18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Correr (texto a ser feito e refeito)

31/10/2012 Gritos do Nada

Vou atrás do novo, do desconhecido, do incerto
Eu vim por acaso e não cheguei aqui pra ter razão

Mas ainda não fui longe, estou ainda por perto!
O que me faz correr mais rápido ainda e sem direção!

Mas são seus braços que me puxam, o seu peito aberto
E feliz chego em ti, pra nunca mais correr só ou em vão

Suas mãos entrelaçam minha cintura e me sinto certo
De que correr quase não importa, ficar com você é a questão

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Fim do expediente – Outra teoria sobre liberdade

29/10/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Conflitos confinados na pasta do senhor solitário na mesa do bar.
Uma chamada para acompanhar seu copo raso de conhaque.

Mais advogados em outra mesa.
Apaixonados em suas teorias, deve ter no Vade Mecum, na lei, no artigo, em algum lugar aí dentro.

Fim de expediente, corpos aprisionados em seus ternos, saias justas e salto-alto.

Talvez eu deva crer que eles são presos para eu me sentir mais livre. Essa deve ser a lei da compensação.

Todos enclausurados eu seus condados, seu ternos de grife ou calças surradas.

Fim do expediente, uma chamada para não sentir sozinho.
Um copo raso de conhaque. Ajuste os canais, a freqüência, o volume.
Deixe descansar essa tal liberdade.

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Pecados….

24/10/2012 Gritos do Nada

Não acho que dá pra colocar como pecado o que penso sobre você…

A não ser que você conte esse desejo que tenho de ti como luxúria….
Pensando bem pode ser gula, porque gula é não sentir-se satisfeito, não importa o quanto tenha…
Avareza também, avareza não é querer só pra si e não dividir com ninguém?

Tem a Inveja dos seus lençóis, da sua tolha…
A Ira por não poder lhe ter nos meus braços agora!
Soberba ou vaidade pois só dá pra sentir isso sabendo que você é minha…

Só faltou a preguiça, que é o que sinto de pensar minha vida sem ser preso nos seus quadris!

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Recordar é viver

29/04/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Amor de muito longe

Hoje senti saudades dos meus versos proféticos,Deve ser as férias longas ou a idade destruidora [que afastam as minhas certezas] Hoje senti saudades das minhas verdades,As cegas e as possíveis. Senti saudades das mesas e quando a gente ria sem se preocupar. As garrafas se acumulam na sala.As roupas suadas exalam o cheiro nativo do […]

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15/01/2009 Gritos do Nada

Noites de Sexta

Quantas luzes eu vi naquela noite? Com os olhos presos na sua face Eram longas as minhas sextas Assim como é curta nossa felicidade   Acabavam as noites, as bebidas e o som Começa o sábado, com o forte estrondo da manhã Não tinha vergonha dos meus olhos embriagados No meio dos olhos sonolentos do […]

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06/08/2012 Sonhos Viciados

Fê Fetiche

As estudantes de moda voltam a freqüentar os bares capengas que amargaram um mês de solidão. Elas voltam pra humilde companhia de breacos e seres sem luz que sempre pedem mais uma dose no final. As estudantes de moda trazem junto garotões sedentos por uma chance, uma noite e junto deles camisetas Abercrombie recheadas de […]

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06/06/2013 Gritos do Nada

A crueldade do espelho ou meninos fazendo a barba.

Tomei um soco! Metafórico, pois o meu espelho não é capaz disso… Aliás, ele é capaz apenas de me mostrar meu próprio rosto e nisso ele é bem cruel! Voltando ao soco, metafórico, ele me foi dado quando vi, pela primeira vez, o meu primeiro fio branco de barba da minha vida! Foi terrível! Alisava […]

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01/09/2016 Gritos do Nada

E fica tudo igual

Ninguém se mexe Ninguém resiste E fica tudo igual Ninguém se mete E só assiste E a merda vira normal […]

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02/12/2013 Sonhos Viciados
Gastando a hora, azeite e tempero. Depois tem a gorjeta, dentes amarelos e desespero.

Nosso jantar romântico é um desperdício

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: