03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

Leia mais…

Continue lendo
26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

Leia mais…

Continue lendo
18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

Leia mais…

Continue lendo

Passos no Corredor

23/02/2013 Gritos do Nada

Acordo e ouço passos marcados pelo corredor
É só mais uma madrugada fria do meu horror

A maca dura, a notícia dura… Não importa mais
Só ouço os passos e os bips-bips dos aparelhos…

Bip bip bip

Já não sei o nome da doença, não lembro qual o hospital
Tento me sentar e não consigo, tusso outro naco de sangue

Sorriu um sorriso vermelho, dentes amarelos, pele sem cor
Olho a maldita linha verde subir e descer e os bips da minha dor

Bip bip bip

Não existe salvação no novo remédio ou na seringa que vão me espetar
Tudo é um adiamento… A morte sentada no meu quarto sorri ao me olhar

Corredor da morte aqui chama UTI e outro dia é só o abrir e fechar das cortinas
Durante o dia me apago e no silêncio noturno o som da minha vida me enlouquece…

Bip bip bip

Seguro o choro… perco o fôlego, enquanto me negam o simples desligar
Não quero durar mais outra noite, não me importa se a liberdade vai me matar

Na madrugada fria ouço passos no corredor, um homem sem jaleco vem a mim
Com a mão sobre minha testa tira fio por fio… sorrio agradecido pelo meu fim…

Bip bip biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii                                                                             

Ir ao post original

Nova dimensão

15/02/2013 Zumbido Fugaz

Sabe não foi ansiedade e nem tanta coragem
foi só vontade de voar com a chuva
Minha mente parecia que ia explodir
tava querendo que os minutos fossem segundos
buscando jogos para passar meu tempo
e quando vi tava no viaduto do chá
olhando tão fixamente para o pingo de água
que pulei sentindo o vento aliviar
sabendo que o alarme do celular não vai soar
o copo de leite não estará mais esperando
não vou mais ter hora marcada para sair
as notas não vão mais importar
os diplomas de eventos e hotelaria
serão jogados fora sem proveito algum
a dimensão a seguir é escura e doce para mim…

Ir ao post original

Nos meus erros

01/02/2013 Gritos do Nada

Eu não me reconheço na barba bem feita, na camisa passada
E quando olho no espelho é outro a sorrir, com a cara lavada

Não me vejo nos caminhos certos, nas ruas ensolaradas
Nos asfaltos lisos, no trânsito correto, na raiva velada

Eu me vejo nas linhas tortas, na escrita errada
Nas palavras feias, na barba mal-feita, no olhar de balada

Me enxergo na calça puída, na camiseta rasgada
Na velocidade sem freio, nas ruas esburacadas

Me vejo no beijo que te roubo, na sua fala irritada
Sou eu em cada novo erro, minha assinatura em cada mancada

Quem me conhece que me reconheça pelas coisas erradas
E se for contar minha história, pelos erros será melhor contada…

Ir ao post original

Recordar é viver

05/08/2014 Sonhos Viciados
Sem sessão no cineminha putaria do arouche Calígula sente a solidão congelando os ossos.

Piazzas IV

06/04/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Noite fria, um abraço

Todos os dias que eu tinha frio, ele me abraçava… Todos os dias que eu tinha medo, ele dizia que me protegeria pra sempre! Todos os dias que eu dizia que não ia conseguir ele me motivava com um: -Pára de pensar assim, senão leva um tapa!” E se eu realmente não conseguisse, ele me […]

Leia mais…

13/10/2011 Sonhos Viciados

Pinceladas de memória pro meu quadro dadaísta

Frio. Doido. Do abandono. Riso. Corpo. Seus cabelos loiros. Aquele dia. Memória. Engano. Horror com decote. É menos assustador. Um frio. Um corno. Seus risos de abandono. As horas passam Voam os fios dourados.  Crianças relincham. A imagem entre um vão e outro. O intervalo entre os trens. Hoje levo pra casa um quadro novo. […]

Leia mais…

01/02/2013 Gritos do Nada

Nos meus erros

Eu não me reconheço na barba bem feita, na camisa passada E quando olho no espelho é outro a sorrir, com a cara lavada Não me vejo nos caminhos certos, nas ruas ensolaradas Nos asfaltos lisos, no trânsito correto, na raiva velada Eu me vejo nas linhas tortas, na escrita errada Nas palavras feias, na […]

Leia mais…

Loucura lúcida

Foi o sopro da verdade Diziam todos com versos ensaiados Cuspindo idéias casuais em meus ouvidos E reinventando teorias já ouvidas Concordando talvez em pensamentos fúteis. Examino os com cautela Cautela também ensaiada e reinventada Com medo de cair em desventura Não tomo nenhum partido Apenas suspiro e fujo dos olhares condenadores. Me tarjam de […]

Leia mais…

19/05/2012 Gritos do Nada

O destino era longe

Destino era um lugar distante, lembro que era Que a gente caminhava sem chances de chegar Destino era mais que determinismo Destino era uma mentira boa de contar Tinham os caras legais sem destino Na TV, sessão da tarde com moto e estrada Enquanto a gente subia no busão Destino: O fim dos sonhos, desilusão […]

Leia mais…

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: