18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Bolsa-Boato e a Realidade que não existe

21/05/2013 Gritos do Nada

Um boato transforma bancos públicos em alvo!
Enquanto a verdade do dia a dia é ignorada…
Problemas de verdade até deixam o povo calmo
Mas ele se levanta pela mentirinha engraçada

A Escola é uma incógnita solenemente ignorada
O presente e o futuro das crianças são perdidos
Mas a luta é contra o Funk ouvido na calçada
O fim de mais uma diversão pra esse povo sofrido

A sujeira deixa as ruas, pois expulsam os mendigos.
Escondem dos nossos olhos o produto do nosso atraso
São seres humanos, por mais que achemos “indignos”
E a eles reservamos umas moedas e total descaso

A violência assusta na fala brava do apresentador de TV
Que grita contra bandidos, trânsito, funk e não sei que mais
E todos querem lavar a nossa honra no sangue dos menores
Como se com essa mágica não fosse existir violência jamais

Pululam notícias sobre roubalheiras e mensalão…
Mas ninguém liga! Sobram aplausos efusivos pro fim da novela.
Quer seriedade? Então melhor desligar a televisão!
É impossível, sabemos…Nos rendemos sempre a ela…

Trocamos de canal e sabemos que o espetáculo somos nós
Ao mesmo tempo plateia e palhaços no picadeiro do Circo Brasil…
Mas não somos povo! Na real cada um de nós chama o povo por “vós”
Afinal quem quer se enxergar como alienado, como o elo frágil?

E lá vem a Copa, o 4G, o metrô, os aeroportos e os estádios que “amamos”
Não importa o preço! Já que a propaganda diz que seremos o país que se sonha
Destroem símbolos “maracanísticos” em troca de uma modernidade tacanha
Afinal o futuro é um Brasil não feito por brasileiros… Acho que é isso sonhamos.

No Jornal comemoram os estádios prontos, os políticos chutam bolas, sorriem
Na rua os buracos duram 1 ano, as crianças vendem balas e o trânsito é ruim
Na entrevista o ministro fala dos avanços, da mobilidade… Mas todos mentem!
Porque depois de 2014 nos continuaremos a ser Brasil, simples assim…

…

Na TV uma bunda enorme e redonda vende uma cerveja ruim…
E o craque do momento chuta bolas pra nos vender shampoo
Nesse circo absurdo que é a vida real, há uma só certeza pra mim
É que depois de contados todos os centavos, só nos tomamos no cu.

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Somos todos inocentes?

20/05/2013 Gritos do Nada

O dia se arrasta, se alastra a preguiça
Dia que não passa. Vida onde não se arrisca

Mentiras são contadas e fingimos que passa
Pois não se contesta pra não ser contestado

Julga-se o outro, sabendo ser julgado
E nós, os inocentes, cometemos nossos crimes
Pois desde sempre já somos condenados

E a prisão é a rua cheia e o bolso vazio
O dinheiro de plástico, os sorrisos de Bombril

A prisão é a cara cheia e o som alto
E essa asquerosa alegria que nos toma de assalto

A prisão é a mente vazia, a bebida barata
E a certeza de que nunca há o que dizer

A prisão é o mundo cheio de possibilidades
E a “certeza” que a vida é só esperar pra morrer

E a mentira é recontada TODO DIA!
E cada dia é menos verdade e é mais acreditada

A liberdade canta uma canção em uma língua intangível
Que o som alto dos carros não permite ouvir…

A liberdade sussurra um segredo impossível…
Não escutamos…
Mas ouvimos a fala ininterrupta de quem não tem o que dizer

A liberdade se esconde no som suave do pneu no asfalto
E quem liga?… A verdade é que o bom mesmo é correr…

E corremos porque todos que vivem, vivem fugindo
Das verdades ou das mentiras? Sei lá.

Até porque…

O dia se alastra e se arrasta de preguiça
A vida não passa e a gente nunca se arrisca…

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Restaram xícaras

14/05/2013 Colunas - Zumbido Fugaz

Desencadeado sua mais pura interpretação de amor.

Queria que ouvisse o som estacado da minha preocupação
Quanto ao seu coração.
Se fosse antes poderíamos ter chorado
Mas tudo foi fielmente decorado
Pela borra da maquiagem
Mal feita parecendo miragem
Que ao longe se admirava
E agora pouco se encontrava.
O seu espelho soube o que já saberiam
Sem mesmo tentar era isso que colocariam
Nunca foi bem pensado
Saiba lidar com seu passado
Em doze partes podem ter sido rompidas
Analise e cuide das feridas
Nem controlando seu sentido
Saberia esconder o que foi ouvido.
Não fuja daqui jogando ao vento
O que até hoje lhe deu um bom momento.

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Moço, sua camisa tem um furo

Garoto assustado. Cadê a coragem pra se libertar?
Abandonar o trabalho. Viver um grande amor. Garoto assustado.
Copos e copos de bebidas não vão te salvar.

Desista dos crediários, capas de revistas.
Moço, sua camisa tem um furo.

Comprar uma dose forte, a mesma quantidade do teu vício vergonhoso.

Tem um furo na tua camisa. Olhos inchados de frustração.
Garoto, carrega um sorriso disfarçado de Monalisa.
Os furos do teu desespero afligem nossos olhos.

Correndo atrás de um rastro.
Quem derá pudermos curar esses olhos cansados
e gozar no último suspiro de nossas liberdades.

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Recordar é viver

15/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Medos quase infantis

A música do dia: Chickenpox – Anything you say Medos quase infantis preenchem o ar.Nesses cinco metros quadradosela se revela com seu salto-alto.A luz baixa só permite que veja sua silhueta.Logo ela se aproxima,Encaro seu riso que se perde em pecado. Me afundo nesses lençois e cortinas.Num domingo que poderia ser eterno.

02/07/2012 Colunas - Sonhos Viciados

A incredulidade de São Thomas

Hoje preparei uma garrafa de vodca para me deixar cozinhando na pequena sala do meu apartamento. Botei uma roupa qualquer e tirei os sapatos. Hoje sou eu no espelho. Encarando meu próprio silêncio. Longe do meus amigos embriagados, eufóricos e histéricos. Delírios solitários ou Existencialismo na mesa de jantar? Meus olhos alucinados navegam no punhado […]

24/04/2011 Colunas - Gritos do Nada

Eu queria jogar fora seu sorriso

Brilha, brilha o fogo que me queimaCastiga! A azia e a dor que desnorteiaMentira… o fogo e a vida descem a ladeira Saudades, do calor da flor que me odeiaNa verdade não há mais nada que me incendeiaA não ser o fogo que me toca o fogo que me beija Desperdício, me desperdiço, me quebroSou […]

09/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Becos…

A luz não sustenta, fraca luzIluminar esses becos é loucuraBecos onde putas carregam sua cruz… Os becos são sujos, feridas em pusForte cheiro de urina no arOnde uma puta sem brilho ainda seduz Ninguém fuma maconha, ninguém maisÉ o cachimbo que cai no chãoE viciados são do beco a raiz Rua perdida, perdidas suas musasQue […]

20/02/2012 Backstage

Pensamentos Carnavalesco: Das coisas que eu sei

Das coisas que eu sei… Eu sei que o mundo nunca é melhor do que o que fazemos com ele, demorei pra aprender, mas aprendi. Também sei que a vida pode terminar bem antes da morte, ou pode ir pra além dela, viver é mais que simplesmente estar vivo, espero que não esteja diante do […]

05/03/2014 Gritos do Nada

Acordei de ressaca numa quarta-feira de cinzas

Acordei ouvindo os carros e corriam dentro da minha cabeça Dormi na sarjeta e por ela corre confete que escorre da rua Por mais que não lembre, essa dor não deixa que eu esqueça Acordei na rua com a ressaca quarta-feira de cinzas

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: