18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Lúcida loucura

15/05/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Ela cantaria: ” Adoro essa sua cara de sono
e o timbre da sua voz que fica me dizendo coisas tão malucas…”
Mas eu disse, ela cantaria, se fosse cantar.
Só que hoje sua tristeza não consegue ultrapassar
a linha do cinismo do: ”Oi, tudo bem?” ”Tudo bem.”
Hoje ela não poderia admitir que naquele corredor
ela se fazia presente, não era coincidência
te esperar pra receber um sorriso.
Ela só achou que a vida quis ensinar-lhe
a permanecer mais no platonismo.
Ela sabia que no final poderia não valer tanto assim…
Mas e se valesse?
E se os desencontros forjados fossem desnecessários?
E se dessa vez agir na história
mudasse seus sorrisos?
Ela não sabia e também não ia adiante,
quando viu aquele ”NAMORANDO” deixou-se levar,
imaginou mil filmes em sua frente
todos protagonizados por ela, mas não eram.
Aquelas fotos eram de todos, menos dela.
Foi mais feliz só imaginando?
Eu não sei… Só sei que ela fechou os olhos
deixou a última gota de esperança percorrer
seu rosto pálido e secar-se sozinha, perdeu-se…

E deixa-se emocionar-se por ficção científica
mas amor? Amor? Que nada…
Ela é tão racional que você não veria
uma nota de ternura nela…

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Abstinência

Estou irritada, impaciente!
Meu corpo preso
Meus lábios estão dormentes…

Aqui neste quarto escuro, tenho vontade de gritar.
E essa louca vontade…
Ahhhhh… Essa vontade louca que me persegue.

Não! Não posso!
Acostuma-se…
Fecho os olhos… Lembro-me da última vez…

Que sensação dos Deuses…
Tanto prazer…
E agora cá estou lutando contra os meus desejos!

Carol De La Nieta

A Carol é um sorriso! É mais eu sei, mas isso que pensei! Um sorriso! Lindo, largo, sincero… cheio de sentimentos, que vão para além da alegria apenas. ESPERANÇA! Essa é a palavra pra ela, até porque esperança nem sempre é só feliz…
E ela ainda adora Clarice Lispector: “..estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda”.
A Carol é muito mais que isso, mas por hoje: Tá ótimo pensar nela como uma esperança desorganizada e feliz!

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… o mundo era pequeno

12/05/2012 Gritos do Nada

Ela repetia que o mundo era pequeno
E pequeno era como eu me sentia
Quando me via nos olhos dela
E ela olhava pra longe, nem me via

Pequeno… dizia assim sobre o mundo
Tão pequeno, mas me perdia
Me jogava nos becos que não tinham fim
Mundo pequeno, corações enormes

Mas tinha as noites em que ela não vinha
E o mundo era enorme, e as noites infinitas
Olhava para a lua, lua para qual ela sorria
E lembrava seus olhos… uma lágrima escorria

Se eras tão pequeno, como dizia ela
Como tão facilmente fugiu de mim
Eu que a procurei em cada canto
Hoje, em desencanto, só a encontro em mim…

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Dia do caçador

11/05/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Ando sem precisão pela noite silenciosa e não tenho medo de nada, estou tão auto-confiante que pularia de um penhasco de forma mais graciosa impossível. Passei por tantos reinos e os princípes para os quais ofereci minhas ideias quanto as taticas de guerra, ofereceram seus corações aos quais literalmente dilacerei com toda minha indiferença.  É lua vermelha e parece que o perigo ronda o meu ser, porém tenho toda a habilidade de lidar com qualquer ser, seja como for eu tenho o poder.

E eis que ele me agarra, tenho que lutar e será a morte de um de nós dois, mas olho atentamente suas marcas e realmente nunca vi algo parecido, ele tem espadas no coração e mesmo assim é corajoso para enfrentar-me. De onde ele veio? Oh céus, logo o domino, mas não sei ousar com tanta delicadeza, arrancando bravamente as espadas de seu coração, percebo que ele tem menos chances de continuar do que se as espadas permanecessem. Agora é seu fim. Mas e essa ternura com a qual me olha?

Eu não consigo ser carinhosa, mesmo parecendo que ele quer a minha alma, vou além, jogo ele no chão e percebo o quanto seus olhos estão devorando os meus sentidos, nem utilizei nenhum feitiço ainda e ele parece estar em transe, aqui de cima, posso lhe oferecer um pouco de sensibilidade, mas ele parece me desafiar, mesmo sangrando, eu passo minhas mãos pelo seu suave rosto e lanço tapas e tapas e nesse frenesi a gente suspira junto e ele não se cansa e tenta, parece querer uma bonequinha para si, mas o que ele tem que me deixa não acabar logo com ele?

Ele tem uma alma que chamou a minha que fez meu coração queimar junto com o meu corpo e não pensar em nada além de estar ali e continuar naquela loucura desmedida e agora em meus braços ele soluça amores perdidos e sem sentido eu o encorajo para que ele compreenda que apesar do sofrimento físico que é algo necessário, é como eu sei demonstrar esse novo sentimento que sem querer rotulei de amor. E com a minha força vou proteger esse ser, mas ele irá servir apenas a mim agora, mesmo eu sabendo que a qualquer instante ele estará pronto para detonar me detonar, sei que sente algo poderoso em si e prevalecerá ao meu lado… Ele achou que eu era a caça mais fácil da noite e ele se tornou a caça.

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Perfume de mulher

10/05/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Sem entrar em questões religiosas ou quem dirá metafísicas, se Deus existe ele mandou algumas provas. Listando de maneira breve as mais contundentes são perfume e coxas de mulher.

Tem gente que diz que essa coisa de mercado e consumo é coisa do diabo, eu mesmo já nem me importo, adoro todos aqueles cheiros dos frasquinhos. Repetidos mesmo, aos montes pra massa. Andando por ai, desfilando na Oscar Freire, direto da gringa ou numa cópia etílica da praça da Sé. O que o importa é o recheio, algum sábio canalha já deve ter nos alertado, mas o cheiro é a lembrança da sem vergonhice. E elas jogam o cabelo ao vento com seus fios empregnados de condicionadores e as fragrâncias te apunhalam forte, dentadas de vampiro e desde então você nunca volta a ser o mesmo.

E cada trem cheio um traço da vampira te aprisiona ou te eleva o espírito, uma direita bem dada no baço sem chance de defesa.

Perfumes te transportam, viagem no tempo in-natura, coisa de Deus só pode.

Os mais frouxos relatam outros odores. Os mais brutos dos caras gostam da essência pura das moças, com direito a suor e bochechas rosadas, temperadas pelo clima tropical só nosso. Sem recursos franceses ou nomes que homem de verdade não conhece.

Bom mesmo é a variedade, ser surpreendido e aguardar o reencontro, mesmo que seja outro corpo ou de alguma senhorinha que vai com o carrinho de compras em sua direção. Outro dia eu conto das coxas. Agora eu nem mais estou aqui. Viagem no tempo.

Democrácia se faz assim, sem direito a voto mas com todas as regalias e sem verdades absolutas. Mas Deus existe e sempre aparece acompanhado de um perfume de mulher. Amém.

* Na imagem do post uma pintura de John William Godward, feita em 1914. The new perfume.

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Recordar é viver

07/03/2012 Gritos do Nada

Nossa própria eternidade

Eu ia escrever um poema, mesmo! Ia ter que ter rima, métrica Eu tentei escrever um poema E fazer caber nele o que sinto… Dividi as frases, procurei palavras Rimei, refiz, li e reli… Terminei e ele era bom Mas pra você ele não servia Comecei de novo! Resolvi que a primeira frase devia ser: […]

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09/04/2014 Zumbido Fugaz

Quando escurece

[…]

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11/09/2009 Colunas - Gritos do Nada

Outra Noite em Claro…

Passei sim mais outra maldita noite em claroProcurando a cada esquina um pouco de razãoSeparando as pernas pra mijar… bêbado, sempre… E surpresa!! Não encontrei novamente nada…A não ser eu mesmo… e meus pedaços pelo chãoJá não lembro o que bebi, e nem com quem bebi…E só sei que bebi porque sinto o gosto a […]

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01/09/2011 Backstage

A difícil “arte” de fazer resenha!

Então tivemos a pachorra (adora essa palavra!) de fazer resenhas para livros. Na verdade a ideia nem foi minha, mas eu achei do caralho e abracei. E a ideia evoluiu para o que estou tentando fazer agora: resenhas para escritores independentes que não tem resenhas de seus livros publicadas em outro lugar! A coisa é […]

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16/09/2011 Backstage

Mais uma resenha ou como conseguir mais grana

Que tempo estranho! E não é pelo frio descabido não! Então por que? Ora porque estou numa fase criativa! E não pense que isso tem a ver com qualidade, qualidade aqui neste espaço é com o Thiago, comigo o negócio é quantidade! E estou bem, nos últimos dias escrevi mais de um texto por dia, […]

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25/02/2014 Zumbido Fugaz

Poderei esquecer?

Vou percorrer mil mundos jogar minha memória num aterro tatuar a minha pele com cera ser inspirada pelo exótico. […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: