Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.
Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]
O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]
Andei me esgueirando pelos cadafalsos da vida
Quis com força e com fúria perder-me nas ruas sujas
Onde meus gestos serão soltos da vergonha repressiva
E serei, com roupas limpas, o preferido alvo das putas
Nas calçadas perdidas folhas parecem crianças (ou o contrário)
Sobre o vento que gela a alma de quem caminha e não vê
E por sentir-me hoje tão igual e parte do cenário
Me permito olhar para o rosto sujo delas e entristecer
Sou só mais eu sem ninguém a me esperar
Nas ruas desertas de fuligem e céu cinza
Onde um sorriso é algo até pra se estranhar
E o amor desnorteia como um porre de pinga!
Volto a rua e ela me abre as pernas oferecida
Não vou negar que quero fodê-la a noite inteira
Gozar entre seus gritos e me jogar meio suicida
Como se eu fosse um cafetão e a rua uma puta rampeira!
Asfalto alto, molhado, de luzes refletidas
e os postes contam histórias, que não podemos ouvir.
Sobre as noites em que nem tudo foi cerveja e vida
E onde quem dormiu na chuva tem o direito de mentir
[…]
Chegam contas, celulares, carros e mais pra comprar
E a gravata vem na direção do meu pescoço
Estou perdido porque não vejo porque devo me enquadrar
Nem sei por que sou tão idiota que ainda faço esse esforço
E no mar de rostos cansados e sombrios
Subindo as escadas lentas do metrô lotado
Saindo mortos do vagão e deixando o trem vazio
São tudo que não quero ser e me deixam assustado
Hoje conversei com meus desenhos,
tentativa deseperada, esquizofrenica.
Deve ter sido o susto, de ver os prédios distorcidos,
as pessoas embriagadas e as ruas sujas. (mais…)
Uma tarde de quinta feira.
Eis que recebo um sms da minha grande amiga Daniele de Lima, o cinema “Reserva Cultural”, e o filme um argentino chamado Medianeras.
Gosto muito do cinema argentino, apesar do exagero de algumas tramas a grande maioria dos filmes são de roteiros bem interessantes, aceitei na hora.
Algumas horas depois (passei no bar antes o dia era quente…) ingresso comprados, abraços nos amigos e sala!Referência mais que direta a "Onde esta Wally"...
O filme nos apresenta uma Buenos Aires através dos olhos dos protagonistas Martin, um webdesigner geek e Mariana uma arquiteta frustrada que se sente realizada como vitrinista. Ambos solitários e desesperançados no amor, ele abandonado pela namorada que depois de pisar em solo estrangeiro sente se uma cidadã americana nata! E de praxe ainda deixa uma simpática cadela de recordação;
Ela convive com a angustia de um fim de um namoro de cinco anos….Martin e Mariana não se conhecem, porem compartilham do mesmo gosto musical, freqüentam a mesma natação, se esbarram nas ruas, não esse filme não é uma comédia romântica recheada de clichês! (ainda bem!) este o grande trunfo de Medianeras, o filme nos apresenta uma história que poderia ser a do seu amigo, irmão ou a sua, o jovem adulto que procura sexo na internet, que tornou-se hipocondríaco (e até neurótico) , que bebe cerveja e acredita que seu computador é o centro do universo, os protagonistas vivem suas medíocres vidas, transam ocasionalmente, divagam sobre a caótica arquitetura da metrópole (sim eles são bem parecidos conosco não há planejamento arquitetônico na cidade!) tentam ser felizes cada a sua maneira, pode até parecer roteiro de filme do Woody Allen (referência afirmada pelo diretor) mas uma coisa não se pode negar, é quase impossível piscar os olhos em Medianeras.
Cuidadosamente posta na pia do banheiro, uma presilha de cabelo, encontro. Roxa, com um aroma floral, mas marcante. De uma mulher que soltou seus cabelos e deixou seu charme livre para desfilar pelas calçadas frias da Industrial.
É comprido e vai todo mundo se foder. Na real é só um bar que toca Camisa de Vênus. Sei lá quais desvios a vida da, mas sempre dou de cara num copo de cerveja. Quase um retiro espiritual, quem sabe vejo a sorte no fundo de um copo americano. Quem sabe? Isso é repetição, […]
[quote_right]Brejas numa tarde de sol no centro de São Paulo parece ser o prenúncio do paraíso meu velho[/quote_right] O veneno dos dias da semana e as contas se acumulando na caixa dos correios. O Sol cozinhando os enlatados cheio de gente, ás sete da manhã é um sonho ruim que chamam de […]
Sabe aqueles textos que a gente escreve no calor de um amor, as vezes correspondido e as vezes não, que a gente tem vergonha ou receio de mostrar as pessoas por que as vezes não temos distanciamento pra saber se é bom ou ruim? Ai ficamos inseguros e lá se vão bons textos, cheios de […]
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