26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Uma Paulista Virada – Ou as impressões sobre o meu grande quase amor

19/05/2014 Gritos do Nada

Eu comi suas ruas negras
Como se fossem putas de ébano

Lambi os copos dos seus bares
E neles sentia o gosto do seu sexo

Sentei sobre o degrau de um prédio velho
E lá olhei teu céu e tuas entranhas

Beijei teu ar de fumaça, poeira e gente
Abracei suas luzes que se perdem no céu

Ouvi seus lamúrios no som sem nexo dos mendigos
Te ouvi fingindo ser seu amigo e só quis te comer

Caminhei nas ruas que eram dos carros
Sorri dos bêbados que dançavam na calçada

Queria estar onde eles imaginavam estar
Queria estar entre suas pernas imaginadas

Em cada esquina me achei e te perdi
Ignorei os nomes cinzas de suas placas

Andei a esmo por seus seios, lábios e coxas
Penetrei sua alma e no fim você quem me abriu

Quis beber suas lágrimas de cidade suja
Então levantei seu rosto de cidade nova

Não menti quando disse que te amava
Mas não chorei quando me virastes as costas

Assisti sua luz se perder pelo retrovisor
Mas continuei com sua luz em minha alma

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Recordar é viver

18/05/2009 Colunas - Sonhos Viciados

Tem algo de sombrio nessas idéias

E seu disser que não acredito.Que sei como somos feitose é maluquice crer. Que os lençois que trocamosforam poucos. Que as horas foram poucas. Que nada de grande abateunos intervalos dos nossos beijos. Que foi fugaz, coisa qualquer.Tão efêmero como esses hits que embalam as rádios. Seria justificativa bastante pra dizer que:“Eu não acredito!”

24/05/2013 Zumbido Fugaz

Que desejo descontrolado é esse? Parte II

O cigarro se apaga lentamente no cinzeiro E eu lembro de como vocês se tratavam. -Mulher, cadê minha comida? -Já estou levando… -Mas como pode isso? Uma mulher casada estar tão perto de outro homem?

Estatuto do poeta

Atenção Poetas da Silva: Está proibido viver de ilusão: A ilusão mata! É proibido supor! Ou é vida ou morte! Amor ou ódio! Não suponha!

16/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Sábado no Shopping

Mármore no chãoNo chão os sapatosInfelizes segurançasDe ternos engravatados Lojas abertasAberta a temporadaDe caça ao preçoPreço que acha bom Coloridos lojistasDe polo, suadosNum sábado lotadoSem opção! Ar-condicionadoCondicionado fulgorDos dias perdidospobres dias sem amor Cartão de crédito ou débito?Pra presente? Pode embrulhar?Parcela em 5! Leva um pro seu filho! Aceita cheque?Faz o cadastroDo consumo isso é […]

15/07/2013 Gritos do Nada

Café com carne e poesia

Você tinha gosto de poesia com café… contenta, mas não sustenta Flutuava, como a fumaça que saia do copo… vejo mas não entendo Sentia seu sabor no ar, quase morria… e seu toque é que me esquenta Te sorvia como quem puxa o ar… estou cheio de ti, e não me contento Esperei o fim […]

20/07/2016 Gritos do Nada
Será que tudo termina aqui?

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: