26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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Quando pra sempre parece pouco

30/01/2014 Gritos do Nada

Perdi de novo a hora olhando seu sono
Cheguei atrasado ainda sorrindo pra você

Passei outro dia entre e-mails, ligações e chatices
Mas não tirei você da cabeça um minuto sequer

Discuti no trânsito, xinguei e chutei outro retrovisor
Pra logo depois sorrir lembrando de brigar contigo

Acelerei outra vez e abri a viseira pra sentir o vento
E quase pude sentir você me agarrando mais forte

Por isso sei que não posso mais existir sem ti
Porque mesmo longe você já faz parte de mim

Sei que será sempre pouco o que juntos vivemos
Diante do tanto que ainda quero viver com você

Você faz o “pra sempre” parecer pouco.

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De repente um mote: Vá plantar o seu roçado! (Com o Cândido na cabeça)

28/01/2014 Gritos do Nada

Eu pensei e não foi pouco
Pela vida errei um bocado
Mas antes de me apontar seu dedo frouxo
Vá plantar o seu roçado!

Muitas eu já fiz chorar
E chorei também quando acabado
Mas antes de vir me julgar
Vá plantar o seu roçado!

Minhas noites sempre foram eternas
E fui pelas noites fazer tudo errado
Quer saber por andaram minhas pernas?
Vá plantar o seu roçado!

Me joguei em cada esquina
Fui perdido, mas fui achado
Antes de vir criticar a minha sina
Vá plantar o seu roçado!

Eu nunca amei ninguém até vê-la
Já fui canalha e bem safado
Me perguntas se hoje vivo sem tê-la?
Vá plantar o seu roçado!

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Coletivo Dois Três – O ônibus e os caminhos sem volta

16/01/2014 Coletivo

Estico o braço e o ônibus para.
Embarco no opaco viver do ônibus vazio,

Percebo que deveria ter te olhado mais
Pois não guardei como queria

Todos os seus tracos, palavras e birras
Me despedi como quem ia ver no outro dia

(mais…)

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Axioma de um coração em coma II

14/01/2014 Gritos do Nada

Sorriso aberto para caras fechadas
Ele não via nada quando olhava pra todos

Mentia nas cores dos tênis
Chorava no gel do cabelo

Fingia milhares de amizades na tela azul e branca
E nos beijos desesperados das noites perdidas de sábado

Nunca sozinho… sempre solitário
Nunca vazio… sempre perdido

Esquentava sua mão entre as pernas dos meninos
Mas não era só sua mão que era fria ou sua mente vazia

Passava pelas casas e nada sentia…
Outro gole, outra vez, outra noite… que importa?

Corpo novo com coração velho…
Sorriso juvenil com cinismo senil…

A velha esperança se perdeu nos filmes pós-apocalípticos
Ele caminha com fones entre os zumbis no metrô

As mentiras estão mais fáceis de acreditar…
Ele digita no celular entre os zumbis que caminham na rua

Ele não percebe, sortudo, que é também um zumbi a caminhar
Mortos caminham num tempo em que todos são meio vivos

Queria fechar meu coração, queria sorrir disso tudo
Fiz um epitáfio para um corpo com vida
Axioma de um coração em coma.

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Recordar é viver

03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

26/08/2011 Sonhos Viciados

É gás lacrimogêneo, amor.

Nunca sei. Mas as vezes estou coberto de fumaça. E nunca sei se é gás lacrimogêneo ou fumaça de gelo seco. Tem segundos que o ar fica denso e saboroso e segundos que ele é sufocante. Sempre tenho avisos. Uma baforada quente. Um bip. O pressurizador da máquina de fumaça, sempre avisa. Quase nunca eu […]

30/05/2014 Gritos do Nada

O ser invisível – As noites frias na Praça

Limpou a boca na manga da camisa puída Olhou o céu cinza e sentiu as gostas da garoa Sentou-se sobre o meio fio com os pés na sarjeta Deixou-se sentir o frio, escarrou e baixou a cabeça

22/09/2011 Resenhas de Livros

O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio – Charles Bukowski

Já tinha lido outros do bukowski, iniciei pelos poemas. E esse é dos bons, se acha em banca de jornal, não é tão caro e se lê rapidinho. O último dos beats, o escritor dos mordenetes. Escolha seu rótulo, mas tudo isso você pode ler em qualquer lugar. Comecei a ler Bukowski porque ele é […]

30/12/2009 Colunas - Sonhos Viciados

Fiz dos teus secretos pêlos meu confessionário

Todos os meus gestos trouxeram mulheres,e minhas mãos as tiveram como se fossem as únicas.Minhas puras e divinas moças,pra se perder nesses lençóis maldosos. Assutadas as paredes me deram golpes,por ouvir seus gemidos, de todas as intensidades.E eu na calmaria, arruinado pelo cansaço,disse baixinho enquanto uma delas dormia. Declarei a minha terrível verdade.Que penso sim, […]

06/04/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Noite fria, um abraço

Todos os dias que eu tinha frio, ele me abraçava… Todos os dias que eu tinha medo, ele dizia que me protegeria pra sempre! Todos os dias que eu dizia que não ia conseguir ele me motivava com um: -Pára de pensar assim, senão leva um tapa!” E se eu realmente não conseguisse, ele me […]

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: