18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Até dos dias fáceis são difíceis – Gustavo

10/02/2014 Gritos do Nada

Ele recusou o cigarro:
– Cara, já falei que não fumo essa merda… aliás vá fumar longe… melhor ainda: nem fume. Disse Gustavo quase cuspindo cada palavra.

Cagou pro fato de ser um novo cliente, cagou pras notas de cem que o cara fez questão de mostrar que tinha na carteira… Gustavo andava com nojo até de si mesmo ultimamente.

– Seu cabelo é lindo… você é perfeito! Deveria estar longe daqui, eu posso levar você pra conhecer umas pessoas, um pessoal de teatro e… Gustavo corta o papo pegando e esfregando com força a mão do seu interlocutor no seu pau!

– Você quer isso né? Então é só me pagar que será seu… pode cotar esses papinhos, já estou a tempo demais nesta merda pra ter esperança de sair. Fuma essa sua merda ai e vamos logo pro seu carro.

Mas ele não desistiu, pediu outro drink, chamou outra cerveja pro Gustavo e tentou engatar outro papo com ele…
Gustavo percebeu que não seria como esperava, as vezes acontecia, o cliente queria bater papo, conhecê-lo, e numa próxima fazer o que sempre fazem…

O nome dele era Caio, tinha um sobrenome pomposo, mas o Gustavo não ligava, pro Gustavo saber nome já era o suficiente. Isso e perceber logo se o cara teria a grana ou não.

Esperou a cerveja chegar (se certificou que ela estava fechada antes de beber) e se deixou envolver naquela conversa… não custa nada, pensou.

– Então… é Gustavo né? Pois é Gustavo, eu trabalho numa editora. Tem um pessoal que tira fotografias que eu conheço… Recomeçou Caio
– Eu já fui modelo, vim do Rio pra cá pra trabalhar em desfiles, mas um teste do sofá atrás do outro acabei sendo mudado de ramo… conheço sua área, e não quero voltar. Ser garoto de programa deixa as coisas mais sinceras. Disse Gustavo.

Essa conversa o incomoda, fica lembrando das esperanças que teve, das mentiras que conta para sua mãe toda semana…

Mas Caio está imbuído:
– Na verdade Gustavo (falou mais uma vez sem certeza), eu conheço pessoas que fazem fotografias de arte sabe? Seria mais um bico que um trampo…
Gustavo não responde, acena com a cabeça enquanto engole quase metade da garrafa de cerveja que ganhou… Caio continua o papo, fala nomes, lugares, fala de trabalhos de amigos, galerias de arte, vernissage… Gustavo ouve com pouco interesse quase que por educação.
Trocam e-mails, Caio pergunta se Gustavo ainda tem book…
– Então Caio (Gustavo fingiu incerteza) eu preciso procurar cara, faz tempo que ninguém me pergunta isso… te aviso.

Caio pagou a conta, foram pro carro… Caio ofereceu carona, mas pediu pro Gustavo dirigir. Rua vai, rua vem Caio deita sua cabeça no colo de Gustavo…

Ao chegar no destino Gustavo fecha as calças, Caio sente envergonha enquanto ofega e muda do banco do passageiro pro banco do motorista:
– Bom Gustavo, ótimo te conhecer cara…

Era essa parte que deixava tudo péssimo pro Gustavo, pedir a grana, contar e ai sim ir embora…
Tinha sido legal, conversou com uma pessoa sem estar com o nariz cheio, sem ser pelos cantos escuros, sem ser gritado entre as batidas da música… Mas tinha que cobrar.

Caio foi elegante, estendeu a mão com o dinheiro dobrado, Gustavo pegou, mas não contou dessa vez… Beijou Caio no rosto e sumiu nas sombras da Vieira de Carvalho…

Gustavo está cansado, mas ainda é cedo e sua mãe liga:
– Oi mãe!… Tudo bem sim, tô ótimo. Novidade? Ah tenho uma… arrumei um trabalho novo, algo com arte sabe? Fotografia pra ficar em galeria… A senhora ver? Claro… Gustavo se deixou envolver nas mentiras que contava e na alegria da sua mãe orgulhosa do outro lado do telefone.

Mesmo os dias mais fáceis são muito difíceis…

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Recordar é viver

06/10/2011 Backstage

Podemos ir além… RIP Steve Jobs

O cara morreu, e isso é chato mesmo, o Gates ta aí vivão e ganhando mais dinheiro do que meu salário jamais me deixará entender. Nunca entendi muito bem a relação que fazem entre os dois, claro que é mais impressão minha que realidade, mas Gates me parece mais um gênio das estratégias de marketing […]

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10/07/2012 Zumbido Fugaz

São dois

Tenta mentir para si mesmo e imaginar que é você e todos… Não, não é… Naquele bar cheio de risos eram eu e minha doce solidão conversava comigo mesma e me perguntava, por quê? Cadê você? Aonde ficaram ”nós”? A resposta era simples que… Bem, eu corri pela chuva deixando todo rímel e delineador manchar […]

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30/03/2011 Colunas - Gritos do Nada

A rua me chama…

E sim, veio de novo a feliz sexta-feiraE não, estou em casa… e a rua não me chamaE nos derradeiros dias vivendo a minha maneiraEspero ter nesse dia a doce calma de quem ama Mas não! Vá se foder essa preguiça justificadaQuero sair, quero viver, andar sobre minha históriaNão vou chorar, já velho, por uma […]

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10/02/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Agora!

*Viver tantas vezes é um soco no estômago, mas vá lá: Soco do dia: Video Editado e criado por Raniere Coutinho Agora! from Sodoma Design Studio on Vimeo. Vê esses olhos na janela, vê esse fio de luz em nossa cama [que queima nossas pernas]. Vê essas crianças tão assustadas, como nós que corremos de […]

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17/05/2018 Gritos do Nada
A rede social não é rede é quase espelho A bolha cria narcisos que sempre certos

Essa vai pro feice

14/03/2012 Gritos do Nada

Crescer

Me jogo na rua e lá me lava a chuva fina Gota por gota de encontro ao chão Escorrem dores por não ter a consciência limpa E clamo por coragem, chorando sem razão Lá nos longínquos anos deixei todas as certezas Pios não sou mais menino e já sei dizer não Por isso não me […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: