03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Imperfeição perfeita

29/01/2013 Zumbido Fugaz

Eu não quero dias de final de novela com você
eu quero todo drama, toda emoção, todas as brigas
para constantemente acabarmos nos atacando
em beijos tão calorosos como de filmes adultos!

Eu não quero toda perfeição de um lorde
eu quero seus defeitos, seus deleites por cerveja
sua queda por vídeo game com os amigos
só para fazer meu charme de ficar brava, cara fechada
e você me deter em doces apertos de paixão.

Eu não desejo um poeta de palavras sem ações
que me entretem com palavras e não sabe o que fazer
só te cobro um eu te amo sincero e uma noite delirante!

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Tecno-existência

Minha história está em fotos e comment’s
Perdida entre fotos de gatinhos na timeline

Minha história é uma sucessão de fotos sorridentes
Sobre os lamentos restam os post’s com letras de músicas

Minhas história está nos check-ins em lanchonetes caras
Passeia a minha alma entre cupcakes e brigadeiros com canela

Minha história está nas mentiras que se conta no fim da balada
Nas meninas que juram amor eterno quase todas as semanas

Minha história está nas amizades feitas e desfeitas
Entre um foto mal marcada e um comentário mal engolido

Minha história está nas frescuras e nas noites de sábado
Perdidas em recalques, nutella e promessas vazias

Minhas história está também num vazio chamado Orkut
E entre frases desconexas na TL do Twitter!

Minha história é a tristeza do histórico do IE
E a briga dos nerd’s sobre qual navegador é melhor

Minha história é a evasão de privacidade e risco do ridículo
É a luta por “curtir’s” e comentários, nas fotos de costelas

Minha história será passado, como já é desde semana passada
E Orkut e Face serão sítios tecno-arqueológicos
Onde nossos filhos rirão do nosso ridículo amor por nós mesmos…

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Contabilizando dias, medidas e o que não é mais meu

26/01/2013 Gritos do Nada

Sento-me sobre a cama que não é mais minha
Olho, sorrindo, cada objeto que não é mais meu
Caminho descalço pela casa que não é minha
Bebo água no copo que não é mais meu

E cada pedaço eu sei quanto custou
De dinheiro, de suor e de preocupação
Sorrio dos momentos que achei que não
Que não daria certo o que a gente planejou

Caminho pelo corredor, que não é meu
Entro no quarto e vejo uma moça que é minha
Já não tenho nada, mas seu amor é meu
E o que torna tudo nosso é que ela é minha

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O vento atravessa a sala, cozinha, silêncio.

24/01/2013 Sonhos Viciados

Um apartamento sem móveis.
Ela gosta de tomar sol no chão da sala.

Hoje a noite tem festa.
Ultimamente venho aproveitando os dias seguintes.

Sem ressaca, mas com todas as dores de bêbado ressentido.
Ela fez as unhas, arrumou o cabelo.

Ressentimento de bêbado,
já cheguei nas tuas feridas, mas não sei dos teus segredos.

O vento atravessa a sala, cozinha, silêncio.
Olhando assim ela não tem medos, só uma camisa – minha. Suada, ela e a camisa.

Aqui uma escrivaninha, ali os fios da tomada – carentes de reparo.
Corrente alternada, nossos corpos dissonantes.

Outra frequência, hoje tem festa.
Ressonância, química, magnética.

Um apartamento sem móveis.
O vento atravessa a sala, cozinha, silêncio.

Hoje tem festa, ela arrumou os cabelos.
Relógio adiantado. Ressentimento de bêbado.

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Confissão de amor

14/01/2013 Sonhos Viciados

Nunca me senti tão jovem, mesmo chegando perto dos meus quarenta anos. Nunca estive tão certo, mesmo com minha estante repleta de diplomas de enganos e frustrações.

Já não me encanta tanto meu trabalho, meus desenhos estranhos e esses textos mínimos, me empenhei nesses anos na doce tarefa de catalogar seus suspiros, pequenas variações de gemidos e uma infinidade de sorrisos.

Meu arquivo aumenta a cada giro no relógio e dia medíocre, milhares de imagens, cheiros, áudios. Ainda não sei o uso disso tudo, mas assim vou indo, com café da manhã, leite, pãozinho. Um carinho trocado no meio da noite. Ainda não sei o uso disso tudo.

Esses dias ouvi uma confissão de amor, o bastante para desprezar todas as outras que ouvi até hoje. O melhor sexo dos últimos 5 anos, o melhor beijo que teve, o cara mais pervertido.

Nunca estive tão jovem, tão certo. Ela disse:

– Eu só quero errar o caminho.

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Recordar é viver

02/03/2012 Sonhos Viciados

Quando eu sair do exílio

Eu penso em qual música vai tocar quando a gente entrar na nossa casa. Qual o toque vai nos acordar todas as manhãs. E vai ter filme no domingo a tarde? Quero farra na sexta. Religião é assim. Quase sempre não pergunta o porque. Só acredita. Eu acredito. Vida plena tem festa na sexta. O […]

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22/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Nem vem dona Inspiração!

Acordei sem vontade de você Inspiração!Nem uma linhazinha farei porque você quer!Vou deixar você ai sozinha, morrendo de inanição!Hoje, eu vou ficar, olhando a tela branca, sem escrever Não adianta me enganar, como já fez…Hoje eu não escrevo nem fudendo sobre nada!Sem essa de me deixar triste com algo outra vezVocê vai ficar de lado, […]

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31/07/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Sepulcro Domingo…

Domingo é um dia pra se morrer.Com suor de sábado profano,com as imagens da sutileza de moças dançando. O Sol manhoso aquece os velhos que lavam as garagens,os olhos que lacrimejam e distorcem as cenas [que eu mesmo não quero ver] Os cadarços soltos indicam o caminho,a modarça não esconde a voz judiada pela cerveja. […]

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19/01/2012 Gritos do Nada

Sem escrever! (Ou como escrever sobre nada!)

Fiquei sem aparecer muito tempo né? Eu me dei umas férias, na verdade não me dei, as férias me tomaram. Não que eu não tenha sentido falta de sujar com minha maltrapilha letra o fundo branco do site, mas fiquei um dia, depois dois, três, e quando me dei conta estava a mais de 10 […]

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15/01/2009 Gritos do Nada

Noites de Sexta

Quantas luzes eu vi naquela noite? Com os olhos presos na sua face Eram longas as minhas sextas Assim como é curta nossa felicidade   Acabavam as noites, as bebidas e o som Começa o sábado, com o forte estrondo da manhã Não tinha vergonha dos meus olhos embriagados No meio dos olhos sonolentos do […]

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21/02/2014 Gritos do Nada

Um senhor morreu na rua do lado

Quase meio dia, o sol quase nos mata Um tiro e uma corrida, um roubo de 7 reais … um senhor morreu baleado na rua do lado Não se sabe se foi vingança, a polícia certa com fitas o local Cobrem com jornais o sangue que corre grosso pra sarjeta Porque um senhor morreu baleado […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: