03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Sonhos da rua…

08/08/2011 Gritos do Nada

Andei me esgueirando pelos cadafalsos da vida
Quis com força e com fúria perder-me nas ruas sujas
Onde meus gestos serão soltos da vergonha repressiva
E serei, com roupas limpas, o preferido alvo das putas

Nas calçadas perdidas folhas parecem crianças (ou o contrário)
Sobre o vento que gela a alma de quem caminha e não vê
E por sentir-me hoje tão igual e parte do cenário
Me permito olhar para o rosto sujo delas e entristecer

Sou só mais eu sem ninguém a me esperar
Nas ruas desertas de fuligem e céu cinza
Onde um sorriso é algo até pra se estranhar
E o amor desnorteia como um porre de pinga!

Volto a rua e ela me abre as pernas oferecida
Não vou negar que quero fodê-la a noite inteira
Gozar entre seus gritos e me jogar meio suicida
Como se eu fosse um cafetão e a rua uma puta rampeira!

Asfalto alto, molhado, de luzes refletidas
e os postes contam histórias, que não podemos ouvir.
Sobre as noites em que nem tudo foi cerveja e vida
E onde quem dormiu na chuva tem o direito de mentir

[…]

Chegam contas, celulares, carros e mais pra comprar
E a gravata vem na direção do meu pescoço
Estou perdido porque não vejo porque devo me enquadrar
Nem sei por que sou tão idiota que ainda faço esse esforço

E no mar de rostos cansados e sombrios
Subindo as escadas lentas do metrô lotado
Saindo mortos do vagão e deixando o trem vazio
São tudo que não quero ser e me deixam assustado

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Medianeras

02/08/2011 Coletivo

Uma tarde de quinta feira.
Eis que recebo um sms da minha grande amiga Daniele de Lima, o cinema “Reserva Cultural”, e o filme um argentino chamado Medianeras.

Gosto muito do cinema argentino, apesar do exagero de algumas tramas a grande maioria dos filmes são de roteiros bem interessantes, aceitei na hora.
Algumas horas depois (passei no bar antes o dia era quente…) ingresso comprados, abraços nos amigos e sala!

Referência mais que direta a "Onde esta Wally"...

O filme nos apresenta uma Buenos Aires através dos olhos dos protagonistas Martin, um webdesigner geek e Mariana uma arquiteta frustrada que se sente realizada como vitrinista.  Ambos solitários e desesperançados no amor, ele abandonado pela namorada que depois de pisar em solo estrangeiro sente se uma cidadã americana nata! E de praxe ainda deixa uma simpática cadela de recordação;

Ela convive com a angustia de um fim de um namoro de cinco anos….Martin e Mariana não se conhecem, porem compartilham do mesmo gosto musical, freqüentam a mesma natação, se esbarram nas ruas, não esse filme não é uma comédia romântica recheada de clichês! (ainda bem!) este o grande trunfo de Medianeras, o filme nos apresenta uma história que poderia ser a do seu amigo, irmão ou a sua, o  jovem adulto que procura sexo na internet, que tornou-se hipocondríaco (e até neurótico) , que bebe cerveja e acredita que seu computador é o centro do universo, os protagonistas vivem suas medíocres vidas, transam ocasionalmente, divagam sobre a caótica arquitetura da metrópole (sim eles são bem parecidos conosco não há planejamento arquitetônico na cidade!) tentam ser felizes cada a sua maneira, pode até parecer roteiro de filme do Woody Allen (referência afirmada pelo diretor) mas uma coisa não se pode negar, é quase impossível piscar os olhos em Medianeras.

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Recordar é viver

05/10/2013 Gritos do Nada
A realidade agora é o caminho até o apê pensando que vai comer de novo aquela merda daquela lasanha de microondas e beber até dormir...

Garoa na Praça – Gustavo e o começo do fim

25/09/2012 Zumbido Fugaz
As mentiras são sensatas, São véus pra esconder onde realmente se quer estar.

Árvores mortas

29/10/2013 Zumbido Fugaz

Sim, mulher

Cuidadosamente posta na pia do banheiro, uma presilha de cabelo, encontro. Roxa, com um aroma floral, mas marcante. De uma mulher que soltou seus cabelos e deixou seu charme livre para desfilar pelas calçadas frias da Industrial.

19/08/2011 Sonhos Viciados

Me diga as horas, eu vou embora

É comprido e vai todo mundo se foder. Na real é só um bar que toca Camisa de Vênus. Sei lá quais desvios a vida da, mas sempre dou de cara num copo de cerveja. Quase um retiro espiritual, quem sabe vejo a sorte no fundo de um copo americano. Quem sabe? Isso é repetição, […]

26/10/2011 Sonhos Viciados

Anatomia de um sonhador livre

[quote_right]Brejas numa tarde de sol no centro de São Paulo parece ser o prenúncio do paraíso meu velho[/quote_right]       O veneno dos dias da semana e as contas se acumulando na caixa dos correios. O Sol cozinhando os enlatados cheio de gente, ás sete da manhã é um sonho ruim que chamam de […]

06/09/2011 Resenhas de Livros

A Luz do Sul – Osvaldo Junior

Sabe aqueles textos que a gente escreve no calor de um amor, as vezes correspondido e as vezes não, que a gente tem vergonha ou receio de mostrar as pessoas por que as vezes não temos distanciamento pra saber se é bom ou ruim? Ai ficamos inseguros e lá se vão bons textos, cheios de […]

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: