Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]
Começar um diário, dois corpos em frangalhos

No chão da sala 2 taças de vinho usadas
Jaz pelo caminho uma garrafa de vinho vazia
Na pia 2 latas de cerveja acabas
Pia cheia dos talheres e pratos da lasanha comida
Na cama bagunçada 2 corpos em frangalhos
Que foram 1 novamente na noite comprida
2 meses de casado realmente é marco
Mas toda noite contigo é pra não ser esquecida



