma cerveja, as moças e os cappuccinos. Sinto o frio na espinha, escolhi esperar no lado de fora e faz um frio matador. O espremedor de suco silencia. Eu aprendo, se for esperar escolha um bom lugar.

Cantinho é kantinho, então pegue sua blusa e espere ser bem atendido, hoje em dia tá dificil, mas desisti do cappuccino, vai uma cerveja e uma coxinha pra variar.

A moça ao lado grita, deve ser um outro aviso, o nunca existe. Coxinha no microondas é pecado capital. Dai o nunca, se for coxinha desiste de esquentar a bichinha. Esquentar vale pra mim e não pra ela. Resseca a casca, fode a vida.

Vai dando a hora, a minha e da garotada que grita. Peço a saidera, sorrisos médios, sorrisos falsos, verdadeiros sorrisos de quem já bebeu demais. Não vi sorriso melhor que o da lixeira que nos recebe na entrada, aquela de palhaço em parque de criança, saca, com a boca aberta?

Preciso de um banheiro, antes disso nota 6 para o bar de cerveja a preço justo e espremedor de sucos esperto.

Kantinho do pão de queijo

R. Vergueiro, 745 – Liberdade
São Paulo – SP

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Resenhas de bares – Prólogo

03/09/2011 Backstage

Uma nova coluna no site está vindo. Resenhas de bares. Uma brincadeira cheia de verdade, uma novela da vida real, um fungada na literatura. Uma espécie de extrato da realidade onde é permitido uma mentirinha. O que vale é o conto, a história, o texto, claro que um detalhe e outro do lugar vai acabar saindo, mas a piada não pode escapar.

No final de cada resenha, que por vezes nem vai ser um relato real fiel do lugar, vai ganhar uma nota, que pode pode servir como referencial de qualidade ou quão significo ele foi para nos inspirar ou nos divertir. E diversão no sentido mais amplo da palavra. Acompanhem a coluna e vejam do que estamos falando. Use os comentários e nos dê dica de lugares ou usem o fale conosco e nos mande suas resenhas.

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Gado!!

Eles entram e saem (berrando), sem entender nada, da escola
O gado aprende logo a comer bastante e com gosto o capim
Eles lutam pela grana e tem coragem de pedir esmola
O boi, ao menos, não consegue entender que seu viver é ruim

Eles acordam, comem e dormem, tudo sempre igual
O boi pasta durante o tempo todo que fica acordado
Eles trabalham alienados, se divertem alienados, e acham normal
O gado, coitado, não tem como entender que está cercado

Eles são buchas de canhão do sistema que os oprimi
O gado se alimenta e não tem como saber que será refeição
Eles perdem a saúde em trabalhos que são indignos
O boi vai virar hambúrguer!  Está é sua missão!

Eles caminham felizes e calados nas plataformas
Os bois, no matador, correm desesperados pelo corredor
Dentro e fora do trem eles não contestam as normas
O gado, pelo menos, enxerga a morte e berra de horror!

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Recordar é viver

31/10/2012 Gritos do Nada

Correr (texto a ser feito e refeito)

Vou atrás do novo, do desconhecido, do incerto Eu vim por acaso e não cheguei aqui pra ter razão Mas ainda não fui longe, estou ainda por perto! O que me faz correr mais rápido ainda e sem direção! Mas são seus braços que me puxam, o seu peito aberto E feliz chego em ti, […]

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30/11/2012 Sonhos Viciados

Fala, eu te escuto/Inquieto visionário

23/05/2014 Gritos do Nada

Só as vezes entendo

Não, nunca é fácil As vezes sou seu gato As vezes seu sapato! Não sou um corpo oco As vezes me faz seu dono As vezes me faz seu bobo Eu me rendo e te rendo Sempre sempre te amo Mas só as vezes entendo […]

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03/06/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Dois quadros pro meu filme feliz

Se faz poesia quando se tem felicidade?Fechado pra balanço! Só escrevo quando voltar,do seu quarto,do bar,da rua. Da aurora que esconde as nossas faces,quando eu voltar, porque eu fui longe. E hoje eu não quero voltar! […]

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15/05/2009 Colunas - Sonhos Viciados

Patético

A única esperança que insisteé a da noite.Com seu respirar angustiante. Só restou essa esperança.Nem mais as bandeiras,as ideologias mentirosas. E só o riso pras pessoas distorcidas.Eu encho corpo de um gole foraz.De um gole maldito de ácido. Só pra poder suportar o dia,e todas conjecturas que ele carrega.Aguentar toda essa gente e seus escarros […]

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29/08/2012 Gritos do Nada

Uma Poliana da noite…

Ela pediu outro café, mas precisou falar novamente com o atendente do balcão que dividia sua atenção entre seu decote e os gols da última rodada na TV… Deu as últimas mordidas no pão na chapa (como é bom pão na chapa né?) e dê um gole só terminou o café puro que o atendente, […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: