18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Como se livrar dos seus melhores livros

14/05/2014 Sonhos Viciados

Está na hora de me livrar de um livro e eu sei disso. Ele não mais se sente em casa e nem consegue parar num canto sem se sentir mal. Não sabe se fica na mesa ou na estante, já o vi na cozinha e no momento está junto com uma pilha de papéis desinteressantes.

Esse cara que desliza entre o abandono e a lista dos cinco melhores livros que li.

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Os próximos passos…

12/05/2014 Backstage

Esse espaço do backstage, tão abandonado, é (ou era) pra ser onde fazemos discussões sobre nossa produção, isto é, um tipo de ‘comofas’ do site, de onde partem as idéias e piriri e pororo.

Com isso quero ressuscitar esse espaço trazendo uma reflexão sobre meu próximo, e tenebroso, objetivo: escrever contos e depois um romance!
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A turba, a morte e a razão acéfala

06/05/2014 Gritos do Nada

Foi ela!! Foi ela? Não foi!?! Não importa
A turba não pensa, a turba não negocia
A turba grita: PEGA, MATA, ESFOLA!
Cheia de razão com gente sem razão.

Se 2 cabeças pensam melhor que 1
Como 10 cabeças pensam pior que 1?
A turba não liga, arrasta a mulher
Culpada ou não, vão vingar sua revolta!

Revolta que não vira voto
Revolta que se faz contra o igual
Foi legado ao povo mais um direito
O direito besta de se auto-destruir

Mas e se o crime nem ocorreu?
Como pode ela ser culpada?
Mas a turba deixou de ser marginalizada
Na fala da jornalista que está sempre certa

Não você não entendeu… não importa a culpa!
Justiçar é injusto, não é sinônimo de justiça
A turba julga do mesmo jeito que mata
Aos trancos, barrancos, porrada e acefalia

Uma mãe morreu e só isto bastaria
Que história o pai vai contar aos filhos?
Quem vai enxugar as lágrimas da família?
Quem vamos linchar agora?

E seus restos descansam numa gaveta fedida
Num cemitério de pobres, num bairro de pobres
Mas na minha cabeça ela continua sendo arrastada
Desesperada e inocente pelas ruas de terra

Pobre do povo que acha fazer justiça com as mãos
Pobre justiça que se desfaz na mão do povo
Maldita miopia que não percebe que crime é crime
Venha do lado ou com a intenção que vier

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Poliana – Os medos da Noite

05/05/2014 Gritos do Nada

Desceu do carro o mais rápido que pôde, o cliente é bom, mas tem vergonha do que faz… Casado, como quase todos, e como quase todos, passivo.

Antes de descer olha mais uma vez o senhor grisalho com traços europeus que agora enverga uma cara digna, severa e demonstra até mesmo um ar de superioridade à figura espalhafatosa e desavergonhada dela.
Ela o encara mais uma vez, seu rosto vai se desfazendo da expressão severa para uma cara de vergonha e submissão, como a que ele fazia quando virava-se para ser penetrado por Poliana!
E ela adora isso!

São apenas 2 horas da manhã, da bolsa ela tira um RedBull amaçado abre e dentro dele joga um rebite, tá economizando na coca pra poder trocar de carro.

Caminha empertigada até o bar da esquina, ouve as buzinas, sorri, mas quer uns minutos de folga, o distinto senhor deu-lhe uma boa cansada e também R$ 200,00.
O bar de azulejos que já foram brancos, e que agora amarelam com a gordura da chapa, serve de cenário para um grupo que se acotovela: 4 homens que fingem estar numa noite de zueira, quando na verdade sentem medo do desejo que sentem pelas “meninas” que entram e saem do banheiro do boteco.

No balcão de formica branca Poliana descansa os cotovelos, inclina-se para dar aos rapazes algo para se distraírem enquanto espera pelo bauru que pediu.

Ela os ouve confabulando, riem, apontam, coçam a boca até que um deles se levanta e caminha até ela…
Antes que ele possa tocar na sua bunda Poliana o interrompe, sem olhar para trás:
Só toca se for pagar… é meu ganha pão e não dou amostra grátis.

O rapaz fica vermelho enquanto seus amigos gritam e riem desbragadamente…
Ele quis responder:
Se for baratinho nois come esse cu ai, carai!

Os rapazes riram novamente, Poliana fica de frente para o rapaz, é muito mais alta que ele e o encara de cima a baixo:
Dinheiro pra pagar você deve ter, quero ver ter coragem de ir comigo e resistir a não me dar essa bundinha!

O riso foi mais forçado, aquele medo de sentir desejo gelou as espinhas dos caras, todos coçaram a nuca, viraram-se e o rapaz voltou pra mesa.

Poliana lembrou da primeira noite, do medo, da brochada, da sensação engraçada de ter um senhor de bigode lhe pagando para que ela fosse o homem dele.
Ela no começo não gostava, mas a rua foi lhe tirando aos poucos um resto de feminilidade, um quê de frescura que ela ainda tinha quando colocou os silicones e trocou o guarda-roupa.
Mas Poliana rápido percebeu que nunca quis ser mulher, nem homem… e isso a atormenta no fim de cada noite, de cada gozo, de cada vez que conta o dinheiro: O que eu sou?

O rapaz tenta novamente:
Mas então você cobra quanto?
Pra você gracinha, 1 hora por R$ 30,00. Responde Poliana abrindo exageradamente a boca.
Mas é R$ 30,00 e você faz completinha, né?
Poliana respira fundo e fala com a voz grossa:
Amigo, sou travesti… completinha comigo é só se eu comer seu cu, né?

Termina seu bauru e sai do bar rebolando ao som das risadas… ainda tem muita noite pela frente.

As meninas todas em polvoroza, a rua negra, a noite cinza eram o cenário das roupas mínulas e fluorescentes com que elas se exibiam nas calçadas convertidas em passarelas.

Os homens em seus carros com insulfilm passavam em marcha lenta correndo os olhos pelos corpos enormes e algumas vezes disformes dos travestis. A cena era quente, mas era triste.

Alguns passam buzinando, xingando, berrando… a polícia é figura exótica nesta rua onde homens de silicone são o normal.

Poliana enconta-se no vão de uma parede e de outra entre duas fábricas para pode ver sem ser vista, ainda não quer voltar pro carro de ninguém.

Assiste o entre sai do drive-in, vê pelas frescas dos vidros rapazes de gel no cabelo e tatuagens cobrindo seus braços musculosos, vê senhores engravatados lambendo os lábios e imagina o quão hipócrita é o preconceito que permite que esses homens invadam seu mundo, mas impede elas, as travestis, de invadirem o mundo deles.

Cada coisa em seu lugar.

Lembra das palavras dele: “Cada coisa em seu lugar“, cada palavra um tapa na cara mais forte do que jamais recebeu… “Cada coisa em seu lugar”
Deixou ele pra trás, junto com sua vergonha, com seus sonhos… “Cada coisa em seu lugar

Um grito a tira de suas lembranças!

Me solta, porra! Me soltaaaaa!

Uma travesti grita com a cabeça enfiada na janela do passageiro de um carro que começa a andar…
Ele começa andando, mas o carro aumenta a velocidade, ela tenta correr, arrasta o sapado no chão e acaba ficando descalça, volta a tentar correr

Todas começam a correr atrás, gritam, mandam parar e nada…

Poliana tira os sapatos de salto muito alto e corre, já percebeu que é sua colega de quarto que é arrastada.

A cena dura alguns segundos, o suficiente pra mais de 300 metros de gritos e angustia, enfim ela é solta e rola pelo asfalto até bater com as costas na guia.

Algumas correm a socorrê-la, mas Poliana passa direto, quer vingança! O carro não consegue ir muito longe por conta do trânsito.

Mas sua amiga, Alexia, grita, implora para que Poliana pare, pede para deixá-los ir.
Poliana não ouve, continua correndo, tira da sua bola um 38 cano curto que aprendeu a carregar e prepara-se para atirar quando Alexia grita:

Pára!! É meu irmão! Pára!!!

Poliana gela, o mundo todo parece ficar paralisado assim como ela… Diminui o ritmo da corrida, caminha e quase se arrasta, não tem coragem de virar pra ver Alexia chorando no chão:

É meu irmão… MEU IRMÃO! Grita e chora Alexia entre os seus soluços e os abraços que tentam levantá-la do chão…

Poliana caminha até a calçada, guarda a arma, senta-se no meio fio e lembra:

Cada coisa em seu lugar…

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Mergulho nos teus muros vigiados

30/04/2014 Sonhos Viciados

Tenho uma doce lembrança do seu suor no fim da noite.
Sua fragrância de vodca e alguma flor sem espinhos.
Seus perigos, seus segredos, seus muros com arames farpados.

Um acorde, só mais um,
tua roupa deliciosamente escolhida da sinais de derrota,
seu ultimo shot de tequila, seu batom meio borrado.

Me equilibro nessa música que diz tanto sobre nós dois,
mergulho nos teus muros vigiados, nos seus fios mais revoltados.

Só restou os desavisados,
ficarei eternamente preso no segundo que antecede o primeiro raio de luz da manhã.

Ficarei na eterna lembrança de você,
do seu batom borrado, vou te esperar ir embora.

Vou violar suas cercas afiadas e me contaminar com a doce lembrança do seu suor de fim de noite.

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Recordar é viver

10/12/2012 Sonhos Viciados
Se eu perdesse todos os meu medos Só iria falar do teu gozo

Se eu perdesse todos os meu medos

17/08/2011 Sonhos Viciados

Boêmia

Boêmia. Crack absoluto. Uma, duas e você ta viciado. Na terceira é o banheiro. Na quarta você ta em xeque. Dorian Gray amorfo. Um retrato. E você quer ser jovem para sempre Curtiba 24/07/2011 […]

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19/04/2012 Sonhos Viciados

Começa agora nossa aventura sexual – Online

Recarregue a página, só mais um minuto. Começa agora nossa aventura sexual – Online. Não saia de casa, por aqui não existe gente feia. Olhe a pose das moças e a vitalidade dos rapazes. Tanta gente inteligente. Não arrisque. Lá fora é só banalidade e truculência. Feche a porta. Vai começar nossa aventura sexual online. […]

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15/09/2012 Gritos do Nada

E o tomate entrou na história!

Tem o beijo de maracujá, que te acalma e te leva pra cama, Como uma esposa compreensiva, que aguenta quando tu reclama Tem o beijo de Kiwi, da moça linda e má que passa e sorri Que convida com um certo olhar, que não nos deixa desistir Tem o beijo de laranja, da mulher que […]

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04/02/2014 Gritos do Nada

De moto

Troquei o anda e para do tráfego Pelo perigo sincero do corredor Troquei os vidros embaçados pela chuva Por sentir o gosto dela com a viseira aberta […]

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10/11/2009 Gritos do Nada
Dentro da minha cabeça acontecem coisas... E essas me fazem sorrir!

No Caminho do Busão!

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: