Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]
Loucura lúcida

Foi o sopro da verdade
Diziam todos com versos ensaiados
Cuspindo idéias casuais em meus ouvidos
E reinventando teorias já ouvidas
Concordando talvez em pensamentos fúteis.
Examino os com cautela
Cautela também ensaiada e reinventada
Com medo de cair em desventura
Não tomo nenhum partido
Apenas suspiro e fujo dos olhares condenadores.
Me tarjam de louco?
Pois me elogiam
Não rebato nenhum pensamento
Posso em fim abrir os braços e gritar: Essa é minha sina!
Por que afinal sou louco, não sou?!
Mundos paralelos realmente me fascinam
Pré conceitos é que me constrangem.
Não sepultarei nenhuma ideologia que tenho
Também não julgarei ninguém
Por que esse sou eu, o louco, que rejeita o sopro da verdade
Que é diferente, que é excluído, que é tarjado.
Prefiro esquecer tudo e desenhar cânticos no papel
Poetizar pensamentos
Profetizar “miraboláncias”
O mais que faço é real de mais pra mim …





