Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]
Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]
O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]
Acabei de sair da livraria e sempre que saio dela lembro de uma entrevista do Fernando Henrique que dizia que seu único mal era gastar dois mil por mês em livros. Digo isso pois acabo de sair de uma com dó de gastar 38 reais. Na pirâmide estou posicionado junto aos caras que de assustam com os 38.
Não que um Roberto Piva não valha, ainda mais acompanhado numa impressão bacana, com papel de qualidade. Mas va lá 38. Preciso pensar mais, juro economizar numas cervejas pra dar esse passo. Acho que o que me deixou mais triste é que o tal livro era só o primeiro volume. Ou seja, outros 38 me aguardam…
Não dei esse passo ainda… Ainda. Por enquanto vou vendo seus vídeos no youtube e pensando na praça da república dos meus sonhos.
Hoje o que brilhou foi outro livro, na verdade outros, levei e digo que ao menos de um sai uma resenha aqui no site.
O valor da compra beijou o estimado livro do Pivão. Mas numa total falta de tempo ou na delícia de puxar um livro a esmo e permitir que ele te surpreenda eu achei o Destino poesia, ali, rosa, verde, mangueira, rebolando para mim. Achei ele numas de ler um blog, poesia marginal dos anos 70. Um pouco de Google e ele ficou na memória, o triste que foi na minha memória que é algo para não se confiar.
Sei que o livro saltou da estante e saiu de alguma entranha obscura da minha mente, logo lembrei da vez que li sobre esse livro. Enfim, aqui estou, encarando o destino que se abriu. Veremos no que dá.
Enquanto isso ainda sonho em visitas na livraria com direito a cestinha pra entupir de livros e o que mais der, afinal as lojas de hoje também vendem discos e discos habitam nos meus sonhos junto com Alices em países de ópio e Kerouacks que navegam em madrugadas.
Enquanto isso, um vídeo do Roberto Piva no youtube:
Eles falam de mim, parece que sempre falam Sei lá se me odeiam ou é só inveja Sei que a caravana segue enquanto os cães ladram E nem perco meu tempo com o veneno que visceja
Eles apontam, com gosto, minhas falhas Colocam o dedo em qualquer erro meu Não entendem, esses cabaços canalhas Que quem paga por meus erros sou eu!
Ninguém paga minhas contas ou a cerveja E qualquer um deles está a quilômetros de mim Não me importa onde essa turba esteja Esse lugar, acredite, só pode ficar ruim!
Mas hoje queria ofendê-los, xingar Até porque falar de mim virou moda Porém sei que essa inveja é o preço a pagar Por eles olharem pra mim e acharem que eu sou FODA!
Você deve estar estranhando eu falar sobre um bar “digno”, conhecido e com site pra se visitar (http://www.bardojuarez.com.br/) onde o chão é limpo e as bebidas são boas…
Gostaria de dizer que vou ganhar alguma coisa com isso, mas não! Vai ser de graça mesmo.
Ontem estive lá e gostei muito do lugar, o Bar do Juarez que conheci fica na Joaquim Nabuco, lá pelo Brooklin, e só estive lá porque um amigo mora perto e queríamos tomar umas brejas. Como gostei resolvi que ele merece espaço aqui.
Aliás deve haver um motivo semântico ou espiritual para querermos beber cerveja sempre que junto com os amigos, mesmo que não seja para comemorar nada. Sempre digo que o gosto da cerveja quem dá é a cia, e por isso por pior/melhor que seja o bar, quem vai dar qualidade a ele é a galera/amigos que estão conosco. Sendo assim se for uma tranqueira ou não, o bar pode ser bom, afinal de contas, por mais sujo que seja o muquifo, a cerveja vem fechada e o copo a gente pode limpar com o guardanapo.
Mas, no Bar do Juarez não precisa de nada disso, o lugar é chic bem! Cola uma galera mais classe média, tem bastante menininhas que moram lá perto, e bem bonitas! [quote_left]Sempre digo que o gosto da cerveja quem dá é a cia e por isso por pior/melhor que seja o bar, quem vai dar qualidade a ele é a galera/amigos que estão conosco.[/quote_left] Obviamente que diante de nossas carcaças zuadas e do fato de não sermos seres livres ficamos nos comes e bebes e nada de se engraçar com as bonitinhas.
No Juarez se a idéia é beber cerveja e só, lá não é o melhor lugar do mundo, eles não vendem aquelas garrafas clássicas de 600 ml, só tem long neck, o que é chato porque na hora de servir pra 4 tem que abrir 3, e ai fica um restinho na garrafa que depois fica ruim de beber e tals… não curti isso.
Mas tem explicação! Lá é um bar de Happy Hour, e a pegada é o famoso Chopp Brahma, que de fato é uma delicia, então se for até lá, esquece isso de cerveja, se joga no chopp que é melhor.
Os preços são salgados, mas tem que lembrar que no preço das coisas está também incluso o ambiente e a localização, que são ótimas. O bar tem varanda e a gente pode ficar olhando o movimento da rua. Dentro a galera que fica é mais família, pelo menos ontem, ai tinha gente com criança e bebê, clima bem gostoso.
Galera curte mesmo comer no Rechaud por lá, a gente, molecamente, pediu uma porção de mandioca frita e depois polpetinhos caseiros, ótimos. A mandioca é sequinha, e o tal polpetinho tem mais jeito de kibe metido a besta que qualquer outra coisa, mas bem gostoso!
A pegada é ir com sua/seu namorada/o (ou pretendente) ou pra comemorar aniversários. Os garçons são bem simpáticos e aceitam brincadeira.
Pros mais corajosos que queiram esticar a noite tem um “american bar” do lado que mais parece um cassino de tanto neon, a gente não foi até lá, mas quem curte esse tipo de rolê… se joga!
Resumidamente: Ótima localização e ambiente, e o público é mais bonito que a gente
Beber cerveja não é negócio, melhor é beber chopp e ficar no ócio
As comidinhas são deliciosas, não são baratas, mas são gostosas!
Especialidade dos caras são as carnes no Rechaud Caso não saiba virar a carne chame o garçom, por favor.
Juarez é pra um dia que queria gastar mais e comer bem. Melhor é ir acompanhado/a do seu amor Se for solteiro/a vá bem vestido/a pra não sair sem ninguém!
Nunca me senti tão jovem, mesmo chegando perto dos meus quarenta anos. Nunca estive tão certo, mesmo com minha estante repleta de diplomas de enganos e frustrações. Já não me encanta tanto meu trabalho, meus desenhos estranhos e esses textos mínimos, me empenhei nesses anos na doce tarefa de catalogar seus suspiros, pequenas variações de […]
Ela o puxou pra bem perto, e virou o rosto, rindo, quando ele tentou beijar Ele beijou sua orelha e pescoço, sentou no sofá com ela em seu colo Ele levantou a camisa e puxou ela para seu corpo Ela correu as mãos por suas costas e beijou seu rosto Ela desfez os nós do […]
O último minuto do ano interminável A esperança do porvir, ao som dos fogos e dos gritos Tem as mentiras que gostamos de acreditar Nos abraços amorosos em nossos amores O fio é de esperança, o sorriso de alegria Fazemos festa pro céu, que pipoca em mil cores Molhamos-nos com as Cidras baratas que estouram […]
O cara morreu, e isso é chato mesmo, o Gates ta aí vivão e ganhando mais dinheiro do que meu salário jamais me deixará entender. Nunca entendi muito bem a relação que fazem entre os dois, claro que é mais impressão minha que realidade, mas Gates me parece mais um gênio das estratégias de marketing […]
Procurei em todas as bocas todos os beijos Fui feliz e sou agradecido por poder experimentar E de cada lábio, muito mais que o gosto Senti as almas das moças, e seu desejo de voar Perdi-me em olhares e rubrores, E entrei para vossas listas de amores Elas sonhavam e eu sonhava com elas Todas […]