26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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Não pensei num nome (II)

07/11/2011 Gritos do Nada

Ela diz que depois cuida de mim
Nem faz ideia que cuida sem saber
Já não sou mais eu e só…
Ela hoje está em todo lugar!

Qualquer distância é curta
Mesmo ela, em outro reino
Não tem longe pra você
Tão perto que está do meu peito

E ai qualquer sinal já me vale
Nem que seja fria letra no monitor
O calor que falta aqui na tela
Sobra em brasa no meu coração

Detesto palavras cafonas
Amor, coração, paixão…
Mas tenho amado algo maior:
Você! E a facilidade de fazer isso tudo real…

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Coragem…

03/11/2011 Gritos do Nada

Me joguei em cada anúncio
Me perdi dentre as pedras
Subi o mais alto que pude
E cai, sorrindo, mas cai…

Não me protejo, não tenho medo
Qualquer amor me diverte?
Mais ou menos… só não fujo
Nem do que sinto e nem do que perco

Sou o mais corajoso que conheço!
O que tentou mais vezes, o que chorou
Sou também o que tem mais passado
E o que vê agora melhorar o futuro!

Se tive recompensas?
Saber que fui até onde pude
Lutei até acabarem as forças
Já é o suficiente pra mim!

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Algo entre os sorrisos

01/11/2011 Gritos do Nada

Poema 4º colocado no VI Concurso de Poesia da UniABC

Escrevi e reescrevi muitas vezes
Não vai ser fácil falar de você
E podia ficar assim por meses
A escolher palavras pra te descrever

Ninguém cabe em estrofes ou versos
Ainda mais você, de ideias autênticas
Acho que é mais fácil falar de todo universo
Do que te fazer caber em frases sintéticas

Tem a facilidade de me fazer ficar parado
Com uma palavra, um olhar ou um gesto
Pois cada traço seu é tão perfeito, tão sonhado
que na minha insignificância sei: não posso

Sua beleza não é moldurada, é moldura
De um sorriso que vai pra além do bonito
Pra uma mulher que é quase uma cura
Pra um coração cansando e faminto

Mas a verdade é que há algo entre os sorrisos
Algo que não se pode entender ou explicar
Alguma coisa que torna seu rosto mais lindo
E também impossível não se apaixonar

E mais importante: Poema dedicado a uma musa que hoje posso chamar de minha musa.
Feliz Aniversário!!! 

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Quando morrer vou dar meu caderninho a um nobre garotinho

28/10/2011 Backstage

Ia ser um poema sobre amor. Queria botar os anjos no meio, pois fiquei pensando que eles não tem sexo e daria pra tirar algo disso. Mas não saiu nada bom. Dei de cara no meu mais recente caderninho, não que ele seja novo, mas é o companheiro que carrego.E tem bons fragmentos nele. Então la vai, depois continuo o bate-papo

I
Te apresentei um cara doido que bebe todos os dias e em todos os encontros.

Você recusou, sumiu.

Te dei um amor bonzinho e todas as noites você sonhou com o vilão.

Eu recusei. Sumi.

II
Fugi de nós,
Dos elos. Corri.
Dos mares e desafetos

III
Velocidade para as escadas rolantes
Pausa para as garotas e suas calças justas.
Velocidade aos motoristas que só querem chegar em casa.
Pausa pro aceno descontrolado do pai que só os vê nas sextas a noite.
Velocidade pras coletâneas love songs.
Pausa – Velocidade. Aos minutos que te dedico.

Esses são restos do caderninho mais recente. Vou preparar um post a um outro de uns 4-5anis atrás. Esse com direito a fotos e tudo… Só eu acha-lo no esconderijo da mudança de casa.

No geral escrevo tudo no computador mesmo, como bom filho do meu tempo. Mas um monte de coisa entra no caderninho quando se esta longe do computador. Baita ferramenta essa. Papel e caneta.

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Recordar é viver

01/09/2012 Gritos do Nada

Entre Dentes

Impossível entender essa corrida toda Mesmo que eu esteja no meio dela… Tem algo de insâno nas lotação dos ônibus Por que que estão todos correndo pro mesmo lugar? Não me conformo, mas isso é muito mais amplo Não gostar e reclamar faz parte disso tudo Um sorriso entre as caras fechadas é que seria […]

22/11/2011 Resenhas de Livros

Natimorto – Lourenço Mutarelli

Conheci o Mutarelli pra valer quando ganhei o Jesus Kid, outro livro do cara, só sabia até então que ele tinha escrito o romance Cheiro do Ralo e atuava no filme. Mas Jesus Kid merece uma resenha só pra ele. O natimorto foi outro presente. Esse, não reserva tanto humor como Jesus Kid, mas é […]

28/05/2026 Sonhos Viciados

Tormenta perfeita

Fazendo dessas ruínas moradia, sonho com festas & dança, sonho com vento na cabana. Tambores ardem nos cantos mais esquecidos do meu corpo. Enquanto uma criança entrega o sono nos meus braços de arame e pernas de fantasia. Ainda escuto esse oceano infinito [que abre & fecha suas portas] & o sussurro dos montes onde […]

26/07/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Simulando senoides pela manhã

Hoje olhei pra larva que se contorce no banheiro. Simulando senoides nas redondezas do ralo. Deve achar uma delícia a água que escorre da ducha quente. Se contorce na luz gostosa da manha. Olhei com inveja pro verme cheio de vigor. Estou exausto, frívolo, inerte. Mudo e carcomido pela rotina devastadora. Ela cheia de vida […]

14/08/2012 Zumbido Fugaz

Mensagem não lida

21/03/2012 Gritos do Nada

Negros Umbrais

Já não cabem definições pequenas De pequenos paspalhos como eu Já não são verdades as palavras Nem sei direito mais o que é meu São estranhas as linhas que vejo Com palavras sem ritmo na oração São ensaios de palavras sem medo Que se levantam deste podre coração Eu não vejo o futuro em minha […]

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: