Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]
Cada dia II
Chego em casa quase sempre quase morto
E renasço no seu olhar que me pega na porta
Sentada no sofá fecha os olhos e estica o corpo
E antes de beijá-la admiro seus lábios e pescoço
