03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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7 dias que inspiram

23/03/2012 Sem categoria

Trabalho combinado com nada para fazer
faz com que a sua mente trabalhe…
Que ela trabalhe pesquisando detalhes
aqueles jamais avistados em um dia de correria.
Olhando para o telefone que identifica os dias
sempre completo o início do dia…

DOM Juan bancar
SEGurar o sono
TER horários fixos
QUAse dormir na mesa
QUIlos ganhar no almoço
SEXo de todo modo
SABorear chá da tarde…

Me maltrato, me encosto, espriguiço
mas o melhor sempre é escrever
é jogar em um bloco de notas suas ideias
desde as ideias mais fúteis
até um artigo sobre Star wars…

Mas escrever com a caneta em suas mãos…
Ah é bem mais compensador!!!

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As crianças descansam a zero hora.

22/03/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Muros, muralhas.
O cimento que nos acolhe, divide, soma,
as vezes resto, as vezes migalhas.

A zero hora as crianças descansam
e o que sobra congela no sofá.
De olho nas janelas, na segurança do portão.

Meia luz, ruas desertas, postes e cachimbos.
Vago por ai, numa madrugada qualquer de um dia da semana.
Na zero hora que as crianças descansam.

Luzes intermitentes anestesiam lares,
cimentos delimitam territórios.
É uma madrugada de um dia comum (e eu ainda permaneço estrangeiro.)

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Negros Umbrais

21/03/2012 Gritos do Nada

Já não cabem definições pequenas
De pequenos paspalhos como eu
Já não são verdades as palavras
Nem sei direito mais o que é meu

São estranhas as linhas que vejo
Com palavras sem ritmo na oração
São ensaios de palavras sem medo
Que se levantam deste podre coração

Eu não vejo o futuro em minha mão
E nem sinto o vento a me empurrar
A fonte da juventude eu já não vejo
Com as esperanças de botox a bofejar

Quero agora um pouco de escuridão
Quem sabe pra dormir, pra descansar
Mas por favor não conte a nenhum cidadão
Que a escuridão eu uso pra chorar

E nos umbrais da sanidade eu não quero entrar
É escura a decadência de quem sonha sem se lembrar
Deixe-me com meus devaneios de claridade insofismável
Para que o branco da loucura me envolva com doçura

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Estação da luz?

20/03/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Belo e melancólico…
Um ambiente com uma belissíma arquitetura
Prédios de uma arte que chega a comover
Mas olhando ao seu redor
temos estilos diferentes, pessoas com suas câmeras
lançando flashes e sorrindo para a paisagem
admirando cada detalhe de cada estátua
Só que não conseguem olhar o semelhante!
Estamos interessados na arte do passado
preocupados com os movimentos artísticos
não com o futuro da gente, pra quê?
Os mendigos que ali são vistos
deitados na calçada com odores da pinga ao descaso
são vistos como bichos, que não fazem parte
da nossa raça ou mesmo nem são notados…
Mas é mesmo a nossa rotina que propoe isso
Nossos olhos já se habituram a essa situação
Caminhar, captar essas imagens e filtrar
para o politicamente bonito porque é mais sensato
é a ordem natural, meio capitalista
que poupa dinheiro para grandes investimentos
Mas o que realmente seria um grande investimento?

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Cortinas vermelhas e a volta pra casa

19/03/2012 Sonhos Viciados

Os sábados de manhã.
A volta pra casa em silêncio.
Só os bons amantes entendem a mudez cúmplice dos nossos lábios.

Os raios de luz ferem nossa pele,
e ainda em silêncio fugimos do dia,
Corremos atrás de um canto,
pra descansar nossos corpos judiados.

Cortinas vermelhas dividem os amores.
Fumaça de gelo seco,
Teu batom rubro no meu peito.

Imagens de uma sexta a noite.
Cortinas vermelhas e fantasias,
Entorpecem amores banhados de vodca e pouca vergonha.

Volta pra casa e raios de sol.
Lembranças de uma sexta noite.
Aquela sexta que te escolhi.

Os raios cortam, as cortinas dividem
Já é hora de voltar pra casa

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Recordar é viver

09/06/2011 Colunas - Gritos do Nada

Sedentos por mais viver

Tempo e vento: cruel mistura!Que desfaz amores e montanhas Destrói nossos corpos e saboresE deixa em nós a saudade e a falta Somos restos das estrelasEsperando nosso tempo acabar Somos amores perdidosEsperanças despedaçadas Que ainda vivos e sorridentesFicamos pelo mundo, fingindo não sofrer Mas a dor é o que nos faz mais vivosVivos e sedentos […]

06/12/2011 Coletivo

Coletivo Um Três – Entre nervos e sangue

O que se esconde entre nervos e ossos Perdido entre sangue e asco Dedos que tocam os nossos corpos? Ou que desfazem os parcos laços? A áspera tez dos meus dedos A suada palma que puxou teus cabelos. Se tornou o elo dos teus experimentos Cuspi meu sangue em seu rosto E lambi também suas […]

10/07/2012 Zumbido Fugaz

São dois

Tenta mentir para si mesmo e imaginar que é você e todos… Não, não é… Naquele bar cheio de risos eram eu e minha doce solidão conversava comigo mesma e me perguntava, por quê? Cadê você? Aonde ficaram ”nós”? A resposta era simples que… Bem, eu corri pela chuva deixando todo rímel e delineador manchar […]

02/10/2012 Coletivo

La guerre et la Paix

Cheios de ódio e malácia os malabares no farol Os carros zunem pelas ruas escuras… Ao longe, num rádio, um grito rouco de gol.

16/04/2013 Gritos do Nada

Irina

Ela colocou pausa e correu pro banheiro. Desde que a Irina viu a tal loirinha que é assim, a loirinha vai ao banheiro, Irina corre atrás… Correr na real é meio forte, apesar da insistência em dizer que está fazendo regime, sua silhueta redonda e seus bolsos da blusa de moletom cheios de Twix não […]

05/05/2013 Gritos do Nada

Após o amanhecer

Eu sinto seu beijo no meio da tarde É impossível, eu sei, mas eu sinto E é tão real que o desejo em mim arde Te quero mais que a vida… não minto! Joguei fora minha razão entre seus beijos E razão nenhuma jamais quero ter Fiz coisas que não acredito pelo desejo De lhe […]

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: