18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Você não fala por nós!

19/08/2011 Gritos do Nada

Você não fala por nós
Mesmo com seus votos e assessores
Você não faz idéia do que queremos
Brigando por suas comissões e valores

Você não fala por nós, imbecil!
Fingindo revolta e gritando na bancada
Falando como a pessoa mais limpa do Brasil
Até você deve rir da sua cara lavada!

Você não fala por nós, coiote!
Quando ao lobista só diz sim
Que mal espera assumir para dar o bote
E espalha seu roubo pelos enfeites do jardim!

Você não fala por nós, aético!
Que torce sua ideologia pelo cargo que ocupa
Que não se importa com os garotos famélicos
E usa o “é sempre assim” como desculpa

Você não fala por nós, ignorante!
Que mal sabe o que assina ou aprova
Mal sabe do que fala, mas é um falante
Que ao ser questionado se apavora

Você não fala por nós, seu ladrão!
Com a sua enorme mansão cheia de pompa
Que acha que não nos deve satisfação
E diz “ser normal” a riqueza que demonstra

Você não fala por nós, seu velho, idoso!
Com conceitos velhos e a muitos ultrapassados!
Mas não podemos assistir a esse processo moroso
De esperar a morte te transformar em passado!

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Me diga as horas, eu vou embora

É comprido e vai todo mundo se foder. Na real é só um bar que toca Camisa de Vênus. Sei lá quais desvios a vida da, mas sempre dou de cara num copo de cerveja. Quase um retiro espiritual, quem sabe vejo a sorte no fundo de um copo americano. Quem sabe?

Isso é repetição, uma dose, só mais uma dose, um quase soma do admirável mundo de Huxley. Ao menos na ficção era o governo que dopava o povo. Deve ter uma explicação filosófica ou sociológica pra isso, mas eu não sei, só gosto da ideia de saber que nós precisamos de um alívio, seja lá quem promova.

O governo ainda não paga minha cerveja, mas vá lá, escolhi o bar que toca Camisa de Vênus. Essa é a minha casa, esse é o meu lar. Não tem olho mágico, mas o pessoal do carteado não para de gritar. Oh, crianças isso é só o fim.

Ninguém quer o fim, ao menos se você ainda acredita nos finais praticados pela Disney, e foram felizes para sempre. Oh crianças! Cuidado! Há um abismo na porta principal!

O copo soa frio e seca na solidão da minha sede. Meninos prodígios pedem truco, mas deixemos a classe e a sedução para as meninas. Eu vou querer tudo igualzinho ao comercial da televisão.

Escolhi um bar que toca Camisa de Vênus, mas já vou embora, não há mais festa, nem carnaval, o que me consola que em minha casa eu tenho um quarto e me tranco nele todos os dias.

Minha humilde homenagem a uma das primeiras bandas que conheci!

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Tapa!

18/08/2011 Gritos do Nada

Onde a lágrima cairá de imediato
Vou continuar ante seus gritos de “para”!

Num relâmpago vago de sinceridade,
numa curva escura de malicia e maldade,
numa noite regado a cerveja e saudade,
nesse dia contarei toda a verdade!

Na mais longa falta de tato
No mais lindo tapa na cara
Onde a lágrima cairá de imediato
Vou continuar ante seus gritos de “para“!

Seus olhos poderão enxergar
Seus lábios se calarão
A verdade lhe derrubará
E vai me ouvir do chão!

Pode se afogar em soluços e lágrimas
Neste dia, perdão, você terá que ouvir
Não vou deixar acumular minhas mágoas
Vou embora sem deixar você sorrir.

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Recordar é viver

28/01/2014 Gritos do Nada
Me joguei em cada esquina, fui perdido, mas fui achado.

De repente um mote: Vá plantar o seu roçado! (Com o Cândido na cabeça)

15/09/2011 Backstage

Coca-cola, paranóia capitalista e noites em claro.

Juro que pensei em um nome melhor para começar a escrever isso mas acho que o cenário por aqui me fez ser muito sincero. São tantas da manhã e juro que logo mais eu acordo, o copo de coca é o meu lobo companheiro e isso não tem nada a ver com minha paranóia capitalista. […]

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29/09/2011 Resenhas de Bares

Millennium – Mais que um bar de Faculdade ou A Deusa da Mesa ao Lado

Ele costuma terminar as aulas no Millennium, um bar que fica em frente a UniABC, é um desses bares de faculdade, que servem lanches e tem cerveja a preço justo. É maior que a maioria, e como ele tem amigos que fumam, eles costumam ficar do lado de fora, onde tem uma pracinha legal com […]

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30/11/2012 Sonhos Viciados

Fala, eu te escuto/Inquieto visionário

13/03/2013 Colunas - Gritos do Nada

Começar um diário, dois corpos em frangalhos

No chão da sala 2 taças de vinho usadas Jaz pelo caminho uma garrafa de vinho vazia Na pia 2 latas de cerveja acabas Pia cheia dos talheres e pratos da lasanha comida Na cama bagunçada 2 corpos em frangalhos Que foram 1 novamente na noite comprida 2 meses de casado realmente é marco Mas […]

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08/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Ontem… E nunca!

Tarde da noite, já bebi…Mas hoje nem bebi demaisNoite já tarde, onde estou?Em que passo da noite tropecei? Seguro essa noite, posto que ninguém me seguraCom os olhos vidrados nos olhos de quem fala cuspindoFalei tantas coisas, bati com vontadeE no alto da maldade eu também cuspi Gritei as bobagens as velhas e as novasNão […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: