03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

Leia mais…

Continue lendo
26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

Leia mais…

Continue lendo
18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

Leia mais…

Continue lendo

Férias

20/06/2011 Sem categoria

Qual o valor de um pipa?
Vinte, trinta, quarenta centavos?
E um carreteu de linha, têm ele o mesmo valor da lata em que é enrolado?
Qual o valor da rabiola feita com saquinhos de supermercado? Ou aquele que de segunda, quarta e sexta é coletado?
Qual o valor da cola e do vidro despedaçado?
Terá eles o mesmo valor do dedo e pescoço cortado?
E aquele telhado quebrado, qual o valor cobrado para ele ser concertado?
E o valor do rosto queimado? Onde o protetor não foi passado.
Terá que pagar o céu para ele ser lançado? Ou é o vento que deverá ser pago?
Qual o valor de um pipa, quando é mandado?
O mesmo valor do cortado e aparado?
Ou será mais caro, aquele que foi buscado na rua de baixo?
Terá o pipa, o mesmo valor de um coração apaixonado?
Que por ele o céu esta sempre enfeitado…
Será o pipa responsável pelas quedas que gerou o machucado?
Qual o valor de um pipa?
Criado 1.200 antes de Cristo ser gerado, por um chinês sábio,
Mas somente em uma época do ano é lembrado.
Aí coração apaixonado, o céu não é mais enfeitado,
o que era apenas um sinal, hoje esta cortado,
só resta a cicatriz do amor mandado.

Ir ao post original

Inverno

19/06/2011 Sem categoria

Frio, coberta, banho quente,
pé gelado,
sono atrasado

Segunda, terça, quarta-feira
uma semana,
que saudade imensa

Ódio, diálogo, conversa
brincadeiras, olhares,
barro,
balsa,
beijo!

Desejo, Newton, sedução
paixão,
traição,
coração… Pé gelado!

Ir ao post original

Negro cardume da noite…

17/06/2011 Colunas - Gritos do Nada

Negro cardume de rua
Suja rua que adormece
Perdidos sussuros pela noite
Faz da vida insuportável espera

E a noite faz de fantasma as estátuas
E transforma em ratos nossos seres
A noite que me leva e me aguarda
É a mesma noite que me mata e temo

Solta-me noite! Me deixe livre de você
Quero voltar a ser o que não fui…
Perdido, choroso… um resto de gosto
Um monstro de desgosto esperando morrer

Mendigos que mendigam moedas
Esperando um pouco mais de prazer
Sentinelas nestas ruas desertas
Donos das noites, perdido viver

Esqueçam as histórias infantis felizes
De meninas com príncepes pra salvar
As meninas que vejo ficam em portas de prédios
Onde o prazer tem preço e você pode pagar

Caçando a liberdade em notas de 50 amaçadas
Entre vestígios de crack, perdição e cocaína
Se consome muito, se consomem todos
Perdidas, escrotas, farrapos perdidas…

A marquise nos esconde, nos protege
Lá onde o fogo é fraco e permitido
Onde se misturam pernas e braços
E o amor é um pacto, de um povo ferido

Ir ao post original

Vontade…

15/06/2011 Colunas - Gritos do Nada

A vontade toma os caminhos que quiser
Ela, tu sabes, é indomável e irrequieta
A vontade me leva e vou sem saber
Pra onde estou indo e o que me espera

Meu corpo é tomado e cada gesto é em seu favor
Cada batimento, passo e respiração
Minha mente é invadida pelo seu imparável fulgor
E quando nú não consigo mais ouvir seu não

Dentre as mais pesadas noites,
entre as pernas mais desejadas
Sonhei, sofri, me perdi e fugi

E nos dias que se perderam
Entre dormindo e acordado
A vontade me deixou parado
Tomou minha mente e me lembrou você

E não perdi mais minhas horas
Não joguei mais minutos fora
E teu sorriso é minha desforra
Que enxergo com os olhos de quem adora

Ir ao post original

Pensei num tema em tríade.

Pensei num tema em tríade, em mais um tema desses. Repetido mesmo, tudo bem. Eu não me importo e você? Se volta por aqui, também não.

Pensei num tema que tivesse liberdade, ousadia e cheques pré-datados, mas me senti preso, castrado e afogado em contas atrasadas. Concluí que não serei mais livre, já não me passa mais a ideia de fugir dos meus pensamentos. Ousado só é mesmo quando imito o Rafiki, o macaco do rei leão, pendurado nos ferros do metrô.

Vivo flutuando, todo mundo vive. Astronautas sem olhos que flutuam na esperança de tocar o dia seguinte e que esse dia seja o dia que a gente fica milionário, feliz e realizado. Eu flutuo, mas de cansaço. Cansado do discurso, da inteligência, dos custos e dos prazos.

Pensei num tema em tríade que fosse prático, que te tirasse da inércia, te botasse no chão. Um tema que tivesse crença, luta e liberdade. Concluí que o relógio é mais doido que o Sol e foi a ditadura que a minha geração viveu. É estranho achar que se é livre no mundo dos crediários.

Concluí que limitado é uma variável e alcance nem sempre é onde chega meus braços. Só daí percebi que uso todos meus dias pra não deixar que flutue sem olhos, em uma era que a gente ainda pode usar ousadia, crença e luta numa única frase.

Ir ao post original

Recordar é viver

24/01/2013 Sonhos Viciados

O vento atravessa a sala, cozinha, silêncio.

Um apartamento sem móveis. Ela gosta de tomar sol no chão da sala. Hoje a noite tem festa. Ultimamente venho aproveitando os dias seguintes. Sem ressaca, mas com todas as dores de bêbado ressentido. Ela fez as unhas, arrumou o cabelo. Ressentimento de bêbado, já cheguei nas tuas feridas, mas não sei dos teus segredos. […]

Leia mais…

02/05/2013 Sonhos Viciados

Anoitece meu espirito numa madruga sem faróis

Anoitece meu espirito numa madruga sem faróis. Perco a hora do trabalho lendo os relatos de uma prostituta. Correr atras do trem não vai salvar o seu relógio. Ela pintava as unhas do pé de vermelho, batom mate e suaves desesperos alimentados por carnes atrasados. Cobrança por hora. Será que devemos correr? […]

Leia mais…

19/04/2012 Sonhos Viciados

Começa agora nossa aventura sexual – Online

Recarregue a página, só mais um minuto. Começa agora nossa aventura sexual – Online. Não saia de casa, por aqui não existe gente feia. Olhe a pose das moças e a vitalidade dos rapazes. Tanta gente inteligente. Não arrisque. Lá fora é só banalidade e truculência. Feche a porta. Vai começar nossa aventura sexual online. […]

Leia mais…

21/04/2012 Gritos do Nada

O vão entre o trem e a estação.

Vi rostos conhecidos no trem, em pessoas que na verdade nunca vi… Tudo muito igual à ontem, antes de ontem e com certeza amanhã. Tá calor, é o que penso quando a senhora sentada passa o lenço sobre a testa. Eu olho para as pessoas e não vejo nenhuma pessoa, vejo dezenas de rostos, e […]

Leia mais…

29/07/2013 Sonhos Viciados

3 – O golpe fatal de D’artagnan

Viajamos nessas ruas escuras com nossas doses metade ópio, metade culpa. Eu e meus dois amigos barbados sem sonhos e moléculas de frustração. […]

Leia mais…

20/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

A demora…

Como não te vi naquela noite?Entre as luzes que piscavam na entrada?Por que tive que deixar esse tempo passar?Pra te ver aqui hoje, minha. Perder, ganhar, a vida é só isso mesmo…Uma sucessão de coisas que só importam a nósE nós nem ligamos mais, bebemos pra comemorarOu quando perdemos, bebemos pra esquecer… Tem sido o […]

Leia mais…

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: