03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Amar é um verbo besta!

06/04/2013 Gritos do Nada

Acordar e te sentir ao meu lado
É quase o mesmo que não acordar
Conviver com o real que foi tão sonhado
É aprender que estar junto é mais que amar

Decidir juntos qual sofá será comprado
E depois discutir pra ver onde vamos colocar
Sair, comprar e passar o mês apertado.
Ficar sábado em casa sem grana pra gastar

Trocar mensagens inúteis só pra ser lembrado
Passar o dia juntos e ainda ter assunto ao deitar
Brigar por bobeiras e mudar o combinado
E com vergonha e orgulho admitir e se desculpar

Chegar em casa e te abraçar e te beijar mesmo cansado
Sentar do seu lado e de tão feliz não saber o que dizer
Você é muito mais que um amor que foi sonhado
Pois amar é um verbo besta! O que temos é viver!

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Acabou?

05/04/2013 Colunas - Zumbido Fugaz

Será que tem algo mais produtivo do que ficar aqui comendo chocolate? Ligo a teve e eis um comercial de guarda-roupa de casal, no ponto certo, isso me lembra você. Planejávamos tão ardentemente felizes nossa vida conjugal, nos beijávamos nas lojas de móveis experimentando cada colchão deitando-nos um ao lado do outro. Você se preocupava mais com a decoração da cozinha que tinha que ter panelas vermelhas e talheres que combinassem, sua arte era geral, massas, massagens, mensagens…

Por que mesmo que acabou? Não lembro bem certo, mas partiu de ti, claro, que jamais poderia receber seu primeiro fora. Ah você não tinha mais paciência para mim, pois eram ciúmes, cinzeiros e cinza demais. Eu me contive e não te procurei até hoje, orgulho mata, não é? Mas eu não posso imaginar você rindo de mim por ser tão idiota ao ponto de ir atrás de alguém que disse simples, simploriamente, sincronicamente: ACABOU!

E meus dias são assim, vira e mexe, remexe e eu me lembro de ti, como algo gostoso e doloroso como pimenta demais na comida ou sorvete incrivelmente gelado ou uma branquinha que desce rasgando, mas alivia muitas dores da alma. Eu tenho calma, sei que um dia desses, você vai lembrar-se de mim, seja num filme, fitas roxas, filtro solar e vai me ligar, ah vai.

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A mesmice e a velhice…

01/04/2013 Gritos do Nada

As ideias se perdem entre uma tarefa e outra
Um telefone que toca, um e-mail que chega

A criatividade adoece no horário apertado
No coletivo lotado, no dia-a-dia perdido

O amor esmorece nos beijinhos estalados
No “eu te amo” automático, no virar pro lado e dormir

A juventude se consome nas contas a pagar
No trabalho que é chato, no medo do porvir

E não só de rugas e calvície se faz a velhice
Uma construção sem graça, que se faz com mesmices…

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Das raras mulheres…

28/03/2013 Gritos do Nada

Ela diz que está esquecendo… que superou
Fácil perceber que fingir não é seu forte
Descobrimos bem rápido a verdade
Dentre as lágrimas que escorrem

Ela pede pra sair, quer se encontrar ou se perder
Mas em qualquer balada procura onde se sentar
Do escuro da pista o som vem e faz doer
E nos rostos bêbados caça um rosto que não vai achar

Ela volta pra casa, pra cama, pro seu viver
Mecanicamente espera o trem, o ônibus… a dor passar
Finge concordar, mas não quer ouvir ninguém
Na solidão do seu dia acha motivos pra chorar

Sua beleza e cumplicidade são vistos melhor quando ela sorri
E sorri um sorriso que é largo, farto, sincero (às vezes infantil), mas lindo
Tem vezes que chegamos a esquecer que ela já perdeu algo que queria
Mas ela está de pé! Já que é das raras mulheres que conseguem chorar sorrindo.

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Recordar é viver

05/02/2014 Coletivo

Coletivo Dois Quatro – Meu Pecado Solar

Estou aqui para você Como o girassol para o sol Mesmo sofrendo queimando Minha face sempre estará voltada para ti! Seu calor me aquece, mas queima Como minha pele quando te toco Me derreto nos seus braços… Mas é você que escorre pelos meus dedos […]

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24/04/2010 Colunas - Sonhos Viciados

Como dizer adeus

Hoje acordei pensando num jeito incrível,num modo certeiro de te dizer adeus.Eu, que nunca soube como. pensei em faixas douradas,em cartas rebuscadas,em fotos, em extratos, em esquemas matemáticos. Mas não, a mão se recusou,o orgulho relutou,os ossos tremeram. E entendi, e foi assim,que disse olá ao bravo mundo novo. […]

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21/05/2013 Gritos do Nada

Bolsa-Boato e a Realidade que não existe

Um boato transforma bancos públicos em alvo! Enquanto a verdade do dia a dia é ignorada… Problemas de verdade até deixam o povo calmo Mas ele se levanta pela mentirinha engraçada A Escola é uma incógnita solenemente ignorada O presente e o futuro das crianças são perdidos Mas a luta é contra o Funk ouvido […]

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06/05/2009 Colunas - Gritos do Nada

Desperdício!

Me traga tudo!!Me trague inteiro!! quero sempre ser o primeiro…E nem quero saber pra que?!?Só quero o sentido da fala,Pra dizer o que não interessa saber Me traga tudo!!Me trague inteiro!! Olhos nos olhos estranhos pela ruaÉ fácil perceber: Nem todos vão em busca de paixãoA maioria vai com os olhos baixos e assustadosTentando ver […]

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13/07/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Defuntos & Pó barato

Ternos negros,pasta no cabelo.A moça quer o mármore,passeios mórbidos e os olhares dos coveiros. Eu roubo as flores, dos Antonios e Lourdes,duas esquinas e esqueço os nomes.A moça quer o céu negro e imagens de santos. Mergulho na seda dos seus braços,ela geme eu mordo.Ela precisa desse cenário e eu só acho estranho. […]

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19/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Ela e o bar perdido…

Eu nunca tive muitos motivos pra estar aquiAh não ser gostar do lugar, das luzesEu nunca tive motivos pra fugir daquiNão queria estar em nenhum outro lugar Você vinha, me tocava e saiaTalvez achasse que fosse a graça do lugarNão me ligava muito em você na épocaPedia outra Brahma e ouvia outra musica Não lembro […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: