18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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É egoísmo

30/04/2013 Colunas - Zumbido Fugaz

Sempre nos marcamos pelas ações ímpares
quando há muitas lágrimas ao meu redor
eu escorrego na poça e quebro os ossos
pior fosse você a me empurrar, mas
sua cortesia nunca o deixou me machucar
só que como uma boa vingadora
faço do meu jeito te deixando marcado
só naquela hora de fazê-lo enlouquecer
por vingança a todas as vezes que já tocou
a outras como me toca ou segura
também por possessão para verem
o resultado da nossa união severa…

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Tecno-existência II – Um personagem vazio…

26/04/2013 Gritos do Nada

Deu check-in na estação do metrô
Procurou, vã tentativa, um ponto de wifi
Pensou em postar que hoje chorou
Sorriu, achando isso clichê demais

Saiu do vagão e deixou-se levar pela escada rolante
No caminho reclamou alguma coisa na TL do Twitter
Leu um retweet: “Idiotas fazem disso alto-falante
Vestiu a carapuça! Mas chegou o busão e teve que correr

Sua vida era o virtual e azul mundo da telinha
Sua realidade era o horário do trem… o tédio
Era grande o numero de FACE friend’s, mas era sozinha
Seus sábados eram longos… na tristeza e no ócio

A faculdade era outra coisa a se reclamar
Não sabia e nem contava mais o tempo pro fim
Fazia estágio e decepcionava-se em trabalhar
Mas o futuro era uma merda, era melhor pensar assim

Sua vida era vista nos aplicativos do celular
Instagram, foursquare e tudo mais…
Nem mesmo ela sabia a quem tudo aquilo podia interessar
Mas aquelas telas todas lhe deixavam menos vazia

Vivia as turras com gente no Twitter
Gente ou fake, nem ela sabia mais
Disperdisava seu tempo e crédito
Em discussões que não acabam jamais

Seu pessimismo sobre si era mair que sobre o mundo
Não tinha, não queria, e não podia pensar em melhorar
Suas escolhas eram por mais horas de um sono profundo…
Onde a bebida e os remédios eram o paraíso a se buscar

Saia pouco, poucos amigos, poucos lugares prediletos
Sua falta de habilidade em conversar era latente
E quando falava comia letras… era quase um dialeto
E de tanto “haha” esqueceu que pra rir precisa dos dentes

Era viva de verdade apenas no mundo das fotos estáticas
E sem estar lá, meu Deus, não sabia o que seria vida
Dividia sua falta do que falar em vários perfis… aética
E se via num mundo triste, falso…mas não via saída

Pensava em se matar e por em fim em tudo quase todos os dias
Pensava, mas não fazia, afinal de que vida iria se livrar?
Dessa semi-vida de trabalho, faculdade, tédio e sem saída?
Ou a vida dos perfis… onde tinha controle sobre o que mudar?

Ah como ela queria ser uma daquelas fotos em que sorria
Mas o motivo pro sorriso? Não conseguia se lembrar…
Seus perfis 100% preenchidos mal escondiam que era vazia
Que era triste, má… mas ela sempre preferia nem pensar

No mundo virtual ninguém lhe esquecia…
Era quase sempre onipresente
Na vida real real ninguém lhe conhecia…
Não passa de um corpo de alma ausente!

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Um Coração na estante…

20/04/2013 Gritos do Nada

Ninguém sabe ao certo onde ele o conseguiu
Simplesmente tinha um coração de cristal
O afastava de todos e um dia fugiu
Escondi-a-o,o amava e o protegia de todo o mal

O Coração brilhava na estante da sala
Sozinho, triste, ele o olhava…
Queria dividi-lo, mas tinha calma
Sonhava com ela e a esperava

Num arroubo de vento e agitação
Chegou aquela que lhe mudaria
Ela trouxe com ela um quê de verão
E por ela, pobre dele, de tudo abdicaria…

Com inveja e desejo ela olhava a estante
Ele, pobre dele, fingia não perceber
Não deixava só seu cristal nenhum instante
Mas se ela o queria… o que ele poderia fazer?

Um dia deu a ela seu Coração de Cristal…
Ela, sorria, chorava… não entendia como tinha ganho
Ele a queria, talvez mais do que fosse normal
Mas ela tinha por ele um sentimento menor, estranho

Quando tudo parecia melhor, ela se foi
Num arroubo de vento, como chegou
Na pressa deixou cai o presente do herói
A queda pela janela foi demais… o quebrou

Ao nosso herói, pobre dele, pouco sobrou
A ausência dela, já seria demais pra ele…
Mas pelo chão brilhava o cristal que quebrou
Juntou no chão os pedaços, do cristal e dele

Jurou remontá-lo e nunca mais crer no amor…

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Recordar é viver

13/07/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Defuntos & Pó barato

Ternos negros,pasta no cabelo.A moça quer o mármore,passeios mórbidos e os olhares dos coveiros. Eu roubo as flores, dos Antonios e Lourdes,duas esquinas e esqueço os nomes.A moça quer o céu negro e imagens de santos. Mergulho na seda dos seus braços,ela geme eu mordo.Ela precisa desse cenário e eu só acho estranho. […]

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15/02/2013 Zumbido Fugaz

Nova dimensão

Sabe não foi ansiedade e nem tanta coragem foi só vontade de voar com a chuva Minha mente parecia que ia explodir tava querendo que os minutos fossem segundos buscando jogos para passar meu tempo e quando vi tava no viaduto do chá olhando tão fixamente para o pingo de água que pulei sentindo o […]

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23/11/2013 Gritos do Nada
Matei meus heróis com lágrimas nos olhos / Pra ser eu o herói que sonhei conhecer

Matei meus heróis

26/09/2011 Gritos do Nada

Ela, uma saudade inquietante

Sentou sozinho na praça Ele, um homem qualquer Abriu a garrafa, quase vazia No fim do dia, lhe resta o beber O vento castiga o rosto No bolso a foto amassada Nos lábios ainda o gosto De perder e não ter mais nada Segura a esperança e o choro Não convém chorar sem ombros Pende […]

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19/11/2012 Sonhos Viciados

Uma foto em P/B (pra dar um drama) / Eu tô voltando pra casa

Uma foto nossa de dez anos atrás. Em P/B pra dar um drama, aumentar as marcas das quase nulas rugas do nosso rosto. No tempo que os sonhos todos eram quentes, possíveis e não dormiam em paz na gaveta. Dou risada, mais dez anos e conversaremos de botox, diabetes ou eu tenha mais habilidade para […]

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19/03/2012 Sonhos Viciados

Cortinas vermelhas e a volta pra casa

Os sábados de manhã. A volta pra casa em silêncio. Só os bons amantes entendem a mudez cúmplice dos nossos lábios. Os raios de luz ferem nossa pele, e ainda em silêncio fugimos do dia, Corremos atrás de um canto, pra descansar nossos corpos judiados. Cortinas vermelhas dividem os amores. Fumaça de gelo seco, Teu […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: