26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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12 anos

11/09/2013 Gritos do Nada

E de longe vemos as torres caírem… deixou de ser real
Real foi o cheiro de poeira que “vazou” da televisão…

O mundo inteiro sem palavras assistiu a fragilidade do gigante ao vivo
Que ficou mais feroz e faz todos pagarem pela audácia de arranhá-lo

Feio chamar de arranhão a morte de tantos inocentes, americanos ou não.
Que morreram em escombros, pelas ruas de NY, pelas ruelas de Bagdá

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Cata-vento cravado no peito (ontem eu tive um sonho)

10/09/2013 Sonhos Viciados

Cata-vento cravado em túmulos. Sugando os sopros de vida.

E nós na eterna insistência de se reciclar em medos.

Alma renovada em pequenos crediários, novos sapatos, eu estou vivendo com medo.

Uma névoa negra mancha toda minha cidade, tirando a cor dos sonhos, sufocando antigos sonetos (versinhos felizes de amor e esperança)

Cata-ventos cravados em túmulos serão inúteis (quando a vida for embora.)
Nosso corpo será inútil (quando a vida for embora)
Nenhuma memória será consolo (quando nossas consciências se apagarem)

Uma onda de medo tira o sono dos meus amigos.
Tenho uma vizinha que tem medo da morte.
Na minha rua muita gente dorme, levando a vida só com uma espuma e um agasalho.

Podia me sentir um cara de sorte, mas existe uma força que tira o sono da minha cidade. Estou vivendo com medo, não sei ao certo de que, talvez precise de um novo crediário.

Essa noite sonhei que encravava cata-ventos no peito de todos seres da minha cidade.
Sopro de vida no coração dos meus amigos, um fôlego pra minha vizinha que se assusta com a ideia da morte.

Acordei um pouco triste, escrever sobre medo não ajuda em nada.

Cata-ventos coloridos, meus amigos terão sossego.
Ainda temos tempo, de tirar a poeira e tomar jeito.
Ontem eu tive um sonho, vamos viver sem medo antes que qualquer sopro seja tristeza de túmulo com adereço.

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Recordar é viver

15/06/2009 Colunas - Sonhos Viciados

Já dei nome pior ao tempo…

Engraçado como em cinco minutos o humor muda,como o relógio nunca titubeia.Infalível. Se tem algo de maldito é esse velho,que me fez companhia junto as lembranças.Nem meu disco mais barulhento foi capaz de espantar. Daí veio a noite e essas memórias,pensei nas pessoas que passaram na minha vida,das coisas que elas me levarame dos tesouros […]

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19/06/2011 Sem categoria

Inverno

Frio, coberta, banho quente,pé gelado,sono atrasado Segunda, terça, quarta-feirauma semana,que saudade imensa Ódio, diálogo, conversabrincadeiras, olhares,barro,balsa,beijo! Desejo, Newton, seduçãopaixão,traição,coração… Pé gelado! […]

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23/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

No descanso de Morfeu

Secura.Dentes de vampiros limpos.Insônia.Dêmonios sem pernas me observam. Mentiras.Afogado nelas, espero.Doença.Essas palavras cruas que me dá de troco. Marasmo.Flutuo nesses cabelos de Medusa adestrada.Anestésicos.Moribundo me arrasto sem brilho nos olhos. Surdo. Navego sob a Égide da minha loucura. […]

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05/05/2012 Gritos do Nada

Não sou eu naquela tela?

Eu sento e me jogo… É quase um jogo o que jogo… Que me leva pelas ruas de algum lugar Nada me pede, só não desvio o meu olhar! E não sou eu naquela cena! Não sou eu naquela cena? Sou eu naquela cena!! Ela me faz acreditar… Quantas horas lhe dediquei? Que conversas que […]

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16/04/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Refugiado na novela das seis

Refugiado na novela das seis. Meio romance, gente bonita e bem cuidada. Não sou daqui e acho pouco sedutor as jaquetas sujas e desbotadas que tantas vezes botei pra sair. Sapatos engraxados, as saias que só presenteiam os joelhos. Infiltrado na novela das seis. E eu nem conheço Bariloche, ouço alguém arriscar algo próximo de […]

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28/10/2011 Backstage

Quando morrer vou dar meu caderninho a um nobre garotinho

Ia ser um poema sobre amor. Queria botar os anjos no meio, pois fiquei pensando que eles não tem sexo e daria pra tirar algo disso. Mas não saiu nada bom. Dei de cara no meu mais recente caderninho, não que ele seja novo, mas é o companheiro que carrego.E tem bons fragmentos nele. Então […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: