26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

Leia mais…

Continue lendo
18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

Leia mais…

Continue lendo
03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

Leia mais…

Continue lendo

Podemos ir além… RIP Steve Jobs

06/10/2011 Backstage

O cara morreu, e isso é chato mesmo, o Gates ta aí vivão e ganhando mais dinheiro do que meu salário jamais me deixará entender.

Nunca entendi muito bem a relação que fazem entre os dois, claro que é mais impressão minha que realidade, mas Gates me parece mais um gênio das estratégias de marketing e venda e Jobs (embora seja foda nisso), um gênio do design… [quote_right]”Why so serious?”[/quote_right]

Um exemplo? Eu não tenho produtos da Apple, e em contrapartida, o Windows é o que define pra mim o que é sistema operacional…

Mas não é disso que quero falar, na verdade estou tergiversando pra falar de história (!!!)

Por que?!?!? Simples, todo mundo está falando do caráter revolucionário de Jobs, das mudanças que ele com seu gênio provocou. Houve, na visão de muitos, uma revolução na forma que as pessoas fazem muitas coisas…

Pra mim o mérito de Jobs foi fazer as perguntas certas, ele olhou aquele trambolhão feio e nada atrativo que era o computador (que até o nome já nos soa cafona) e perguntou: “Why so serius?”
Ele perguntou: Por que não pode ser menor? Por que não pode ser mais acessível? Por que não pode ser mais barato?
E a melhor de todas e que o consagrou: Por que precisa ser tão feio?!?

[quote_left]Por que votar e ficar esperando que o cara faço o que você espera dele, se você poderá cutucá-lo no Face? Por que não, oras, eu mesmo participar das votações por algum aplicativo no site da Camara?
Por que… por que…[/quote_left]E vieram os Mac e blablabla… ai ele fuçou na relação que a gente tem com música com os Ipods, foi lá e enfiou um monte de função no celular com os Iphones, e não satisfeito novamente perguntou por que os computadores tinha que ser como são? E lá veio o Ipad…

Lembrem-se: ele não era formado! E talvez a sua relação com os designers e engenheiros fosse de lhes propor o problema e sentar esperando que os caras resolvessem (não sei de fato como era e não vou dar um google pra saber)… e mesmo assim, se foi isso, foi magnífico!

E a história? Bom, todas as grandes mudanças na sociedade foram precedidas de revoluções tecnológicas, pra não ir muito longe a revolução industrial nos legou a geografia que temos hoje, de cidades enormes e os campos rurais vazios…[quote_right]Pra mim o mérito de Jobs foi fazer as perguntas certas, ele olhou aquele trambolhão feio e nada atrativo que era o computador (que até o nome já nos soa cafona) e perguntou: “Why so serious?” [/quote_right]

Mas vou falar de dois caras: Isaac Newton e Descartes!
Eles, como Jobs, não inventaram a roda, mas fizeram as perguntas certas. Podemos dizer que o método cientifico foi criado por eles e suas indagações.

Descartes entrou numas que não existia verdade até essa ser testada, isto significava duvidar de tudo, e ele duvidou de sua existência até se tocar que: “Penso, logo existo”!

Isaac Newton (aquele que “inventou” a gravidade com uma maça na cabeça, olha a Apple ai) também queria provar que as coisas tinham que ser comprovadas mediante experimento, as coisas não são por que são, mas sim porque foi provado que são. É muito mais complexo que isso, tem mais nomes, mas hoje tá bom…

Depois essas ideias de duvidar e de que as coisas não são porque são e pronto, foram levadas pra vida, pelos iluministas, como Montesquieu, Diderot, Kant, Adam Smith e outros… e eles escreveram contra algumas coisas que eram “eternas” na época, como o Absolutismo, o Mercantilismo, a sociedade engessada, a influência da religião.
Suas ideias junto com a insatisfação das pessoas gerou a revolução francesa, a revolução americana, e muitas outras e se a nossa sociedade é o que é hoje é porque ela começou a ser “inventada” por esses caras que passaram a acreditar que as coisas não deveriam ser como são já que o Descartes poderia duvidar até de sua existência e Newton estava explicando até porque as maças caem no chão…

Qual a relação com Jobs?
Podemos estar diante de uma nova revolução do pensamento, baseados, não só no trabalho de Jobs, mas de outros, se o computador não precisa ser como é, se não precisamos ouvir música como ouvíamos, se o celular pode fazer milhares de coisas que antes não fazia, por que a gente não pode mudar o modo que vivemos?

Por que votar e ficar esperando que o cara faço o que você espera dele, se você poderá cutucá-lo no Face? Por que não, oras, eu mesmo participar das votações por algum aplicativo no site da Camara?
Por que… por que…

Podemos estar a beira de algo que não fazemos ideia, e, assim como não dá pra dizer que Descartes e Newton foram responsáveis pelas mudanças que vieram depois deles, não podemos dizer que eles não foram…

Se o mundo mudar ainda mais daqui pra frente, não podemos dizer que gênios como Jobs, Mark Zuckerberg, Gates e outros foram os responsáveis, mas também não poderemos dizer que não foram…

Mas e você, que “por que” você inventou hoje?

Ir ao post original

Coletivo Um Um – Cólera das noites

Eu e os lobos nesse quarto, até essas tantas da noite. Um fio de luz queima nossos olhos, ninguém se importa. Nossa pele pútrida cai aos poucos, nossa boca soletra os mesmos erros e nossos corpos vão pra longe, cada vez mais distantes.

Cada ser entoa suas lamúrias, seus grunhidos, se esfrega em outros corpos achando que é salvação. Já nem corro, nem grito, sinto as rugas, a sujeira das putas e seu olhar aflito.

Dói e assusta saber que estou ficando bom em conviver com isso.

Com essas dores e as incertezas do amanhã, que vagam pela minha frente na fumaça do cigarro, que perdem importância nesse viver, tão em vão.

Quero uma certeza que não seja sofrimento, uma certeza que possa me fazer sorrir, mas o que tenho é a certeza de um amanhã mais quente, onde um novo dia é só um tempo estéril onde espero a noite cair…

Sei que essas criaturas rasteiras são breves, como as voltas do relógio que permitem na escuridão esconder nossos ossos (ou nossas atitudes vergonhosas).Que o invólucro de mim mesmo é nojento, essa capa de pus e ódio, só não sei onde moram as esperanças de um amor alegre, de um amor vivo.[quote_right] Já nem corro, nem grito, sinto as rugas, a sujeira das putas e seu olhar aflito.[/quote_right]

Passo as manhãs junto com as sentinelas e as noites com esses meio seres que meio sentem, meio falam e quase nunca vivem.

Já tentei sair, ir pra longe, mas as vozes nunca se calam, nos dão esse líquido amarelado pra beber e ainda suspeito que é isso que deixa essas batidas no peito a todo instante. Se eu calo o coração salta a boca e fico asfixiado, se grito sou só mais um desesperado aflito.

Tomo dois goles, fecho os olhos. Quem sabe eu sonhe com a cidade dos corações puros, das colunas vistosas, das moças sorridentes, onde mora esse meu amor maluco.

Que deve morar no andar dançante das pudicas que se afastam, enquanto sou apenas o bêbado idiota da mesa ao lado. Deve correr macio, de mim ou pra mim, num lugar tão distante que jamais alcançarei.

Será que me procura? Deve procurar, embora, assim como eu, não saiba o rosto do que procura.

Vai me encontrar? Gostaria de ter respostas…

Mas tenho só o copo, agora 2 goles mais vazio, um amigo magrelo e essa vontade de rir de tudo, como se fosse fácil ser feliz…

Ir ao post original

Coletivo Um Dois – Versos para serem sussurados no descanso dos inimigos

01/10/2011 Coletivo

Estilhaços de sua carne,
ficam de brinde no meu tapete.
Saqueadores invadem o hall da minha segurança
e pederastas avançam como hienas na carniça.

Radicais esperam a terra prometida,
virgens seduzem velhos com o cheiro.
Não dito as regras – só conto moedas.
Vígio a nulidade das últimas madrugadas.

Aproveitadores sorriem para o sangue
O meu e o seu misturados no chão
Entre as botas e as patas sujas
Dos soldados e dos seus cães

Miro a rua deserta e o silêncio
O escuro da noite parece um bom lugar
Desisto de me salvar e vivo o momento
Sorrio pras facas que insistem em cortar

As mulheres se cansam, solitárias, esperando heróis
Enquanto homens saem felizes e mais pobres do puteiro
Revolucionários apanham da policia em protestos
Enquanto seus líderes enchem os narizes de pó estrangeiro

Os punhos fechados e cortados
E seu rosto exala medo minha flor
A vida segue impura pelo sangue
E dou risada, fingindo não ter dor

Suas pernas me prendem o respirar
E sua flor digna se molha entre as pernas
No arfante molestar de seus gemidos
Desejo ser a só dor que tanto esperas

Destruição de sonhos à primeira porta
Na segunda já será um resto sem vida
Espere sentando por alguém que se importa
Com as falhas que nos levam às saídas

Sou um pouco de sal sem gosto
Um rosto de desgosto falso
Destruído pelo morno fosco
De ser, mas não ser mais  raro!

Vigilante com más companhias.
Aguardo no seu descanso,
me alimento da ideia
de romper as suas vistas

Ir ao post original

Intelectuais até podem ser sexys, mas eles cansam

30/09/2011 Backstage

Nada mais chato quando você tá na TV as tantas da noite e cai num café filosófico. Mas pense numa noite de sábado que todos seus amigos estão enchendo a cara e fodendo – no sentido bom da palavra. Pensou? Não termine ai, continue. O café filosófico nada tem de café e mais parece um chá da tarde com sua vó. Tá certo, nunca tomei chá das três com minha vó, mas deve dar sono.

Intelectuais beijam essa cena, daí pensei no perigo que era manter um site de poesias, contos e falar de livros sem ser(ou se achar) um semi-deus sabido das coisas. Pior ainda, ficar longe daquele sábado que podemos beber e foder a noite toda. Acho que a última é mais preocupante. D2 saiu na busca da batida perfeita e acho que a fórmula aqui é meio isso, buscar falar de coisas que de certo modo gostamos mas sem a pretensão de parecer(ou ser) um Dorian Gray da literatura.

Estamos na busca dessa equação perfeita, se é que ela existe. Dizer de coisas que pouco se vê por ai, ou é difícil achar. Mas queremos que a acadêmia fique longe. Ao menos que ela reserve os sábados para as festas. Métrica, teorias e afins nos cansam.

Continuamos investigando essa coisa de equação, mas café mesmo só pra deixar ligado. E filosofia só é permitido aquela dita bem alto no bar.

Continuamos, na busca.

A moça rebate. Desejo!
Ah! Semanas atras recebi uma mensagem do Eudes Freire, foi uma coisa meio confissão, uma história atravessada no meio de uma tarde. Um SMS Hilário e real. Segurem ai, dei uma mexida na história, mas só colocando umas virgulas e acentos não cabíveis pra um txt de celular.

O velho no cinema aguarda a próxima sessão. Ela, com seus vinte e poucos enfeitiça só pelo cheiro. Erva-doce, erva-safada. Não sei nada de marketing olfativo, mas ela sabe e quando me dou conta ela esta conversando sobre cinema francês com o velho. Eu não sei, mas ela sabe.

O velho no intervalo de revezar o olhar entre seus decotes e sua pernas indaga:

– qual seu nome?
Ela, solta os cabelos e deixa o cheiro doce entornar o velho e lança com muita sedução sua resposta:
– Desirrè.
Ele se recompõe em segundos e devolve:
– e você sabe o que significa?
A moça rebate:
– Desejo!

A história era curta mas foi um feliz SMS.

Ir ao post original

Recordar é viver

15/06/2011 Colunas - Gritos do Nada

Vontade…

A vontade toma os caminhos que quiserEla, tu sabes, é indomável e irrequietaA vontade me leva e vou sem saberPra onde estou indo e o que me espera Meu corpo é tomado e cada gesto é em seu favorCada batimento, passo e respiraçãoMinha mente é invadida pelo seu imparável fulgorE quando nú não consigo mais […]

Leia mais…

29/05/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Razão

Quem se prende numa razão, se priva da emoção. Razões são só pretextos pra se deixar de lado o que realmente se quer, emoção são momentos impagáveis, que se pode ter se você se livrar das razões, as razões que te prendem, que aprisionam seu coração, que te fazem temer um futuro incerto, que te […]

Leia mais…

19/11/2012 Sonhos Viciados

Uma foto em P/B (pra dar um drama) / Eu tô voltando pra casa

Uma foto nossa de dez anos atrás. Em P/B pra dar um drama, aumentar as marcas das quase nulas rugas do nosso rosto. No tempo que os sonhos todos eram quentes, possíveis e não dormiam em paz na gaveta. Dou risada, mais dez anos e conversaremos de botox, diabetes ou eu tenha mais habilidade para […]

Leia mais…

28/05/2013 Gritos do Nada

Não quer sofrer?Sacie-se com uma vida pequena!

O primeiro pode ser o último beijo Nunca sabemos a validade da paixão Pois beije como se fosse o fim, é o jeito! Não se importe em machucar o coração Ah o coração! Esse músculo feito de plástico Que bate e apanha na velocidade da vida Nele cabe tudo, é muito mais que de elástico. […]

Leia mais…

02/12/2011 Sonhos Viciados

Destino Embu das Artes

Seu óculos louis Vitton da 25 de março. Sua pele tratada com muito monange. Bunda de puta é a textura das paredes do céu. Perfume tranca rua, asfixia as ideias te tira do lugar. Ela compra uma maço de free e luta pra não revelar seu verdadeiro nome. Ela da sinal e some num intermunicipal […]

Leia mais…

19/08/2011 Sonhos Viciados

Me diga as horas, eu vou embora

É comprido e vai todo mundo se foder. Na real é só um bar que toca Camisa de Vênus. Sei lá quais desvios a vida da, mas sempre dou de cara num copo de cerveja. Quase um retiro espiritual, quem sabe vejo a sorte no fundo de um copo americano. Quem sabe? Isso é repetição, […]

Leia mais…

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: