Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.
Corpos Vazios e Sem Ética
Pré-determinismo social
Financiado pelo dinheiro público
Todos vêem, mas parece normal
Entram nessa roda de horror estúpido
(mais…)
Quando eu não te encontrei
Caminhei só, te procurando pelo bairro japonês
que tantas vezes nos deu sabor, esbarrões e amor.
Complacência e livros de colorir

Todas acreditam na mentira
Do dinheiro guardado,
Do cabelo cortado…
Todos levam a pesada carga do dia a dia
Sorriem ao conseguir no trem ir sentado
Se afundam no fone do celular parcelado