03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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A ciência das palavras

17/08/2011 Sonhos Viciados

Descobri que não existe nenhuma ciência quando escrevo.
Uso da tática tentativa e erro.
Lembro da minha primeira série, das leituras só Jesus salva.
E não me saia uma palavra.[só Jesus salva]

Escrevo como um varal, que Marias estendem a roupa. [uma hora seca]
E as palavras sangram.
Uma lã tecida por peruanas pobres. [é 15 dólares a colcha]
E vejo a maestria de pintores coloristas pós-modernos.

Rudes emaranhados em cores vibrantes,
construídos por mãos de fibra.
As mãos das Marias e colchas coloridas.

Não espero troco, nem conforto. Só Jesus Salva.

Virou a roleta, virou o jogo.
A ciência inexata de versos,
de quem já não acredita lá em muitas coisas.

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Sid & Nancy do reino de Deus

16/08/2011 Colunas - Sonhos Viciados
Sid Vicious e Nancy

Ele virou um cidadão padrão,
ela testemunho de Jeová.

Os cortes agora são vitrines,
de reuniões de domingo
a murmúrios no Jornal Nacional.

Ela diz foi Deus,
Ele diz a idade.

As madrugadas contabilizam,
Quem megulhou, quem desisitiu.

Nessa Sid sobreviveu,
e Nancy nem sorriu.

Mais batom e menos pose,
garotos decadentes estão luto.
Nem Nancy, nem Sid voltarão a sorrir.

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9 historias de amor – Mempo Giardinelli

Faz tempo que não tenho o Canal Brasil em casa e confesso que esse canal valia todos os canais da TV a cabo. Longe das tristezas de homem médio e mais próximo do livro que vou abordar eu cai no programa Sangue Latino, um programa de entrevistas muito autêntico. Hoje passa na TV Cultura então é uma boa chance para ver o programa e saber mais do que eu estou falando.

Tudo isso foi para contar como conheci Mempo Giardinelli, como vocês notaram, foi em um dos episódios desse programa. Argentino, exilado no México quando o chicote estralou lá em suas terras.

Dêem uma olhada no teaser desse episódio.

Foi nessa atmosfera que me vi embuido da missão de encontrar algum de seus livros. Na verdade um trecho que tinha me arrematado. [quote_left]Pero no. Ahora acaban de sonar unos golpes a la puerta y estoy completamente desconcertado. Ha passado mucho tiempo y ya no sé si puedo reconocer el exato “toc-toc” de Martita… No creo que sea ella […] Pero com Martita nunca se sabe y es obvio que yo no sé matar fantasmas.[/quote_left]

O trecho ao lado é do livro 9 historias de amor, também presente no teaser e ficou aglutinado em mim. São nove contos, das mais variadas situações em que o amor se manifesta em nossas vidas.

Longe de ser 9 versões diferentes de Romeu e Julieta ou de relatos apaixonados com finais previsíveis o livro segura bem. Apesar do meu espanhol mais deficiente que funcional o livro é uma boa pedida, a língua não é uma barreira, fácil de entender e com certeza o auge do livro é o conto do trecho que mencionei. Martita on my mind.

O relato é uma fabula quase possível. Tão possível que parece que já vivi e já amei muita Martita, por ai.

9 historias de amor é um livro fácil e rápido, muito próximo de quem lê. Não é um barbado pensador alemão falando de coisas que você nunca viu na vida. Amor, simples assim, como tudo mundo já sentiu.

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O silêncio dos lobos II

15/08/2011 Gritos do Nada

 

Eu sinto a morte,
quando dos meus lobos eu me perco

 

Os nossos lobos devoram a noite
Deglutindo, perdidos, as horas e rostos
Nossos lobos uivam e choram
Perdidos caçando na noite mais gosto

Esses lobos, que são malditos e ingratos
Destroem cada noite na esperança de poder viver
E essas noites que se esvaem a cada passo
São a mesmas noites que morrem pro dia nascer

Pela manhã os lobos dormem em nossos ombros
Permitem-nos o morrer na mesa do escritório
Onde havia juventude em nós agora tem escombros
E os lobos nos conhecem e nos forçam o calvário

De cada dia ter um sol pra nos matar
Os desejos, o amor e o direito de errar

Os lobos querem muito mais, bem sei
Querem nosso sangue pra poder comemorar!

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Coletivo Um Zero – Seu lábio, seu sangue

13/08/2011 Coletivo

O fosco lúdico dos seus olhos
Que me enganam e me fazem correr
O vermelho saboroso do seu lábio
Que só pode me dar vontade de morder!

O veneno letal no teu sangue
É o gosto que quero sentir
Só pode ser feitiço
essa burrice que insisto em repetir

Nas minhas noites desfaço o medo
Entre os sonhos que me perco em ti
Procuro seu sangue louco com o desejo
de lhe morder e consumir até o fim
[quote_right] …veneno letal no seu sangue… [/quote_right]

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Recordar é viver

17/04/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Herói romântico

Você nunca vai ser o meu Romeu, ele volúvel, apaixonado pelo que seus olhos avistavam sem racionalidade perdido entre seus devaneios levado ao acaso para a loucura! Você não poderia ser o meu Werther que deixaria de lado uma vida comigo que iria embora deixando-me no vazio sem cuidar de mim, mesmo não podendo ser […]

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24/04/2011 Colunas - Gritos do Nada

Eu queria jogar fora seu sorriso

Brilha, brilha o fogo que me queimaCastiga! A azia e a dor que desnorteiaMentira… o fogo e a vida descem a ladeira Saudades, do calor da flor que me odeiaNa verdade não há mais nada que me incendeiaA não ser o fogo que me toca o fogo que me beija Desperdício, me desperdiço, me quebroSou […]

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10/11/2014 Gritos do Nada

Versos soltos, mentes presas

Deixai as palavras falarem o que nunca pensamos em dizer Como deixamos pra trás as oportunidades de sermos felizes Deixa pra trás as caras amarradas de quem duvida do sorriso Como deixou pra trás seus pudores e suas mentiras de praxe […]

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08/08/2011 Gritos do Nada

Sonhos da rua…

Andei me esgueirando pelos cadafalsos da vida Quis com força e com fúria perder-me nas ruas sujas Onde meus gestos serão soltos da vergonha repressiva E serei, com roupas limpas, o preferido alvo das putas Nas calçadas perdidas folhas parecem crianças (ou o contrário) Sobre o vento que gela a alma de quem caminha e […]

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15/08/2012 Gritos do Nada

Katarina com K

O nome era Katarina, com K mesmo… Um bom cronista escreveria ao menos uma lauda só pra falar do nome da morena de olhos escuros e pequenos, de boca larga, daquelas mulheres que sorriem a tudo e a todo, mas eu não, mal consigo uma linha pra falar do nome, posso dizer que é porque […]

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17/09/2013 Zumbido Fugaz
mesmo assim ainda é band aid, de um jeito ou de outro de certas peças do destino não da pra fugir.

Cherry

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: