O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]
Sede, intervalos e dias comuns
As vezes rola olhar no espelho.
E sabe, até me assusto.
Com as marcas todas.
Até as invisíveis.
Pois é, até os olhos que tanto amaldiçoou
estão aqui, companheiros.
Saltando da minha cara.
É foda admitir.
Se não digo, o corpo entrega.
Juro que quero esconder a urgência.
Mas tá lá, nas unhas, na boca.
Afogo em copos,
em salas escuras.
Na rua as 6 manhã.
Morra.
Acorde numa estação esquecida.
Impossível, está lá.
Meu cancêr.
O corpo sempre pede mais.
Não aprisiona no peito.
O sono me beija,
porém nunca morre a urgência.


