03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Sepulcro Domingo…

31/07/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Domingo é um dia pra se morrer.
Com suor de sábado profano,
com as imagens da sutileza de moças dançando.

O Sol manhoso aquece os velhos que lavam as garagens,
os olhos que lacrimejam e distorcem as cenas [que eu mesmo não quero ver]

Os cadarços soltos indicam o caminho,
a modarça não esconde a voz judiada pela cerveja.

Aos domingos eu encaro o sepultamento de meu corpo frágil,
mas já não reluto aos encantos de um sábado vadio [ou repetido]

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Uma casinha em Boi Véio…

23/07/2011 Gritos do Nada

Poema em homenagem ao meu tio Poeta (assim com letra maiúscula mesmo) e minha tia Netinha, que mesmo anos e quilômetros distantes me amam, e eu os amo, como se tivesse sido criado sobre seus olhos e cuidados. Obviamente que nunca nada escrito será um décimo do que é o sentido, mas não podia passar por Ouro Velho (Boi Véio como eles chamam) sem isso:

Um bar grudado numa esquina,
Bar não! Budega!
Um Poeta que canta a vida,
Poeta não! Cantador

Canta e conta história
que fascina, que te pega!
Um cabra que vive a vida
Com cuidado e com amor

Toda uma história e família
A horas e quilômetros distante de mim
Em ruas de terra e de casas sem jardim

Tio Tadeu e tia Netinha, numa casinha em Boi Véio
Distantes dos olhos, mas perto pra quem sentiu
Que alguém tão distante do meu meio
É mais um que tenho orgulho de chamar de Tio!

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Obrigada

13/07/2011 Sem categoria

O que sou eu comparado ao seu poder?
Do que serve minha inteligência sem sua sabedoria?
Até meu corpo foi criado para seu louvor.

Obrigada por me amar,
Por morrer em meu lugar,
Obrigada por me aceitar,
Obrigada por me criar e sua filha me tornar…

É na tua presença que eu sempre quero estar,
Minha alma deseja tua face encontrar.
Toma o teu lugar!

Eu não compreendo imenso amor e perdão,
mas é nos seus braços que vou descançar,
só o Senhor pode minha alma acalmar…

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Recordar é viver

10/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Manhã…

Não vi mais as donzelasNão vi mais nenhuma delasNem perdi mais meu tempoCom as manchas no lençol E quem sabe o que é?Essa imagem difusa do futuroImaginada figura que passeia Povoa meus sonhos, Sujos e rotosE tudo mais, agoraParece tão pouco… Nas manhãs acordadoDo suor e do seu toqueAinda sujo e meladoEntre suas pernas ainda […]

10/05/2013 Colunas - Zumbido Fugaz

Júlia

Eu escrevia um artigo sobre como prestar os primeiros socorros para cães e gatos, algo meio estranho que meu chefe solicitou, mas muito útil. Então me surgiu a dúvida: excessão ou exceção? Talvez nunca tenha escrito essa palavra, pois nunca fui um cara de exceções, mas sim um cara normal que estava estudando medicina veterinária […]

03/07/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Inteligência do macaco narcisista.

Estou bem perto de excomungar a inteligência. Manda la pra longe, já não me importo. Faz tempo que me cansa esses papos intelectualóides. Filmes, livros, política. Sempre me bate um sono e saio com a certeza que esses papos são instrumentos pra sempre aumentar os muros entre as pessoas. Superioridade aglutinada em escudos de sabedoria […]

27/03/2013 Colunas - Sonhos Viciados

Ler autores pudicos não me comovem

Inspirar, reagir. Hesito um conjunto de palavras. Escrevo e reescrevo – apago! Uma alma em estado insignificante, nenhum discurso elaborado. Palavras sujas, censura no instante primeiro. Se não inspirar vomita o suco biliar. Ler autores pudicos não me comovem.

02/10/2012 Coletivo

La guerre et la Paix

Cheios de ódio e malácia os malabares no farol Os carros zunem pelas ruas escuras… Ao longe, num rádio, um grito rouco de gol.

30/10/2013 Gritos do Nada

Destestar amar

Quis sentir ódio dos dias cinzentos quando sai da cama Menti meus sorrisos e bom dias, pra não estragar mais o dia Passei pelos fantasmas que correm pelas ruas pro trabalho E imaginei se invejam a mendiga dançando e cantando na calçada

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: