Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]
Possa me destruir
Soberbo é o seu jeito
Só bebo do seu beijo
Observo o seu pranto
Me perco, no entanto
Me coloco em seu lugar
E me pergunto, por que chorar?
Se todo amor eu lhe devoto
Te fazer chorar… como posso?
Queria me quebrar
Pra você reconstruir
E quem sabe não usar
Tudo que não lhe fizer sorrir
E então ao terminar
Saudades passe a sentir