03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Marcas e Chuva

18/10/2011 Gritos do Nada

Tenho contado os minutos, intermináveis de antes de te beijar
Mesmos minutos vadios que passam voando quando estamos grudados
Perdi a conta dos sorrisos que dou quando do nada começo a lembrar
Dos deliciosos minutos rápidos que abraçado a você passei encantado

Nos seus beijos o gosto da chuva, estou adorando e não disfarço
A chuva que mistura no beijo o sabor salgado do seu rosto
Minha mão molha suas costas nuas no meio do abraço
E a chuva gelada deveria nos esfriar, mas acontece o oposto

Chega a hora de ir, e assisto ainda bobo o seu caminhar
Deixou algo a mais em mim, algo que não vai embora com a chuva
Alguma coisa que fica, pra além das marcas no rosto e do olhar
Que faz da vontade de te ver algo impossível de controlar

Tem duas coisas que sempre ficam quando você vai embora
Uma é a sabida saudade, que só passa quando chega o outro dia
Outra é o sorriso que dou no fim de cada beijo… que nunca se desfaz!

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Modernidade dá nessa

14/10/2011 Backstage

Sexta-feira e um nada de cerveja. A juventude se encontra nos bares e cantos que cabem risos e eu tô nessas de ficar em casa mexendo no celular, no mais puro ato de virgindade e bom mocismo. No fim é só um desses mantras que todo se dá ao luxo certas vezes.

No geral dei de cara com o editor pra usar no iPod. Coisa chique. Tô testando aqui. Quem sabe aumente os números de postagens com anova ferramenta. Ou caia mais ainda a qualidade!

Estou com duas postagens prontas, uma é sobre livros e a outra é uma resenha. Uns rascunhos na gaveta, mas por enquanto só na gaveta mesmo pois, como o Roberto já disse, eu tô de férias.

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Pinceladas de memória pro meu quadro dadaísta

13/10/2011 Sonhos Viciados

Frio.
Doido.
Do abandono.

Riso.
Corpo.
Seus cabelos loiros.

Aquele dia.
Memória.
Engano.

Horror com decote.
É menos assustador.

Um frio. Um corno. Seus risos de abandono.

As horas passam
Voam os fios dourados. 
Crianças relincham.

A imagem entre um vão e outro.
O intervalo entre os trens.
Hoje levo pra casa um quadro novo.

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Solto/Comprimido

O Beijo - Gustav Klimt

O Beijo - Gustav KlimtEu não tenho feito o que quero
E não estou amarrado nem perdido
Também não tenho sido o que espero
Estou meio solto, meio comprimido

E perdido só me encontro mesmo na sua carne
E lá também me perco com volúpia e prazer
Nosso desejo é tão quente que as vezes arde
O que torna impossível te olhar sem te querer

Só me liberto nos seus braços e beijos
ai me solto, sou eu, sou seu desse jeito
E cada sopro de vida seu me tira do eixo
E nos seus beijos é que sei ser inteiro

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Sublime e mundano!

09/10/2011 Coletivo

Você é meu fogo e emoção
Não pode ser melhor ficar sozinho
Brinca com o ódio e com a mão
Faz de mim seu brinquedo, seu caminho

Paro na sua pela macia, nas suas coxas
E é entre elas que quero sorrir
Faz essa cara meiga, de pura moça
Em pensamento estou a lhe despir

É meu amor mais carnal e profano
Um tipo de santa que quero ter
Estranho esse amor sublime e mundano
Que com a raiva aumenta meu querer

Entre os sussurros e gemidos se escuta
“Eu te amo, eu te amo… quero você”
Como dominar o sentimento filho da puta?
Que me faz voltar, não importa pra onde correr?

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Recordar é viver

22/09/2011 Resenhas de Livros

O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio – Charles Bukowski

Já tinha lido outros do bukowski, iniciei pelos poemas. E esse é dos bons, se acha em banca de jornal, não é tão caro e se lê rapidinho. O último dos beats, o escritor dos mordenetes. Escolha seu rótulo, mas tudo isso você pode ler em qualquer lugar. Comecei a ler Bukowski porque ele é […]

20/11/2014 Sonhos Viciados

Domingos passos

Trocando olhares clandestinos, Mirei a história de um homem, Sem verde, nem amarelo, Levando a vida com um punhado de abandono e navalhas pra cortar a fome entre almoço e janta.

12/08/2011 Gritos do Nada

Compreender…

Radiohead – High And Dry Estava no barato de morrer e levantar Chegar ao fundo, e lá no meio sorrir Estava com vontade de ouvir músicas E chorar no fim de cada uma delas Ouvir as histórias mais tristes Das pessoas mais distantes E sentir suas dores e tristeza Queria meu nome e corpo em […]

17/05/2018 Gritos do Nada
A rede social não é rede é quase espelho A bolha cria narcisos que sempre certos

Essa vai pro feice

03/01/2014 Gritos do Nada
É uma retrospectiva sentimental e é também uma lista, e em como toda lista que se preze, foram cometidas injustiças.

Findou-se o Ano – Uma Retrospectiva Sentimental

01/06/2011 Colunas - Sonhos Viciados

31 dias e o complexo de Teseu

Se foram os 31 dias de muita baboseira por aqui, sinto que nunca escrevi tanto na vida e isso me pareceu um bom hábito. Revivi cada palavra e num sopro as dei de graça. Meias palavras doentes de caras que não sabem onde por a vírgula e que rima boa nem sempre é dos repentistas. […]

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: