18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Ela do fundo da sala

13/09/2014 Gritos do Nada

Ela tem os olhos vazios
Só de olhá-la se sente freio

Que evapora seus sorrisos meigos
Desfeitos em amargura e medo

Sozinha no fundo da sala, separada
Sem amigos entre os colegas, segregada

Os meninos gritam pra lhe irritar
As meninas riem dela pra se entrosar

Seus rosto e seus olhos demonstram força
Não há nenhum xingamento que a destroça

No fim da aula ela esfrega o rosto
Os meninos pensam que venceram, foi o oposto

Sua cabeça viaja, ela sorri, enquanto eles gritam
Ela está a frente, e eles pensam que a irritam

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Piazzas IV

05/08/2014 Sonhos Viciados

Velhos terroristas descansam nas labaredas dos meus olhos.
Meninos decrépitos mutilam minha língua em pedaços de noite e sombra.

Canto doces canções para o vento assassino de sonos e colchões improvisados.
Enquanto manchetes compradas corrompem a alegria de nossas festas de orgia e espuma.

Sem sessão no cineminha putaria do arouche Calígula sente a solidão congelando os ossos.

Todos os vagabundos acolhidos na imensidão dos azulejos dos meus bares preferidos.
Toda dor descansando nas sarjetas e bancos na cidade dormitório sem vagas.

Calígula e seus amigos invisíveis comem o jantar sabor abandono,
Mísseis estilhaçam toda hombridade que me resta.
Morteiros alertam a ascensão de nossa animalidade.

Escolho jantar uma esfiha velha na cidade dormitório sem vagas.

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Recordar é viver

01/10/2011 Coletivo

Coletivo Um Dois – Versos para serem sussurados no descanso dos inimigos

Estilhaços de sua carne, ficam de brinde no meu tapete. Saqueadores invadem o hall da minha segurança e pederastas avançam como hienas na carniça. Radicais esperam a terra prometida, virgens seduzem velhos com o cheiro. Não dito as regras – só conto moedas. Vígio a nulidade das últimas madrugadas. Aproveitadores sorriem para o sangue O […]

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09/08/2009 Gritos do Nada
O sexo a pouco terminado Me mantém ainda ofegante, cansado.

Outra Vez

09/09/2011 Sonhos Viciados

Rosa dos ventos

Sinto o vale dos meus sonhos em silêncio, uma culpa sem sentido que dobra meus joelhos. Cinema mudo, dou de cara no abismo, tem gosto de morte e é não bonito nem feio. Conto ás horas, pra me ocupar. Sonhos neutros. Me arrasto do avesso quando o mapa do meu inferno eu perco. […]

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28/07/2012 Gritos do Nada

Sorrir pra você…

A minha vida tem adquirido mais sentido… Principalmente nos nossos abraços demorados Onde sua respiração se mistura com a minha E nos beijamos com os olhos fechados Eu só me permito te olhar sorrindo E é apenas sorrindo que consigo pensar em você De todas as coisas que posso prometer Te amar para sempre é […]

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23/11/2013 Gritos do Nada
Matei meus heróis com lágrimas nos olhos / Pra ser eu o herói que sonhei conhecer

Matei meus heróis

16/09/2014 Gritos do Nada
Lá tem 50, mas ele sabe que ensina pra 10 Bufa, grita, ameaça e o que consegue é trégua

Uma Aula

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: