26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

Leia mais…

Continue lendo
18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

Leia mais…

Continue lendo
03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

Leia mais…

Continue lendo

Livros, discos e poeira no armário

13/06/2011 Colunas - Sonhos Viciados

As vezes é preciso ver de novo. As vezes é preciso ver mil vezes e tem as tantas outras vezes que é melhor nem ver. Coleciono discos na estante, cada temporada é um novo. Depois cansa, como tanta gente que passa nas nossas vidas, depois cansa.

Daí deixo eles descansarem na estante, ao lado dos livros que veem junto das temporadas. Reparou? A vida é cheia de temporadas, das fases e dos altos e baixos. Se sacar tem trilha sonora pra mocinha da viela, tem poema pras Anas e Lucimaras, tem discos e discos que são recheados das palavras desses livros e neles os dias que a gente vai levando.

Quase sempre a gente ouve as músicas até rachar, looping eterno pros refrões e muito fôlego, pra rima não ficar sem graça e os versos repetidos.

Depois, a gente cansa. E eles descansam ao lado dos livros.

Quase sempre minha estante fica repleta de poeira, porque a vida corre rápido e a gente não tem tempo pra isso, pra lustra móveis, pra Poliflor com cheirinho de Lavanda. Mas não tem jeito, tem vezes que é preciso voltar lá e por tudo em ordem. Os discos voltam pro tocador, os livros voltam a ser lidos e reviver as temporadas é efeito colateral que atinge o estômago sem nenhum rancor. Solto o riso, lembro das Anas e das Lucimaras e é isso.

No fim nunca gosto disso, de reler os livros e nem de ouvir os velhos discos. No fim é reviver de forma intensa demais coisa que não faz mais sentido. Fico feliz de ter uma trilha sonora pra mocinha da viela, mas me dá ânsia quase que sentir nos pés o frio daqueles paralelepípedos.

No fim a vida corre demais e a gente não tem tempo, pra Poliflor cheirinho de lavanda.

Ir ao post original

Feliz dia dos Namorados!

12/06/2011 Gritos do Nada

Não sei se sempre serei eficiente assim, mas hoje ao pensar na data foi isso que saiu…
Você caro amigo que ainda não disse nada de muito romântico para sua digníssima, sinta-se a vontade de roubar e dizer que é seu! Hoje está liberado!

Queria ter milhares de coisas pra falar
Cantar sua beleza, a alegria de ter você

Queria inventar palavras e expressões
Pra me convencer e a você…

Quero! As horas em que não te vi
Os anos que passei sem te conhecer!

Quero inventar histórias, contar causos
Onde a heroína a ser salva era você,
e eu herói atrapalhado a te salvar!

Queria ter mais certezas pra dizer
Saber sobre a vida, sobre mim e você

Te falar dos sorrisos que me tirou
Das vezes em que não estava bem e te liguei

Do favor que me faz ao ficar comigo
Da vontade que tenho de te agarrar…

Das horas passadas entre seus beijos
Dos dias em que fiquei só no desejo

Dai que, sendo assim, fica até pouco só dizer:
Feliz dia dos namorados pra você!

Ir ao post original

Bom mesmo!

11/06/2011 Colunas - Gritos do Nada

Bom mesmo é cerveja!
Não adianta vim falar
Tempera as conversas e a vida!

Bom mesmo é boteco!
Pra rir e convensar
Queria ter boteco todo dia!

Bom mesmo é amizade!
Pra te compreender te ajudar
Não ter amigos perto é minha fobia!

Bom mesmo é o amor!
Pra beijar e abraçar!
E eu quero tudo que é bom ao mesmo tempo!
E não quero deixar o tempo passar…

Ir ao post original

Sedentos por mais viver

09/06/2011 Colunas - Gritos do Nada

Tempo e vento: cruel mistura!
Que desfaz amores e montanhas

Destrói nossos corpos e sabores
E deixa em nós a saudade e a falta

Somos restos das estrelas
Esperando nosso tempo acabar

Somos amores perdidos
Esperanças despedaçadas

Que ainda vivos e sorridentes
Ficamos pelo mundo, fingindo não sofrer

Mas a dor é o que nos faz mais vivos
Vivos e sedentos por mais amor, por mais viver

E se puder pedir, e um só desejo tiver
Quero sim sofrer, pra me levantar feliz

Quero cair, em lágrimas me desfazer
Pra ter vontade de ter sempre mais!

O maior tesão que se deve ter
deve ser o tesão por continuar!

Ir ao post original

Recordar é viver

22/11/2010 Coletivo
Por mais que finja loucura é o meu nome calado que quase sai de sua boca

Noites Vadias

22/04/2014 Gritos do Nada

Cada dia II

Chego em casa quase sempre quase morto E renasço no seu olhar que me pega na porta Sentada no sofá fecha os olhos e estica o corpo E antes de beijá-la admiro seus lábios e pescoço […]

Leia mais…

21/09/2012 Zumbido Fugaz

Falsamente felizes

Eles eram um jovem casal, crianças na verdade pois não havia amor, era uma paixão cruel que a fazia chorar e sorrir insanamente fazia os dois se vigiarem sem sombra de confiança tinha somente aquele apego de é meu, de mais ninguém tratando um ao outro como objeto de maior desejo ia a vida feliz […]

Leia mais…

25/11/2011 Sonhos Viciados

Mãos dançarinas

Clique na imagem para ampliar! Mais ou menos em 2008 escrevi algo para se tornar um poema visual. E na mesma época fiz uma composição para esse texto. Depois de três anos vejo qualidade na poesia, mas a imagem é precária. Logo vocês devem imaginar que a composição é muito ruim, visto que minha reduzida […]

Leia mais…

11/09/2013 Gritos do Nada

12 anos

E de longe vemos as torres caírem… deixou de ser real Real foi o cheiro de poeira que “vazou” da televisão… O mundo inteiro sem palavras assistiu a fragilidade do gigante ao vivo Que ficou mais feroz e faz todos pagarem pela audácia de arranhá-lo Feio chamar de arranhão a morte de tantos inocentes, americanos […]

Leia mais…

14/11/2012 Gritos do Nada

Enchente

Sigo o lamaçal que inunda as sarjetas Enchente de chuva, enchente de gente Carros eternamento parados no trânsito, motores desligados Ruas e rios, cidade sem verde, coração vazio Motoqueiros e suas roupas de borracha preta São como mosquitos sobre o corpo morto da cidade A esperança é o pôr-do-sol, a noite fria e seca… dormir […]

Leia mais…

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: