Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]
Sim, mulher

Cuidadosamente posta na pia do banheiro,
uma presilha de cabelo, encontro.
Roxa, com um aroma floral, mas marcante.
De uma mulher que soltou seus cabelos
e deixou seu charme livre para desfilar
pelas calçadas frias da Industrial.

