26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Anatomia de um sonhador livre

26/10/2011 Sonhos Viciados

[quote_right]Brejas numa tarde de sol no centro de São Paulo parece ser o prenúncio do paraíso meu velho[/quote_right]

 

 

 

O veneno dos dias da semana
e as contas se acumulando na caixa dos correios.
O Sol cozinhando os enlatados cheio de gente,
ás sete da manhã é um sonho ruim que chamam de rotina.

Não existe despertador,
nem anestesia.

Se os novos dias, novos tempos[ou a liberdade]
não está mais desvinculada com impostos e encargos
Vibre!

Pois nos resta um pouco de coragem.
Coragem pra quem quer ser jovem e ainda acreditar.

Acreditar:
que pode ser nula as fronteiras do exisitir e viver.
que pode ser democrático, mas com menos controle.
que massa é de macarrão, não de gente que sonha, pensa e anda.

Sei que já levaram a tua inocência, mas resista!
Não deixe que levem a sua esperança.

Revolução não é levantar um novo Estado com novos valores.
(Desculpe meus ídolos barbados).
Revolução é se reinventar a cada dia,
com humor, doçura, volência ou uma paixão juvenil.

Utopia não é o intocável,
mas a força nos move.

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Modernidade dá nessa II – Versão Betão

24/10/2011 Backstage

Tecnologia é algo maluco! Quanto mais temos, mais dependemos.

Estou eu aqui deitado na cama, quase duas da manhã e não durmo porque precisava escrever com o celular novo… sou um ridículo.

[quote_left]Queremos a urgência do próximo verso![/quote_left]

Mas a verdade é que pra alguém viciado em escrever como eu fica irresistível não dar vazão a qualquer ideia idiota que me ocorra, principalmente se a tecnologia tornar isso mais fácil. E o problema é esse, creio, pois vejamos:

Antes eu tinha uma ideia, que primeiro tinha que ter a sorte de ter surgido num momento em que eu tivesse como anotar. Tendo como anotar (num papel), eu tinha que depois passar pro PC, ai lia, relia, e na hora de escrever no word eu mudava um monte de coisa já. E depois na hora de postá-lo, eu tinha que copiar e colar no blog, e nessa hora eu lia, relia, e mudava o texto novamente. Isto quer dizer, o caminho pra alguma merda que eu pensava virar texto do blog era longo, e muita coisa ficava pelo caminho…

Hoje? Bom hoje a gente escreve no celular, no netbook ou no tablet e já joga na net, e posta a parada sem pensar muito sobre ela… e daí? Dai que a sinceridade passa a ser o grande barato do site, passa a ser sua principal razão de ser: um espaço sincero de dois caras estranhos. [quote_right]Tecnologia é algo maluco![/quote_right]

Aqui é tudo verdade e urgente! Descobrimos que perdemos tempo demais já, e qualidade é só mais um parâmetro sem graça que já não nos interessa mais.

Queremos a urgência do próximo verso!

Somos a urgência do próximo verso!

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Fim do mundo!!

22/10/2011 Gritos do Nada

Ele disse que ia acabar
Gritou: É o fim! Vai ruir!
Ele leu a bíblia e tava lá:
Dia 22 começa o fim!

Eu acordei, tinha que acordar
E o sábado de sol me mostrou:
Essa maluco fanático mentiu pra mim!

Você sabe o que é acordar
No dia em que tudo ia pros ares?
Preparar-se pra morrer, resignado
Imaginar o fim num sábado, e acordar…

Ele bradava as contas do fim
Tinha raios, terremoto, fogo e dilúvio…
E eu acreditava nele mais do que em mim
Esperei ondas enormes destruindo o suburbio

Acordo e o que vejo é o sol
E não, a terra não treme
Não tem bestas correndo a cavalo
E nem o céu se abriu cuspindo fogo

Beijei pela última vez minha mulher
Olhei pela última vez pela janela
E toquei no cocuruto do cachorro
Tudo foi pela derradeira vez…

Disse à minha mulher que a amava
Que apesar de tudo era ela só pra mim
Perdoei dela todos os pecados
E confessei os meus… achei que era o fim

Acordei com ela do meu lado…
E o mundo ainda está de pé!
Ela me olhou daquele jeito engraçado
Puta merda! Confessei tudo, estou ferrado!

E por isso esse raiva desse pastor desgraçado!
Que errou a conta, ou sei lá, mentiu…
Vou processar esse corno, esse safado!
Quero meu fim do mundo! Agora e aqui!

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É um bar gay

21/10/2011 Resenhas de Bares

É um bar gay. Não importa o quanto eu afirme que sou hetero. Bichas, bichinhas, ursos, rudes, travestis, mulecotes, entendidos ou perdidos. É um bar gay que vende cerveja barata na augusta. E eu só não me importo. Tem até umas moças por perto, amigas dos gays. Elas se sentem em casa, no pior dos casos estão entre amigas.

O bar tem espelhos, igual aos puteiros dessa mesma rua e dá um clima bem decadente pra coisa. Refletem a cara suja, sacana, bicha ou qualquer falta de vergonha que você se permitir. Nisso eles se diferenciam das casas de diversão masculina.

Uma, duas garrafas. Se paga antes. Medida de controle por tanta gente que se passa no bar. Grite, fale alto, arrisque uma vodca, tudo bem. No fim se esta entre amigas. Na verdade o único sexo que me importa é o que eu vou ter no fim da noite, e o resto eu deixo você imaginar com todo pudor ou baixaria que você se permitir.

E as moças estão lá com os caras nem tão caras assim. Seguras e longe dos garotões que possam quebrar seu braço pois se negaram a ficar com elas. Voam firme na vodca ou copos que eu desconheço a origem e procedência. Peço mais umas ou duas cervejas, não requebro na pista e nem no embalo das luzes enfurecidas que atacam os espelhos, elas riem.

O dia já nasceu, um domingo ou um sábado que ainda não acabou. Acho que é isso, uma extensão da noitada. Vou pra rua e me dou conta que é o único bar que restou aberto, ao menos nesse clima baixaria. Dai me dei conta porque parei aqui.

Converso com a Ariane e com o Rodolfo. Ela tem uns 30 e poucos e meu amigo já laçou seu coração. É, as mocas estão prontas, como os caras. Ele deu sorte. E eu sinto que daqui a pouco é tempo da macarrônada da mama e ainda não fiz a minha vez. Nem sempre se acerta, o lugar errado na hora errada me abraçou num fim de noite infeliz. Pego meu ultimo cigarro e vejo a movimentação ás 9 da amanhã. Ainda to chapado, sem café da manhã. Vou pro outro lado da rua, vejo mais um pouco quem entra e quem sai. E vou me embora. Se a vida for uma roda eu fico feliz, porque nessa noite quem estava no topo era meu amigo e eu fugi do porão com espelhos, que rebatiam vergonhas e euforias.

Nota 5 pro bar de garotões. Cerveja barata, moças modernas, mas basta saber que existam lugares assim. Espero minha falta de sorte não impactar na nota do bar.

O bar não tem nome, mas é mais um desses perdidos na Augusta! Fácil de achar pela primeira vez, impossível de estar lá na segunda vez…

Thiagão foi e deu 5 corvinhos!


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Continuação: O morcego e o monstro

19/10/2011 Gritos do Nada

Perdidos entre os sinais,
da névoa, do ar, 
de todas as partículas,

Que singram e
entopem narinas
numa rua marginal

E no prédio negro
De sujeira e fuligem
Descansa roto o morcego
Que foge e agride

E o morcego e o monstro
Um ser só e desigual
Que anda no escuro
Praticando o nor(mal)

Esse ser que descansa
Que não passa despercebido
É com pedras recebido
Numa terra que já foi mansa

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Recordar é viver

Loucura lúcida

Foi o sopro da verdade Diziam todos com versos ensaiados Cuspindo idéias casuais em meus ouvidos E reinventando teorias já ouvidas Concordando talvez em pensamentos fúteis. Examino os com cautela Cautela também ensaiada e reinventada Com medo de cair em desventura Não tomo nenhum partido Apenas suspiro e fujo dos olhares condenadores. Me tarjam de […]

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09/05/2012 Gritos do Nada

Tela Azul

Quem você pensa que é? Com a verdade na mão Vomitando uma bobagem qualquer Como se importasse sua opinião! Mas quem mesmo você pensa que é? Abraçado ao que sempre achou! Que não sabe exatamente o que quer Fingindo uma vida que nunca levou Queria poder ter pena de ti! Mas seus preconceitos não me […]

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18/08/2011 Gritos do Nada

Tapa!

Onde a lágrima cairá de imediato Vou continuar ante seus gritos de “para”! Num relâmpago vago de sinceridade, numa curva escura de malicia e maldade, numa noite regado a cerveja e saudade, nesse dia contarei toda a verdade! Na mais longa falta de tato No mais lindo tapa na cara Onde a lágrima cairá de […]

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20/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

A demora…

Como não te vi naquela noite?Entre as luzes que piscavam na entrada?Por que tive que deixar esse tempo passar?Pra te ver aqui hoje, minha. Perder, ganhar, a vida é só isso mesmo…Uma sucessão de coisas que só importam a nósE nós nem ligamos mais, bebemos pra comemorarOu quando perdemos, bebemos pra esquecer… Tem sido o […]

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12/02/2014 Gritos do Nada

As ruas não gritam o que se GRITA nas telas

E a colonista das mil e uma noites esbraveja! Contra bandidinhos defende justiceiros fora da lei De um lado do muro se fala em direitos humanos E alguém grita do outro lado: “Para humanos direitos”! […]

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03/12/2012 Colunas - Sonhos Viciados

BOCA BOCA – Nunca serei Décio Pignatari

BOCA_BOCA_BOCA _OCA BOCA_____ BO_____CA_PUTA BOCA_PURA__OCA PUTA_BOCA_SUJA SUJA_BOCA_MINHA _____PUTA______ Singela homenagem a Décio Pignatari e todo seu legado. […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: