03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Anoitece meu espirito numa madruga sem faróis

02/05/2013 Sonhos Viciados

Anoitece meu espirito numa madruga sem faróis.
Perco a hora do trabalho lendo os relatos de uma prostituta.
Correr atras do trem não vai salvar o seu relógio.

Ela pintava as unhas do pé de vermelho, batom mate e suaves desesperos alimentados por carnes atrasados.

Cobrança por hora.
Será que devemos correr?

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É egoísmo

30/04/2013 Colunas - Zumbido Fugaz

Sempre nos marcamos pelas ações ímpares
quando há muitas lágrimas ao meu redor
eu escorrego na poça e quebro os ossos
pior fosse você a me empurrar, mas
sua cortesia nunca o deixou me machucar
só que como uma boa vingadora
faço do meu jeito te deixando marcado
só naquela hora de fazê-lo enlouquecer
por vingança a todas as vezes que já tocou
a outras como me toca ou segura
também por possessão para verem
o resultado da nossa união severa…

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Tecno-existência II – Um personagem vazio…

26/04/2013 Gritos do Nada

Deu check-in na estação do metrô
Procurou, vã tentativa, um ponto de wifi
Pensou em postar que hoje chorou
Sorriu, achando isso clichê demais

Saiu do vagão e deixou-se levar pela escada rolante
No caminho reclamou alguma coisa na TL do Twitter
Leu um retweet: “Idiotas fazem disso alto-falante”
Vestiu a carapuça! Mas chegou o busão e teve que correr

Sua vida era o virtual e azul mundo da telinha
Sua realidade era o horário do trem… o tédio
Era grande o numero de FACE friend’s, mas era sozinha
Seus sábados eram longos… na tristeza e no ócio

A faculdade era outra coisa a se reclamar
Não sabia e nem contava mais o tempo pro fim
Fazia estágio e decepcionava-se em trabalhar
Mas o futuro era uma merda, era melhor pensar assim

Sua vida era vista nos aplicativos do celular
Instagram, foursquare e tudo mais…
Nem mesmo ela sabia a quem tudo aquilo podia interessar
Mas aquelas telas todas lhe deixavam menos vazia

Vivia as turras com gente no Twitter…
Gente ou fake, nem ela sabia mais
Disperdisava seu tempo e crédito
Em discussões que não acabam jamais

Seu pessimismo sobre si era mair que sobre o mundo
Não tinha, não queria, e não podia pensar em melhorar
Suas escolhas eram por mais horas de um sono profundo…
Onde a bebida e os remédios eram o paraíso a se buscar

Saia pouco, poucos amigos, poucos lugares prediletos
Sua falta de habilidade em conversar era latente
E quando falava comia letras… era quase um dialeto
E de tanto “haha” esqueceu que pra rir precisa dos dentes

Era viva de verdade apenas no mundo das fotos estáticas
E sem estar lá, meu Deus, não sabia o que seria vida
Dividia sua falta do que falar em vários perfis… aética
E se via num mundo triste, falso…mas não via saída

Pensava em se matar e por em fim em tudo quase todos os dias
Pensava, mas não fazia, afinal de que vida iria se livrar?
Dessa semi-vida de trabalho, faculdade, tédio e sem saída?
Ou a vida dos perfis… onde tinha controle sobre o que mudar?

Ah como ela queria ser uma daquelas fotos em que sorria
Mas o motivo pro sorriso? Não conseguia se lembrar…
Seus perfis 100% preenchidos mal escondiam que era vazia
Que era triste, má… mas ela sempre preferia nem pensar

No mundo virtual ninguém lhe esquecia…
Era quase sempre onipresente
Na vida real real ninguém lhe conhecia…
Não passa de um corpo de alma ausente!

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Um Coração na estante…

20/04/2013 Gritos do Nada

Ninguém sabe ao certo onde ele o conseguiu
Simplesmente tinha um coração de cristal
O afastava de todos e um dia fugiu
Escondi-a-o,o amava e o protegia de todo o mal

O Coração brilhava na estante da sala
Sozinho, triste, ele o olhava…
Queria dividi-lo, mas tinha calma
Sonhava com ela e a esperava

Num arroubo de vento e agitação
Chegou aquela que lhe mudaria
Ela trouxe com ela um quê de verão
E por ela, pobre dele, de tudo abdicaria…

Com inveja e desejo ela olhava a estante
Ele, pobre dele, fingia não perceber
Não deixava só seu cristal nenhum instante
Mas se ela o queria… o que ele poderia fazer?

Um dia deu a ela seu Coração de Cristal…
Ela, sorria, chorava… não entendia como tinha ganho
Ele a queria, talvez mais do que fosse normal
Mas ela tinha por ele um sentimento menor, estranho

Quando tudo parecia melhor, ela se foi
Num arroubo de vento, como chegou
Na pressa deixou cai o presente do herói
A queda pela janela foi demais… o quebrou

Ao nosso herói, pobre dele, pouco sobrou
A ausência dela, já seria demais pra ele…
Mas pelo chão brilhava o cristal que quebrou
Juntou no chão os pedaços, do cristal e dele

Jurou remontá-lo e nunca mais crer no amor…

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Recordar é viver

13/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Meia dose de veneno

Bom, isso precisa deixar de ser tão impessoal, então a brincadeira é assim, você da play na música e espera uns 30 segundos, porque sempre escrevo pouco e se for rápido não vai ter graça. Escuta a música e lê o post. A música de algum modo tá relacionado com o texto. Foi a música […]

13/08/2012 Colunas - Sonhos Viciados

¿Dondé estás Sancho Panza?

Eu, o espadachim bêbado que duela com os fios de queijo que ligam nossos pratos de lasanha. Luto batalhas com artefatos pontiagudos, tridentes e punhais. Poderosas ferramentas que fazem crepitar sangue e despelar carne. Repreendido, assumo a posição solitária do Dom Quixote de la Mancha. Sem saber se é infantil, bêbado ou maluco. Sem saber […]

20/10/2016 Gritos do Nada
Poliana está nua, quase nua, ainda jaz sobre seu pau uma camisinha. Ela ri "tudo a mostra, menos o sexo, parece com a vida desse senhor que comi".

Poliana e a última noite de festa

17/10/2014 Gritos do Nada

A eternidade da noite

O dia quebra-se em mil sombras Que se juntam pra formar a noite A noite é sempre destruída pelo dia Que descortina o negrume da noite

04/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Aqueles olhos

e teus olhos.um tanto negrosum tanto eufóricos. Congelaram. E fui embora com a certezaque nunca irei remediá-los.

22/06/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Lendo um autor com fortes simpatias anarquistas

“Quero que vá para o inferno essa batalha do zodiáco … não dou a mínima para a conspiração dos planetas.” Faz tempo que ela adotou uma mania, me envia o horóscopo todo dia. De alguma forma ela crê que isso vá mudar meu dia. Fico sem graça de dizer pra ela que quero que vá […]

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: