Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]
Injustiça é paciência?
O amor é injustiça
Transfigurado em paciência
O amor não é ciência
Quase sempre nos atiça
O amor é meio mentira
Cheio de verdade
O amor desperta a ira
E nunca nada é pela metade
O amor é só perdão
Cheio de raiva e briga
O amor é a decisão:
Aceitar alguém como sua vida
Quem quer morar na cidade Monte Frígido?

Todos os lagos que não refletem mágoas,
Todos os vales de murmurinhos esquecidos.
Toda viela sem gente estranha,
Toda luminária na mesa de canto.
Toda vida buscando,
um canto que não precise ser preenchido.
Guerra Fria na Sala

Cansei dos lados,
dos lados certos e dos errados
Cansei dos silêncios,
prefiro os gritos e os dedos apontados
Alegria, alegria
Caminhando na cidade sem espelhos
Sem vitrines, sem ofertas, sem sinais.
Só lembranças de beijos, tardes de sossego, vida certinha querendo ser rock’n’roll.
Cantando na cidade de crianças sem olhos, escrevendo nas camisetas desespero.
Não é filme de horror.
A cavalaria aponta a espada pra garganta das senhoras de olhos negros.
Olho fosco, nenhum brilho na cidade alegria, vou celebrando, nessa festa passional, eu vou.
Picasso na camiseta dos meninos,
Goya rasgando nas meninas.
Caminhando na cidade sem reflexo. Nem poça d’Água, nem carisma, não há segredos na cidade alegria.
Comprei enciclopédias no sebo pra curar meu amor complacente,
que me deixou órfão de giz, Thoreau e Max Stirner.
Não há reflexos na cidade alegria, não quero nome, nem imagem, nem orgulho enquanto eu estiver na cidade perdida.