18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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A única constância do mundo

07/02/2014 Gritos do Nada

Só se reconhece o belo quem conheceu o feio
Só se lamenta o ódio quem já teve amor profundo
Diz-nos o livro que foi do caos que a luz veio
É só a inconstância a única constância do mundo

Nem tudo é negro ou branco, é mutável a realidade
Até quando a vida é algo limpo, o viver pode ser imundo
E no meio da maior desgraçada pode nascer a felicidade
Porque é a inconstância a única constância do mundo

A noite negra vem do dia e depois o dia mata a noite…
Da vida nasce a morte e anos se acabam num segundo
A vida amacia a nossa carne não nos poupando do açoite
Pois é a inconstância a única constância do mundo

A inspiração veio do velho Gregório de Matos em Inconstância dos bens do mundo, que você pode ler aqui.

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Recordar é viver

28/04/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Joan Jett do agreste

Faz tempo que perdi a habilidade de escrever as meias poesias que tantas vezes me convenci que eram boas. Faz tempo que ela ia no bar e ria comigo.E pensando nisso, hoje fiquei, no banco, solitário, alto nas minhas garrafas de cerveja. No mesmo bar esquecido, que nem ela e nem eu voltou mais. Só […]

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25/07/2012 Gritos do Nada

Chienne

Ele foi um dia de sol… risonho Pra ela que quase sempre foi chuva Ele foi como um dia em que o sol vence as nuvens E sorriu pra ela, que sem perceber, sorriu de volta Ela fingiu não perceber, mas derramou-se a olhar Olhou tanto, que decorou cada pedaço do seu “sol” Ele viu […]

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01/12/2015 Gritos do Nada

Na sombra do seu sorriso

Sou feliz até na sombra do seu sorriso Nas lembranças dos dias mornos e perdidos Pois a felicidade mora no seu pescoço Onde sua pele tem apenas seu gosto […]

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23/01/2012 Sonhos Viciados

Relicário

Observo os potes. São cebolas, batatas, não sei se pingas com ervas ou qualquer coisa curtida num vaso grande de vidro. Vejo navegar ali vermes, bichos centenários, minhocas brancas com pernas. Só eu vejo, o resto fala sobre o futebol, menino Sócrates que tomou todas. Viro o copo de conhaque nesse fim de tarde de […]

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23/05/2014 Gritos do Nada

Só as vezes entendo

Não, nunca é fácil As vezes sou seu gato As vezes seu sapato! Não sou um corpo oco As vezes me faz seu dono As vezes me faz seu bobo Eu me rendo e te rendo Sempre sempre te amo Mas só as vezes entendo […]

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23/11/2011 Gritos do Nada

Ultrapassa as telas II

“O amor perfeito não ultrapassa o longa-metragem” Não tem barulhos de sinos e nem caminhadas ao horizonte Chamar a atenção? Só de quem se ama e olhe lá! A pequenez dos bilhetinhos, só é pequenez pra quem está de fora As horas perdidas, ou ganhas, de falar nada A chatice (será mesmo?) de ver TV […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: