18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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Ela, de novo!

02/11/2013 Gritos do Nada

Não é dela o dia que ela vive
Não é meu o dia que é só dela

Ser eu sem ela não existe
Não existia eu sem ela

Era outro, igual, mas diferente
Como ela também não era ela

Só somos agora o que somos
Porque só hoje somos nós

E nós é muito melhor que eu e ela
Pois em nós cabe eu ela e nosso amor

E isso é mais que eu posso dizer
E isso é tudo que quero viver!

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A musa eterna do velho poeta embriagado

01/11/2013 Zumbido Fugaz

”[…] Eu sou uma caçadora, ele é o meu revólver…” (Johnny Guitar)

Ela colheu as flores sangrentas dos livros cheios de história
Ela dançou exibindo um sabor de morangos adocicados
Ela levantou as mãos para em aplausos exuberar
Ela cantou: ” Hello Daddy, hello Mom
I’m your ch ch ch ch ch cherry bomb”

(mais…)

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Gostosuras ou travessuras? Na minha terra não existe Halloween

31/10/2013 Sonhos Viciados

Hoje não existe Deus, nem o diabo.
O céu é só mais uma promessa
E o inferno só um outro fator de controle.

Só existem anjos e eles tem sexo.
E nenhum critério de bem e de mal.

O meu anjo desfila com as coxas a mostra e um batom escarlate gritante.
A cidade fez um silêncio.
Meu anjo passou entre as escadas rolantes.
Aroma de vida, ventre de morte.

Um lenço segura os fios mais rebeldes de seu cabelo curto.

A meia-noite todos os anjos irão embora.
Ao nascer do dia haverá Deus e o diabo.
Um paraíso e mundo de medo e terror.

A cidade faz um silêncio toda vez que um anjo de coxas grossas desliza nas escadas rolantes.

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Recordar é viver

13/07/2011 Sem categoria

Obrigada

O que sou eu comparado ao seu poder?Do que serve minha inteligência sem sua sabedoria?Até meu corpo foi criado para seu louvor. Obrigada por me amar,Por morrer em meu lugar,Obrigada por me aceitar,Obrigada por me criar e sua filha me tornar… É na tua presença que eu sempre quero estar,Minha alma deseja tua face encontrar.Toma […]

17/08/2013 Gritos do Nada
Depois do sexo deixamos de ser virgens, mas não de sermos cabaços.

Mulher (assim com maiúscula)

23/02/2012 Sonhos Viciados

“Me dê a mão, me abraça…”

Carnaval sem gosto de folia. A gente se anula nos desfiles na TV. Congela na depreciação dos cabelos, nas moças rugas e nos vencimentos. Acabou a cerveja, ela canta o samba o enredo. Aumenta meu desespero, é isso, morremos. No jeito mais sem graça. Sid e Nancy voltariam pra acabar com tudo. Não é má […]

28/11/2014 Gritos do Nada

Sangue, Suor & Cerveja – A Partida de Truco

Antonio não queria nem saber, pediu outra! Mesmo estando tão bêbado que não se levantava O truco estava silencioso, como nunca esteve E Antonio só fez sua jogada quando a breja chegou Tomou de um gole todo o conteúdo do copo americano Respirou pela boca e soltou um suspiro alto

31/12/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Se destino existe ele é um taxista nas madrugadas

Conversas com taxistas na madrugada Destino: Uma terra longe daqui. Das noites perdidas entre o desencontro Das nossas mãos e dos carros na rua Dos cantos que só a gente sabe Bem sabe, eu sei. Apaguei hoje outra memória, Dos cantos que a gente inventou. Se cupido existe, o meu é um bêbado Se destino […]

17/10/2014 Gritos do Nada

A eternidade da noite

O dia quebra-se em mil sombras Que se juntam pra formar a noite A noite é sempre destruída pelo dia Que descortina o negrume da noite

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: