26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários.

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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O real e o sublime (resposta sobre a Lua)

08/02/2012 Gritos do Nada

O real nunca é sublime
Quase sempre é melhor
O sublime se perde
Nos sonhos, no passado

O real vem todo dia
As vezes lento, as vezes apressado
O real sobe a serra
O sublime cai com a aurora

O real não pede cantos
Pede só a sinceridade diária
O real nos faz sorrir,
o sublime nos deixa idiotas

O sublime enxerga a lua
E vê sua luz deitar sobre a amada
O real olha nos olhos
E vê o brilho de quem ama ofuscar a lua

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Apagar…

06/02/2012 Gritos do Nada

E no fim era só fogo!
E água apaga o fogo,
E o ar balança o fogo
E o fogo se consome e some!!

Era bem menos, e “era”
As culpas, essas sim voaram!
Foram pra além do fogo!
E quem atiou o fogo?

Não, não importa mais!
Agora o crime é o apagar,
É dizer que fez mais pelo fogo
E não ficou só a assistir…

Me queimei neste fogo
E queria mesmo era morrer queimado
Mas não escolho as condições
E desse fogareu sai machudado

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Saudade inútil

03/02/2012 Zumbido Fugaz

Foi numa noite como essa,
onde a lua governava
e as estrelas brilhavam,
que tudoo era poesia pra mim,
e hoje me encontro assim, tão vazia.
O perfume do teu corpoo
Na minha camiseta,
se perdeu com o tempoo,
as juras dAquele tal amor
se tornaram cinzas diante dos dias que se passaram.
Os telefonemas constantes,
se tornaram nada mais.
As suas cartas,
essas se desmancharam dentro do meu caderno.
O seu nome escrito na parede,
a chuva o levou.
Tudo o que fizemos e falamos,
agora só lembrançaa.
Os meses seguem,
te levam cada vez mais pra longe de mim.
Os caminhos escolhidos nos fizeram distância e saudade.
Mas a sua leve expressão ao sorrir,
os gestos ao me olhar,
a carinha levada quando pensava besteira,
surgem novamente tão vivos quando o brilho da lua me toca
e despe minha racionalidade.

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O medo eterno da página em branco

27/01/2012 Backstage

O assunto em voga por aqui é a página em branco. A mecânica da inspiração, o insight. O processo criativo. Destroçar a palavra e extrair sentido, significado, coloca-lá numa frase e reger uma orquestra. Tem gente que lê partituras e isso deve ajudar. Dar segurança pra enfiar a estaca no coração do vampiro e não hesitar. Tem gente que convive com os vampiros todos e vaga sem sentido. Com seus dêmonios e medos. Suas páginas em branco. O bloco de mármore esperando ser esculpido.

Eu mesmo não sei. Não sou escritor e sei que não é hobby, pois hobby é coisa de velha rica. Finalizei esses dias algo que vai nesse encontro, uma explicação pelo hábito de escrever e a batalha da página em branco. Descobri, também esses dias, que é normal se aprender a ler de verdade na primeira série, como foi o meu caso. Lá nos meus tempos parecia que só eu era o atrasado da história. Lembro até hoje quando não consegui ler Deus numa frase. E nem Deus pude interpretar.

O texto é sobre aquele momento que não pude ler Deus, sobre escrever.

Descobri que não existe nenhuma ciência quando escrevo.
Uso da tática tentativa e erro.
Lembro da minha primeira série, das leituras só Jesus Salva.
E não me saia uma palavra.

Só jesus salva.

Escrevo como um varal, que Marias estendem a roupa. [uma hora seca]
E as palavras ficam em prendedores de madeira velha.
As vezes tem cor, como a manta tecida por peruanas pobres.
E vejo a maestria de pintores coloristas pós-modernos como a meta de um atleta no salto em vara.
(e eu não sou atleta)

Não espero troco, nem conforto.

Se Deus é por nós.
Só Jesus Salva.

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…tempo vadio

Passou, enfim, um tempo já
Um perdido tempo, honesto e vadio

Agora os pecados viraram sorrisos
Na distância saudável dos anos

Perdi uns monentos, tive falhas
Mas satisfazer-se com tudo não é pra mim

Nunca tentei nada. Ou fiz ou não fiz
Tenho derrotas e tenho vitórias
De maneira nenhuma eu quis ou tenho empates

Não posso dizer que não guardei mágoas
Elas estão lá, no profundo do peito
A verdade é que não aprendi mesmo a perdoar
E, pelo que sei, vou deixar esse câncer me corroer

E não tem problema, faz parte do meu show errar
No erro é que sou completo também,
E no mas: quem mesmo que eu preciso perdoar?

Aprendi muita coisa com os dias que passaram
E todos eles me tocaram e me mudaram

Aprendi que nada no futuro muda o passado
Que nada que se fale muda o que foi falado
Que ou se faz pra “tampas voarem” ou não se faz
Que se for pra cair, que seja do mais alto!

E se hoje fosse meu último dia?
Você poderia falar sem medo de errar:
Esse filho da puta foi foda.

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Recordar é viver

25/09/2013 Gritos do Nada

Outra noite

Gustavo desceu do carro ainda com os cabelos molhados, o dono do carro não lhe deu tempo de dar tchau e acelerou seu Civic como se quisesse deixar pra trás não só Gustavo, mas o que fizeram nos últimos minutos.

08/03/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Amanhã vai chover

Ficha limpa e rabiscos na parede. As garotas e seus salto-altos. Sua discrição E meus exageros quando bebo. A moça do tempo impecável. Os funerais de domingo. Amanhã vai chover E alagar nossas casas (e nunca lavar a alma) Outro dia de verão. Que tomamos nossas pílulas de sonho Algo faz eu não me esquecer […]

31/10/2013 Sonhos Viciados
Hoje não existe Deus, nem o diabo.

Gostosuras ou travessuras? Na minha terra não existe Halloween

9 historias de amor – Mempo Giardinelli

Faz tempo que não tenho o Canal Brasil em casa e confesso que esse canal valia todos os canais da TV a cabo. Longe das tristezas de homem médio e mais próximo do livro que vou abordar eu cai no programa Sangue Latino, um programa de entrevistas muito autêntico. Hoje passa na TV Cultura então […]

23/07/2011 Gritos do Nada
Um Poeta que canta a vida, Poeta não! Cantador

Uma casinha em Boi Véio…

16/04/2014 Sonhos Viciados

Piazzas III

Velhas estendem roupas nos varais do meu imaginário. Ouço o badalar de relógios invisíveis. Mendigos descansam na insignificância do meu sexo. Uma luz fúcsia se acende no meu cérebro. Crianças revoltadas escondem facas e sortilégios. Colunas sustentam meus testículos nas arenas da indiferença.

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: