26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Se destino existe ele é um taxista nas madrugadas

31/12/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Conversas com taxistas na madrugada
Destino: Uma terra longe daqui.

Das noites perdidas entre o desencontro
Das nossas mãos e dos carros na rua

Dos cantos que só a gente sabe
Bem sabe, eu sei.

Apaguei hoje outra memória,
Dos cantos que a gente inventou.

Se cupido existe, o meu é um bêbado
Se destino existe, o meu brinca de roleta-russa.

o taxista é diretor de teatro pelas manhãs,
Eu invento um nome pra mim.

Esse novo cara morre ao meio-dia, tipo pernoite de motel
Abóbora ao avesso.

O retorno eterniza os desencontros
No sol que derrete as nuances luminosas.

As mil variaçōes de luz de um bom dia para ir embora.
Eu fiquei.

O taxista era do Rio,
O nome que inventei eu esqueci.

Abóbora as avessas.
Flutuamos na polpa laranja dessa manhã.

Meu destino vive em fúria,
E hoje ele tá mirando pra mim.

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Ainda me fazia sorrir…

30/12/2011 Gritos do Nada

Achei que era névoa o vapor que subia da gente
Cada lado da cama molhado de suor e nossa ofegância
era o único som a cortar o silêncio daquele quarto

… deixei-me enlouquecer pelos carinhos que destoaram
as cores do escuro total para uma combinação de vermelhos
junto com a sua delicadeza animal, tão envolvente e fatal.

E mesmo assim eras só meu último erro
Ou era ainda só mais outra em outra noite
Naquele momento, pequena, só podia me fazer sorrir

Mais noites passaram entre as paredes vermelhas
E então você já sabia me fazer sofrer, me irritar
Tinham noites em que não mais nos bastávamos

Lutei com o mundo, com o inevitável
Sonhei, dentre lágrimas, fugir contigo
Pois a realidade lhe bateu a porta primeiro
E virei o viúvo de um sonho falido

E no fim ficou claro que nada estava certo
As primeiras noites foram sublimes demais
E nada tão lindo resiste a realidade

Sonhar com você já não sonho
E sorrindo ainda posso lembrar
Das noites perdidas entre o desencontro
Das nossas mãos e dos carros na rua…

Imagem: Nan Goldin. Valérie in the mirror, L’Hôtel, Paris, 1999

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Noite em claro

26/12/2011 Zumbido Fugaz

Eu senti o teu descanço tão longe do meu…
Na profundidade do teu sono eu ouvia
”To die by your side such a heavenly way to die…”
e nada por aqui restava.
Que respiração afinada
eu via os lás pra lá e os mis pra mim.

Eu podia ter a sensação de tocar nuvens
quando os fios dos seus cabelos
ficavam perdidos em meus dedos…
Seus lábios entravam em descompasso
perdidos um do outro num sono que nada duraria.

Foi uma surpresa ou realmente você é surpreendente pra mim?
Noites passadas com pequenas piscadas não fazem meu gênero
só que quando pensei em tentar dormir a claridade
do dia já competia com a luminosidade do seu semblante
naquele quarto que se aquecia com o teu calor.

Restava-me aproveitar por mais uns instantes antes de partir
tocar seu corpo enganado pelo sossego do sono
e poder ir compartilhando os primeiros movimentos do seu despertar…
Ah que divino!

Eu soube aproveitar as conversas no fim desse domingo
deixei-me enlouquecer pelos carinhos que destoaram
as cores do escuro total para uma combinação de vermelhos
junto com a sua delicadeza animal, tão envolvente e fatal.

Você me fez suspirar e não desejar outros desertos
que não a sensação de folgaréu que era causada
que era sentida diante daqueles corpos juntos e enlaçados…
Que me deixou sem querer outras fontes de alimento
que não fosse o mel da tua boca.

Aqueles instantes me ludibriaram, eu nem sei de nada
não consigo decidir o que mais me encanta em você…
As boas conversas? Compatibilidade corporal?
Pequenas lindas ações? O passar das mãos pelos cabelos
jogando-o fazendo com que volte para o mesmo lugar?
o sorriso juvenil? Ah, como eu queria saber…

Mas nos despedimos sem muito se importar
como se tivesse sido uma noite qualquer
terminada com café e adoçante e um cigarro para levantar
e bom trabalho pirralha!

 

Trecho em inglês da música There is a light that never goes out dos Smiths…

Imagem: http://dottiedrankhere.wordpress.com/

 

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Coletivo Um Cinco – Vencê-los no Final

Um silêncio totalmente hostil
De uma paz implicitamente forjada
Que te faz ouvir The Kings
E fingir que tudo pode estar bem

E se fingir já basta, pra que lutar?
Fico eu medindo passos no chão
E se pra ti, posso simplesmente vagar
Então por ti nunca serei perdão

Malditos são esses vilões terrestres
Que se divertem com meu triste caminhar
Vou eu rumo a auto-destruição
Com um medo perdido nos destroços do meu coração.

E se me param e sorriem pra mim
Deve ser de raiva ou sem intensão
Eles que não me tocam, mas machucam assim
São mais fortes que eu, refém da emoção

E eu que não queria mais ficar
mas já to tão acostumada com isso
que pra outras estradas não irei partir
é cômodo e bom demais pra mim…

Nem tão cômodo, pois eu sofri por vocês senhores!
Muito mais que meu pequeno corpo pode transparecer…
Eu corri por vocês, nas noites de frio, garoa e lágrimas
Mas sem lamentações, pois sorrir hoje é desafiá-los e vencê-los!

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Recordar é viver

18/05/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Porque é real…

Eu já te disse o quanto gosto de quando me fala sobre sua série preferida? Não que eu goste tanto de ”The walking dead”, é só que eu quero conhecer o seu mundo. Não, não escuto The Gazette, mas isso importa? É amor. Haviam tantos sentimentos ali na estante e foi o amor ao qual […]

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14/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Deus, Mamilos e Sonhos de Pobre!

E Deus me fez sem seus problemasSei lá mesmo se Deus me fezTenho tanto defeito comigo Que tenho nojo do pobre perdidoQue deve ter infecção até no mamilo Mas… Acordei bem longe essa manhãNum lugar, distante que não queria estarAcordei e tinha que pegar o ônibusContei moedas pra passagem pagar Não, não sou assim o […]

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19/05/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Gabba Gabba Hey, revolução e sprays na parede

Play! Falei dos anos 90 a pouco. Os meus anos de infância beijaram os 90 e com vigor juvenil de um adolescente que tá conhecendo o pinto eu deixei essa década encarando um dos maiores eventos do pop. Como disse, nem sei o que me motivava na infância, estava fadado a ser um grande idiota, […]

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19/10/2011 Gritos do Nada

Continuação: O morcego e o monstro

Perdidos entre os sinais, da névoa, do ar,  de todas as partículas, Que singram e entopem narinas numa rua marginal E no prédio negro De sujeira e fuligem Descansa roto o morcego Que foge e agride E o morcego e o monstro Um ser só e desigual Que anda no escuro Praticando o nor(mal) Esse […]

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04/09/2013 Zumbido Fugaz

Gosto de café

Você tinha gosto de poesia com café contenta mas não sustenta era um gosto amargo de passado que não tinha acabado de escrever. Eu me intrometia entre os seus dedos desleixada quase te machucava só que uma parte blindada te protegia nunca me deixava totalmente em você. […]

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19/01/2024 Sonhos Viciados

Reza em hospital

Tento lembrar se existia paz quando minha única morada eram as ruas líquidas do ventre da minha mãe. Reza em hospital. Peço a Deus ao menos os grunhidos das crianças lá fora.  Mergulho no meu mais triste silêncio. Os doutores, os relatórios, os sinais perversos dos desastres naturais que nos arrebatem. Eu rezo, quem sabe […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: