03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Circo das Línguas Secas II

28/03/2012 Gritos do Nada

Sou tradutor ingênuo no circo de línguas secas.
Que se arranham ao se beijarem

Sou tradutor ingênuo no circo de línguas secas.
E sinto a aspereza da sua língua no meu pescoço

Sou tradutor ingênuo no circo de línguas secas.
Que falam até salivar o canto da boca…

Sou tradutor ingênuo no circo de línguas secas.
E não compreendo nada do que disserem…

Sou tradutor ingênuo no circo de línguas secas.
E prefiro não saber os códigos que vocês usam!

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27/03/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Sim você vai descobrir como escalar noites ásperas
Sua mente pode demorar a entender as escalas
Mas o destino sempre te leva para o rumo que se quer
Não é algo fixo a chance  é sua de mudar o rumo.

Não espere por mim esta noite vou estudar até tarde
Eu preciso me focar em algo para entreter minha mente
E você por que não lê um bom livro para passar o tempo?
Eu sei que não tenho estado muito aqui para você.

Sim tudo que eu faço é por você e para mim não há mal
Acha incomodo te gritar a noite? Eu não me importo
Eu sigo por mais que isso seja loucura ou dê o nome que for
Mas essas frescuras são para você…

Não faça perguntas dificeis relacionadas a gente
Entenda com o melhor que há em seu coração
Sinta o tempo passar ao meu lado docilmente
E se não querer mais, um dia a gente se vê…

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Do latim, Natalis.

26/03/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Volto pra cidade da minha infância
Retorno num domingo que esvazia as ruas.

Encaro as esquinas que ao poucos perdi a inocência
Dobro ruas e cantos, um origami sem forma e cor.

As portas fechadas e as janelas deixam escapar o som da TV.

Futebol é bom pra isso, deixa as ruas vazias. E acho que essa cidade é mais bonita assim, quase fantasma.
Como as histórias e nomes que esbarrei aqui.

Algo mudou, quase tudo continua igual. Algum prédio cresceu. Penso que o tempo é o único cara que trabalha.

Não deu saudade. Nem medo das rugas. Outra vez girei o tambor e brinquei de roleta russa.

Talvez não tenha perdido toda a minha inocência.

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Sonhando com as noites

24/03/2012 Gritos do Nada

Ainda olho com saudade e com amor para a noite
E pelos caminhos, pela janela do trem, rogo por seu afago
Clamarei por seu toque, por seu amor pra ser mais claro
E sentirei bater essa saudade de cada noite como um açoite

Me lembro de cada torto passo embriagado pelas calçadas
E das risadas que se perderam pelas esquinas escuras
Não esquecerei das mulheres sorridentes que já foram puras
E que sorriem a cada beijo, como se fossem de fato amadas

Lembrarei dos palavrões, dos gritos e das brigas!
Das camisas rasgadas, dos rotos sujos que foram ao chão
Como esquecer dos narizes quebrados e do sangue na mão
Das corridas desesperadas, da fuga da polícia

Minhas noites não tinham nome, nem rostos, mas tiveram fim
Tinham os risos anônimos, os copos magicamente cheios
Também tive os abraços abertados, os decotes, os seios
Minhas noites não acabaram, só não são mais pra mim.

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Recordar é viver

25/09/2012 Zumbido Fugaz
As mentiras são sensatas, São véus pra esconder onde realmente se quer estar.

Árvores mortas

19/07/2013 Gritos do Nada

Ya no queda nada

Não conheço mais ninguém que queira ouvir minha história A tristeza, já distante na memória, confunde real e surreal Então abro a garrafa e misturo o álcool a tudo Aos sucos, as dores, as histórias e a gelo, muito gelo Pra ficar frio como era ela… como era… E ainda é, e ainda lembro e […]

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02/07/2014 Gritos do Nada
Tomei dessa vida seca, desse vinho seco. Bebi desse sangue sujo... me embriaguei

Quero recomeçar (letras para um amigo)

13/07/2011 Sem categoria

Obrigada

O que sou eu comparado ao seu poder?Do que serve minha inteligência sem sua sabedoria?Até meu corpo foi criado para seu louvor. Obrigada por me amar,Por morrer em meu lugar,Obrigada por me aceitar,Obrigada por me criar e sua filha me tornar… É na tua presença que eu sempre quero estar,Minha alma deseja tua face encontrar.Toma […]

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30/12/2011 Gritos do Nada

Ainda me fazia sorrir…

Achei que era névoa o vapor que subia da gente Cada lado da cama molhado de suor e nossa ofegância era o único som a cortar o silêncio daquele quarto … deixei-me enlouquecer pelos carinhos que destoaram as cores do escuro total para uma combinação de vermelhos junto com a sua delicadeza animal, tão envolvente […]

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24/06/2015 Zumbido Fugaz

Procure e ache

[…]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: