Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]
Começo dos sonhos de um jovem mais velho
Eram dias de revolta jogados em um papel qualquer
sol tão quente e interminável de estranhos dias
sentindo todo o desejo ao chegar na estação de S. Caetano
que quando o trem chegava e a bunda de alguma garota
insistia em permanecer em suas mãos de rapaz maduro, delirava.
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